Antonio del Duca
Antonio del Duca ou Lo Duca foi o frade siciliano cuja persistente campanha pela veneração oficial dos "Sete Príncipes Angélicos" foi parcialmente atendida com a dedicação de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, construída por ordem do Papa Pio IV dentro das ruínas das Termas de Diocleciano.
Antonio foi obcecado pelo culto dos anjos desde os tempos em que era mestre de coro na catedral de Palermo, entre 1513 e 1515. Nessa época, descobriu na pequena igreja de Sant'Angelo um antigo ícone dos Sete Príncipes Angélicos que emergiu quase milagrosamente após séculos de negligência. Inflamado pela sua fé, viajou para Roma, com a intenção de obter o reconhecimento formal destes Sette Principi angelici. Em Roma, conseguiu um cargo como capelão do Cardeal Antonio Maria Ciocchi del Monte, tio do futuro Papa Júlio III. Para o cardeal, compôs uma liturgia para uma Missa dos Sete Anjos. Após a morte de seu patrono em 1533, serviu como capelão de Dom Fernando de Silva, conde de Cifuentes, embaixador de Carlos V, Sacro Imperador Romano, sempre buscando aprovação oficial para sua liturgia. Em vão foram seus pedidos ao Papa Paulo III, que lhe designou funções que o levaram de volta à sua Sicília natal. De volta a Roma, tornou-se capelão de Santa Maria di Loreto, no Fórum de Trajano. Ali, numa manhã de verão de 1541, teve uma visão beatífica dos Sete Santos Mártires — Santos Saturnino, Ciriaco, Largo, Smaragdo, Sisinnio, Trasone e o Papa Marcelo I — revelados numa luz branca dentro das ruínas das Termas de Diocleciano. A partir daquele momento, ficou obcecado com a ideia de ver uma igreja dedicada a eles construída dentro das ruínas. Ele inscreveu sete das grandes colunas romanas de granito vermelho do caldário com os nomes de sua lista dos Sete Arcanjos: os três familiares, Miguel, Rafael e Gabriel, mais os arcanjos específicos dos ritos católicos orientais:[a] Salatiel, Jegudiel, Baraquiel e Uriel.


