Luís António de Sousa Botelho Mourão
Luís António de Sousa Botelho Mourão, 4.º Morgado de Mateus, foi um nobre português, depois da restauração da autonomia paulista, tornou-se o primeiro capitão-general da Capitania de São Paulo, em 1765, dezessete anos depois de ficar subordinada ao Rio de Janeiro.
Filho legítimo de Dona Joana Maria de Sousa, Senhora de Moroleiros, em Amarante, e de António José Botelho Mourão, fidalgo da Casa Real, Cavaleiro de Cristo, tenente-coronel da Cavalaria, terceiro Morgado de Mateus, que serviu com distinção na guerra da Grande Aliança, e aumentou consideravelmente o brilho de sua Casa, tendo edificado em Vila Real, o Palácio de Mateus (hoje Fundação Casa de Mateus), uma das mais nobres residências portuguesas, a dos Condes de Vila Real, herdeiros do morgadio por sucessão direta. Foi casado com Leonor Ana Luísa Josefa de Portugal (1722-1806), filha de Rodrigo de Sousa Coutinho Castelo-Branco e Menezes (1680-?) e Maria Antónia de São Boaventura de Meneses Monteiro Paim (1685-?). D. Luís António de Sousa Botelho Mourão foi governador da recém-recriada capitania de São Paulo, que havia sido extinta em 1748, e personagem histórica do período Brasil Colônia (1765 a 1775). Nesses dez anos, elevou cerca de vinte povoados e aldeias à condição de freguesias e de vilas, inclusive Lages, no atual planalto catarinense, então pertencente a São Paulo, para defender as fronteiras contra o Império espanhol, e suas milícias nominaram o campos do Mourão, em sua homenagem, dando assim origem ao município, hoje denominado Campo Mourão, no centro-oeste do estado do Paraná.


