Antoine-François Momoro
Antoine-François Momoro foi uma figura central na Revolução Francesa, atuando como impressor, livreiro e político. Membro influente do Clube dos Cordeliers e do grupo hebertista, ele foi fundamental na popularização do lema revolucionário "Liberdade, Igualdade, Fraternidade". Conhecido como o "Primeiro Impressor da Liberdade Nacional", Momoro teve um papel significativo na política e na cultura da época, incluindo a promoção do Culto da Razão.
Pontos-chave
- Antoine-François Momoro foi um impressor, livreiro e político ativo durante a Revolução Francesa.
- Ele foi o principal responsável por popularizar a frase "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", lema da Revolução.
- Momoro, conhecido como o "Primeiro Impressor da Liberdade Nacional", foi um oponente da monarquia e da religião católica.
- Participou ativamente do processo de descristianização e foi o principal defensor do Culto da Razão.
- Foi guilhotinado em 24 de março de 1794, após ser condenado pelo Tribunal Revolucionário como hebertista.
Imagem: Anonyme, graveur · CC0 · Openverse
A Revolução Francesa e a subsequente declaração da liberdade de imprensa em agosto de 1789 foram catalisadores para Antoine-François Momoro, impulsionando sua produção e redefinindo seu destino. Ele se lançou com fervor na causa revolucionária, utilizando suas habilidades para disseminar as novas ideias. Momoro era um opositor declarado da monarquia constitucional e da religião católica, alinhando-se com os ideais mais radicais da Revolução. Sua participação foi notável em eventos cruciais, como a assinatura da petição antimonárquica que culminou no massacre do Campo de Marte, um divisor de águas entre moderados e extremistas.
Antoine-François Momoro teve um papel ativo no processo de descristianização da França, tornando-se o principal defensor do Culto da Razão. Este culto, sob sua liderança na capital francesa, era explicitamente antropocêntrico, ou seja, centrado no ser humano. Sua esposa, Sophie Momoro, desempenhou um papel simbólico crucial, interpretando a deusa no "Festival da Razão", realizado em 10 de novembro de 1793 (20 de Brumário do Ano II).


