Invasão da Ucrânia pela Rússia (2022–presente)
Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, denominada pelo governo russo como "Operação Militar Especial na Ucrânia", é uma invasão militar em larga escala lançada pela Rússia contra a Ucrânia, um de seus países vizinhos, a sudoeste, marcando uma escalada acentuada para um conflito que começou em 2014. Vários analistas chamaram a invasão de o maior confronto militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. A guerra gerou uma enorme onda migratória da Ucrânia e da Rússia, além de uma crise alimentar global, aumento no preço dos combustíveis e inflação.
Contexto pós-soviético
Após a dissolução da União Soviética em 1991, a Ucrânia e a Rússia continuaram a manter laços estreitos. Em 1994, a Ucrânia concordou em abandonar seu arsenal nuclear e assinou o Memorando de Budapeste sobre Garantias de Segurança, sob a condição de que a Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos enviassem uma garantia contra ameaças ou uso de força contra a integridade territorial, ou independência política de Ucrânia. Cinco anos depois, a Rússia foi um dos signatários da Carta para a Segurança Europeia, onde "reafirmou o direito inerente de cada Estado participante de ser livre para escolher ou alterar seus arranjos de segurança, incluindo tratados de aliança, à medida que evoluem".
Revolução Ucraniana de 2014, anexação da Crimeia e Guerra em Donbass
Após semanas de protestos como parte do movimento Euromaidan (2013–2014), o presidente ucraniano pró-russo Viktor Yanukovych e os líderes da oposição parlamentar ucraniana assinaram um acordo, em 21 de fevereiro de 2014, que pedia eleições antecipadas. No dia seguinte, Yanukovych fugiu de Kiev antes de uma votação de impeachment que o destituiu de seus poderes como presidente. Líderes das regiões orientais de língua russa da Ucrânia declararam lealdade contínua a Yanukovych, causando os protestos pró-Rússia de 2014 na Ucrânia. A agitação foi seguida pela anexação da Crimeia pela Rússia em março de 2014 e pela Guerra em Donbas, que começou em abril de 2014, com a criação dos quase-estados apoiados pela Rússia das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk.
O conflito começou com uma grande movimentação militar de tropas russas na fronteira Rússia-Ucrânia, inicialmente de março a abril de 2021 e após outubro de 2021 a fevereiro de 2022. Durante a segunda escalada militar, a Rússia emitiu exigências aos Estados Unidos e à OTAN, avançando dois projetos de tratados que continham solicitações para o que chamou de "garantias de segurança", incluindo uma promessa juridicamente vinculativa de que a Ucrânia não ingressaria na OTAN, bem como uma redução em tropas da OTAN e equipamentos militares estacionados na Europa Oriental e ameaçou uma resposta militar não especificada se a OTAN continuasse a seguir uma "linha agressiva".
Alegações russas
Em 9 de dezembro de 2021, o presidente russo Vladimir Putin falou de discriminação contra falantes de russo fora da Rússia, dizendo: "Devo dizer que a russofobia é um primeiro passo para o genocídio. Você e eu sabemos o que está acontecendo em Donbass. Certamente parece muito com genocídio". Em 15 de fevereiro de 2022, Putin repetiu à imprensa: "O que está acontecendo no Donbass é exatamente genocídio". Os meios de comunicação observaram que, apesar desta acusação, o próprio presidente ucraniano Volodymyr Zelensky é um falante nativo de russo. Várias organizações internacionais, incluindo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a Missão Especial de Monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a Ucrânia e o Conselho da Europa, não encontraram evidências que apoiassem as alegações russas de "genocídio", que também foram rejeitadas pela Comissão Europeia, como desinformação russa.
Intervenção em Donbass
Em 21 de fevereiro de 2022, após o reconhecimento das repúblicas de Donetsk e Lugansk, o presidente Putin ordenou que tropas russas (incluindo tanques) fossem enviadas para Donbas, no que a Rússia chamou de "missão de paz". Mais tarde, naquele dia, vários meios de comunicação de países aliados à OTAN confirmaram que as forças russas estavam entrando em Donbass. Em 22 de fevereiro de 2022, o presidente estadunidense Joe Biden afirmou que "o início de uma invasão russa da Ucrânia" havia ocorrido. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disseram que "nova invasão" ocorreu. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou: "Não existe invasão menor, média ou grande. Invasão é invasão." O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que "as tropas russas [chegaram] em solo ucraniano" no que era "[não] uma invasão de pleno direito".
