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Antiprotestantismo

Antiprotestantismo é o preconceito, ódio ou desconfiança contra algumas ou todas as denominações do protestantismo e seus seguidores.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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História

Um dos grupos pré-protestantes a serem perseguidos por católicos antes da Reforma foram os valdenses, acusados de heresia e e inicialmente suprimidos com armas pelos católicos. Em 1211, mais de 80 cristãos valdenses foram queimados em Estrasburgo, um massacre que antecipou séculos de perseguição aos valdenses, que saíram dizimados (o movimento quase desapareceu). Durante o Concílio de Constança, o teólogo Jan Hus foi condenado à fogueira e morto em 1415. Ele assumira posições muito críticas em relação ao poder eclesiástico e à infalibilidade do pontífice, posições próximas às de John Wyclif e dos valdenses. Mais tarde, seus pontos de vista influenciaram, entre outros, Martinho Lutero. Seus seguidores, os hussitas, também sofreram oposição de Roma com as chamadas Guerras Hussitas, originada logo após a Defenestração de Praga em 1419.

Contrarreforma e guerras religiosas

Após a condenação da heresia emitida em 1521 pelo Papa Leão X contra Lutero e suas teses com a promulgação da bula Decet Romanum Pontificem, vários príncipes alemães decidiram se unir ao luteranismo para se libertar do controle político e financeiro de Roma, protegendo tanto os reformador do que seus seguidores. Frederico III, Eleitor da Saxônia, conhecido como "o Sábio", ofereceu-se pela primeira vez para proteger Lutero em Wartburg (mais tarde Lutero apelaria ao direito divino dos reis para interromper a Guerra dos Camponeses quando voltasse a Wittenberg). O Luteranismo, juntamente com o zwinglianismo e o calvinismo se espalhou rapidamente pela Alemanha e norte da Europa.

Idade Contemporânea

Em 1870, o recém-formado Reino da Itália anexou os Estados Papais, privando o Papa de seu poder temporal. No entanto, o domínio papal sobre a Itália foi posteriormente restaurado pelo regime fascista italiano (embora em escala muito reduzida) em 1929 como chefe do estado da Cidade do Vaticano; sob a ditadura de Benito Mussolini, o catolicismo tornou-se a religião oficial da Itália fascista. Em 1938, as Leis Raciais Fascistas e o Manifesto da Raça foram promulgados pelo regime fascista para proibir e perseguir judeus e protestantes italianos, principalmente evangélicos e pentecostais. Milhares de judeus italianos e um pequeno número de protestantes morreram nos campos de concentração nazistas.

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Hostilidade ao protestantismo histórico

Entre os cristãos teologicamente conservadores (incluindo católicos e cristãos ortodoxos, bem como evangélicos e protestantes fundamentalistas), as principais denominações protestantes são frequentemente caracterizadas como teologicamente liberais a ponto de não serem mais fiéis à Bíblia ou à tradição cristã histórica. Essas percepções estão frequentemente ligadas a eventos altamente divulgados, como a decisão de endossar o casamento do mesmo sexo pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Embora o liberalismo teológico esteja claramente presente na maioria das principais denominações, pesquisas mostram que muitos dentro das principais denominações se consideram moderados ou conservadores e mantêm visões teológicas cristãs tradicionais.

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Hostilidade ao evangelicalismo

No Brasil, os críticos das políticas da Bancada Evangélica, como a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao aborto, muitas vezes sugerem que os evangélicos são um grupo que quer implementar uma teocracia cristã no Brasil ou em outros países. Muitos autores indicaram o medo de uma potencial teocracia cristã como uma das razões de sua oposição à Bancada Evangélica. Algumas igrejas evangélicas que defendem uma interpretação dispensacionalista da escatologia cristã foram acusadas ​​de apoiar o sionismo e as comunidades judaicas construídas dentro dos territórios palestinos. Os críticos afirmam que esses evangélicos apóiam Israel para acelerar a construção do Terceiro Templo em Jerusalém, que os dispensacionalistas veem como um pré-requisito para o retorno de Jesus Cristo. No entanto, muitos evangélicos rejeitam o dispensacionalismo e apoiam os esforços de paz no Oriente Médio.

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Fontes consultadas

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