Antônio Carlos de Mariz e Barros
Antônio Carlos de Mariz e Barros foi um militar brasileiro, combatente na Campanha do Uruguai e na Guerra do Paraguai. Filho do chefe de esquadra Joaquim José Inácio de Barros e de sua esposa, Maria José de Mariz Sarmento. Estudou na Academia da Marinha do Brasil, ingressando nesta instituição logo depois, tendo atingido a patente de primeiro-tenente.
Primeiros anos
Mariz e Barros nasceu em 7 de março de 1835, na rua da Imperatriz, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do chefe de esquadra, Joaquim José Inácio de Barros, e de sua esposa, Maria José de Mariz Sarmento, viscondes de Inhaúma, estudou inicialmente nos colégios dos Srs. Alphonse de Morcenq, Antônio Maria Barker, Francisco José Borges e também no Colégio de São Pedro de Alcântara, todos nas imediações da Rua da Imperatriz, local onde nasceu, no centro da cidade do Rio. Após isso, seguindo o exemplo paterno, entrou para a Academia de Marinha e assentou praça de aspirante aos 14 de junho de 1849. Foi promovido a guarda-marinha em 16 de novembro de 1852; segundo-tenente em 31 de março de 1855 e primeiro-tenente em 2 de dezembro de 1857. Durante o período como aspirante, foi elogiado algumas vezes pela sua pela atividade e intrepidez durante ocasiões de perigo. Seu primeiro comando foi no iate Paraibano, atuando como capitão interino, e efetivamente a canhoneira Campista e as corvetas Belmonte, Recife, e o encouraçado Tamandaré.
Serviço ativo
Enquanto comandava uma divisão naval e a corveta Belmonte, Mariz e Barros escoltou o imperador D. Pedro II em sua viagem ao Nordeste e foi condecorado com o hábito da Ordem da Rosa. Foi condecorado, também, com a cruz de cavaleiro da Legião de Honra pelo salvamento de uma barca francesa que estava prestes a naufragar sobre as pedras da Fortaleza da Lage. Com o início da Campanha do Uruguai, Mariz e Barros foi designado para a frente de batalha, ganhando notoriedade ao fazer uma incursão bem-sucedida na praça-forte de Paysandú. Durante esta ofensiva, forneceu defesa, sob ordens de Tamandaré, a Boa Vista. Ele também recebeu o suporte de um destacamento de cem do Primeiro Batalhão de Infantaria, comandado pelo Tenente Eduardo Emiliano da Fonseca, montando uma ofensiva novamente bem-sucedida com o alvo sendo o forte Sebastopol. Fato marcante de sua vida, foi o risco que correu quando se lançou ao mar inteiramente vestido, para salvar uma escrava que se afogava na praia da Itapuca. Casou em 1855 com Raquel Sofia Teixeira, filha de Casimiro Manuel Teixeira e Justina Ifigênia, e tiveram três filhos.
Homenagens posteriores à sua morte
Na sessão de 16 de novembro de 1874, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em memória de um dos mais distintos oficiais da armada imperial, considerado herói da Guerra do Paraguai, trocou a denominação da Rua Nova do Imperador, no bairro da Tijuca, para Rua Mariz e Barros. A corveta Mariz e Barros também foi nomeada em sua homenagem, além de dois contratorpedeiros.