Em 24 de fevereiro, pouco antes das 6h, horário de Moscou (UTC+3), Putin anunciou que havia tomado a decisão de lançar uma "operação militar especial" no leste da Ucrânia. Em seu discurso, ele afirmou que não havia planos para ocupar o território ucraniano e que apoiava o direito do povo da Ucrânia à autodeterminação. Ele disse que o objetivo da "operação" era "proteger as pessoas" na região predominantemente de língua russa de Donbas que, segundo Putin, "há oito anos, enfrentam humilhações e genocídios perpetrados pelo regime de Kiev". Putin também afirmou que a Rússia buscava a "desmilitarização e desnazificação" da Ucrânia. Minutos depois do anúncio de Putin, explosões foram relatadas em Kiev, Kharkiv, Odessa e Donbass. Imediatamente após o ataque, Zelensky anunciou a introdução da lei marcial na Ucrânia; na mesma noite, ele ordenou uma mobilização geral de todos os homens ucranianos entre 18 e 60 anos. As tropas russas entraram na Ucrânia de quatro direções principais: do norte, via Bielorrússia, em direção a Kiev; do nordeste, da Rússia, em direção a Kharkiv; do leste, da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk; e do sul, pela região anexada da Crimeia.
Frente Norte
No primeiro dia, as tropas russas começaram a avançar em direção a Kiev. Na Batalha de Chernobil, os russos tomaram o controle das cidades fantasmas de Chernobil e Pripiat, incluindo a Usina Nuclear de Chernobil; seu avanço foi impedido pela forte resistência das tropas ucranianas. Após seu avanço em Chernobil, as forças russas começaram a Batalha de Ivankiv. Algumas forças russas conseguiram romper Ivankiv e capturaram o estrategicamente significativo Aeroporto Antonov, localizado a apenas 20 quilômetros a noroeste de Kiev. Na Batalha do Aeroporto Antonov, combates ferozes ocorreram entre 24 e 25 de fevereiro, com tropas ucranianas tentando repelir várias vezes as Forças Aerotransportadas russas. O aeroporto acabou caindo nas mãos dos russos. Durante essa batalha o avião Antonov An-225 Mriya, o maior avião cargueiro do mundo, foi destruído no local.
Frente Oriental
No nordeste, as tropas russas tentaram capturar Kharkiv e Sumy, ambas localizadas a menos de 35 quilômetros da fronteira russa. Segundo o exército ucraniano, a Batalha de Konotop foi perdida em 25 de fevereiro. Na Batalha de Kharkiv, os tanques russos encontraram forte resistência. Em 28 de fevereiro, a cidade foi alvo de vários ataques de mísseis que ceifaram várias vidas. A batalha foi descrita por um conselheiro presidencial ucraniano como a "Stalingrado do século XXI". Na Batalha de Sumy, apesar da pouca resistência inicial, soldados e milícias ucranianas começaram a enfrentar as forças russas dentro da cidade, resultando em uma guerra urbana intensa.
Frente Sul
Em 24 de fevereiro, tropas russas assumiram o controle do Canal da Crimeia do Norte, permitindo que a Crimeia obtivesse abastecimento de água para a península, do qual estava isolada desde 2014. O ataque também se moveu para o leste, em direção a Mariupol, iniciando um cerco da cidade e ligando a frente com as regiões separatistas de Donbas. Em 1.º de março, as forças russas começaram a se preparar para retomar seu ataque a Melitopol e outras cidades, iniciando a Batalha de Melitopol. Ivan Fedorov, o prefeito de Melitopol, mais tarde afirmou que os russos haviam ocupado a cidade. Em 2 de março, a Batalha de Kherson foi vencida pelas tropas russas.
Combates aéreos e navais
Em 24 de fevereiro, o Serviço de Guarda de Fronteira do Estado da Ucrânia anunciou, por volta das 18h00, hora local, que um ataque à Ilha das Serpentes por navios da Marinha Russa havia começado. O cruzador Moskva e o barco de patrulha Vasily Bykov bombardearam a ilha com seus canhões de convés. Quando o navio de guerra russo se identificou e instruiu os soldados ucranianos estacionados na ilha a se renderem, sua resposta foi: "Navio de guerra russo, vá se foder!" Após o bombardeio, um destacamento de soldados russos desembarcou e assumiu o controle da ilha. Em 25 de fevereiro, forças militares ucranianas atacaram a base aérea de Millerovo com mísseis OTR-21 Tochka, destruindo aviões da Força Aérea Russa e incendiando a base aérea, segundo alguns oficiais ucranianos. No ataque ao aeroporto de Jitomir em 27 de fevereiro, foi relatado que a Rússia usou sistemas de mísseis 9K720 Iskander, localizados na Bielorrússia, para atacar o aeroporto civil.
Refugiados
Devido à contínua escalada militar ao longo da fronteira ucraniana, muitos governos vizinhos e organizações de ajuda estavam se preparando para um possível evento de deslocamento em massa de refugiados, nas semanas anteriores à invasão. Em dezembro de 2021, o Ministro da Defesa da Ucrânia estimou que uma invasão poderia forçar entre três e cinco milhões de pessoas a fugir de suas casas. De acordo com o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, mais de meio milhão de ucranianos fugiram do país nos primeiros quatro dias após a invasão; cerca de 281 mil foram para a Polônia, quase 85 mil para a Hungria, pelo menos 36,3 mil para a Moldávia, mais de 32,5 mil para a Romênia, 30 mil para a Eslováquia e cerca de 34,6 mil para vários outros países. Na primeira semana, um milhão de refugiados fugiram da Ucrânia; eram predominantemente mulheres e crianças, pois os cidadãos ucranianos do sexo masculino entre 18 e 60 anos tiveram sua saída proibida pelo governo ucraniano.
Crimes de guerra
A invasão da Ucrânia foi considerada uma violação da Carta das Nações Unidas e constituiu um crime de agressão de acordo com o direito penal internacional, levantando a possibilidade de que o crime de agressão pudesse ser julgado sob jurisdição universal. A invasão também violou o Estatuto de Roma, que proíbe "a invasão ou ataque pelas forças armadas de um Estado do território de outro Estado, ou qualquer ocupação militar, ainda que temporária, resultante de tal invasão ou ataque, ou qualquer anexação pelo uso de força do território de outro Estado, ou parte dele". A Ucrânia não ratificou o Estatuto de Roma e a Rússia retirou sua assinatura em 2016.
Retração econômica e aumento da pobreza
Em 2022, a retração do PIB ucraniano alcançou 35%, gerando uma situação em que, segundo o Banco Mundial, 60% da população encontra-se hoje abaixo da linha de pobreza. Não obstante, segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), em fevereiro de 2023, 40% dos ucranianos dependem de alguma forma de auxílio para sobreviver.
Sanções
Países ocidentais e outros começaram a impor sanções limitadas à Rússia quando reconheceu a independência da região de Donbas. Com o início dos ataques em 24 de fevereiro, muitos países adicionais começaram a aplicar sanções visando paralisar a economia russa. As sanções foram amplas, visando indivíduos, bancos, empresas, trocas monetárias, transferências bancárias, exportações e importações. Faisal Islam, da BBC News, afirmou que as medidas estavam longe de ser sanções normais e eram "mais bem vistas como uma forma de guerra econômica". A intenção das sanções era empurrar a Rússia para uma recessão profunda com a probabilidade de corridas bancárias e hiperinflação. Islam observou que atingir um banco central de um membro do G20 dessa maneira é algo que nunca havia sido feito antes. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente Dmitry Medvedev ridicularizou as sanções ocidentais impostas à Rússia, incluindo sanções pessoais, e comentou que elas eram um sinal de "impotência política" resultante da retirada da OTAN do Afeganistão. Ele ameaçou nacionalizar os ativos estrangeiros que as empresas detinham na Rússia.
Impacto econômico
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, alertou que o conflito representa um risco econômico substancial para a região e para todo o mundo. Ela acrescentou que o Fundo pode ajudar outros países afetados pelo conflito, complementando um pacote de empréstimo de 2,2 bilhões de dólares para ajudar a Ucrânia. David Malpass, presidente do Grupo Banco Mundial, disse que o conflito teria efeitos econômicos e sociais de longo alcance e informou que o banco estava preparando opções para um apoio econômico e fiscal significativo aos ucranianos e à região. Apesar das sanções internacionais sem precedentes contra a Rússia, os pagamentos por matérias-primas energéticas foram amplamente poupados dessas medidas, assim como o fornecimento de alimentos devido ao potencial impacto nos preços mundiais dos alimentos. A Rússia e a Ucrânia são os principais produtores de trigo que é exportado através do Estreito do Bósforo para países do Mediterrâneo e do Norte da África.
Ajuda militar
Após a invasão, as nações ocidentais começaram a assumir novos compromissos de entrega de armas. Bélgica, República Tcheca, Estônia, França, Grécia, Países Baixos, Portugal e o Reino Unido anunciaram que enviariam suprimentos para apoiar e defender os militares e o governo ucraniano. Em 24 de fevereiro, a Polônia entregou alguns suprimentos militares à Ucrânia, incluindo 100 morteiros, várias munições e mais de 40 mil capacetes. Enquanto alguns dos 30 membros da OTAN concordaram em enviar armas, a OTAN como organização não o fez. Em 27 de fevereiro, a UE concordou em comprar armas coletivamente para a Ucrânia. O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, afirmou que compraria 450 milhões de euros (502 milhões de dólares) em assistência letal e um adicional de 50 milhões de euros (56 milhões de dólares) em suprimentos não letais. Borrell disse que os ministros da Defesa da UE ainda precisam determinar os detalhes de como comprar o material e transferi-lo para a Ucrânia, mas que a Polônia concordou em atuar como um centro de distribuição. Borrell também afirmou que pretendia fornecer à Ucrânia caças que eles já são capazes de pilotar. Estes não seriam pagos através do pacote de assistência de 450 milhões de euros. Polônia, Bulgária e Eslováquia tinham exemplares de MiG-29 e a Eslováquia também tinha o Su-25, que eram caças que a Ucrânia já voava e podiam ser transferidos sem treinamento de pilotos. Em 1º de março, Polônia, Eslováquia e Bulgária confirmaram que não forneceriam caças para a Ucrânia.
Organizações internacionais
Em 27 de fevereiro, Ursula von der Leyen anunciou que a União Europeia proibiria os meios de comunicação estatais russos RT e Sputnik em resposta à desinformação e sua cobertura do conflito na Ucrânia. Ela também disse que a UE financiaria a compra e entrega de equipamentos militares à Ucrânia e propôs a proibição de aeronaves russas usando o espaço aéreo da UE. Polônia, Romênia, Lituânia, Letônia e Estônia desencadearam consultas de segurança da OTAN sob o Artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte. O governo estoniano emitiu uma declaração do primeiro-ministro Kaja Kallas que diz: "A agressão generalizada da Rússia é uma ameaça para o mundo inteiro e para todos os países da OTAN e as consultas da OTAN sobre o fortalecimento da segurança dos seus Aliados devem ser iniciadas para implementar medidas adicionais para garantir a defesa. A resposta mais eficaz à agressão da Rússia é a unidade". Em 24 de fevereiro, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou novos planos que "nos permitirão enviar capacidades e forças, incluindo uma Força de Resposta da OTAN, para onde forem necessárias". Após a invasão, a OTAN anunciou planos para aumentar sua presença militar nos países bálticos, na Romênia e na Polônia.
Posicionamentos oficiais dos países lusófonos
Por ocasião de votação, pela Assembleia Geral da ONU, de resolução não vinculante exigindo a retirada de tropas russas do território ucraniano, realizada em 23 de fevereiro de 2023, os países membros da CPLP se posicionaram da seguinte forma: Brasil, Cabo Verde, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe votaram a favor; Angola e Moçambique se abstiveram; Guiné-Bissau e Guiné Equatorial não votaram.
Protestos e boicote
Quase 2 mil russos em 60 cidades em toda a Rússia foram detidos pela polícia em 24 de fevereiro por protestar contra a invasão, de acordo com OVD-Info; o Ministério do Interior da Rússia justificou essas prisões devido às "restrições do coronavírus, inclusive em eventos públicos" que continuam em vigor. As autoridades russas alertaram os russos sobre as repercussões legais por participarem de protestos contra a guerra. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Dmitry Muratov, anunciou que o jornal Novaya Gazeta publicará sua próxima edição em ucraniano e russo. Muratov, o jornalista Mikhail Zygar e outros assinaram um documento afirmando que a Ucrânia não era uma ameaça para a Rússia e pedindo aos cidadãos russos que denunciassem a guerra.
Em 28 de fevereiro de 2022, negociadores ucranianos e russos começaram a realizar rodadas de negociações na Bielorrússia, para alcançar um cessar-fogo e implementar corredores humanitários para a evacuação de civis. Após três rodadas de discussões, nenhum acordo foi firmado. Em 5 de março, o primeiro-ministro israelense Naftali Bennett viajou a Moscou, onde participou de uma reunião com Putin, que durou 3 horas. Depois, Bennet viajou até a Alemanha, onde se reuniu com o chanceler alemão Olaf Scholz. As viagens ocorreram com conhecimento prévio de Zelensky, que já havia pedido ajuda de Israel para mediar o conflito, como também solicitou o apoio dos Estados Unidos e da França. Em 7 de março de 2022, como condições para acabar com a operação militar, o Kremlin listou três demandas: Em 2025, Donald Trump tomou posse como presidente americano prometendo acabar com a guerra da Ucrânia. No dia 23 de janeiro, Trump publicou em seu perfil da rede social Truth que estaria fazendo um grande "favor" à Rússia encerrando a guerra, ameaçando também de expandir as sanções caso a Rússia insistisse em continuar a guerra.
Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, a mídia online e os jornais locais foram quase completamente consumidos pela guerra. Plataformas de mídia social como Telegram, WhatsApp, YouTube, TikTok, Instagram e Facebook se tornaram poderosas ferramentas de ativismo político e propaganda que, em muitos casos, acabaram ampliando a desinformação sobre a invasão e relatando informações que os meios de comunicação pró OTAN e pró Putin silenciaram. Em todos os países, foram relatados vários casos de desinformação sobre o conflito ucraniano. Na Rússia e na Ucrânia, protestos de rua, TV estatal, jornais, manipulações online foram motivados por interesses políticos, principalmente para desacreditar adversários políticos internos e nações que apoiam o adversário. Ambos os países atacam os movimentos pela paz e pedem às pessoas, organizações, corporações e países que tomem partido.


