Pesquisa · Mapa mental

StandWithUs

StandWithUs (SWU), também conhecida como Israel Emergency Alliance, é uma organização estadunidense sem fins lucrativos e um grupo de interesse de Israel, fundada em Los Angeles em 2001 por Roz Rothstein, Jerry Rothstein e Esther Renzer.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
01

Fundação e organização

Imagem: BoasHurstonFreyreSaid · BY-SA · Openverse

A StandWithUs foi fundada em 2001 por Roz Rothstein, uma terapeuta familiar nascida em Los Angeles, cujos pais foram sobreviventes do Holocausto, juntamente com seu marido Jerry Rothstein e Esther Renzer. Ela afirmou que o ponto de virada para ela ocorreu durante a Segunda Intifada, quando observou o que percebeu como uma imagem distorcida do conflito na mídia. Especificamente, após os assassinatos de Koby Mandell e Yosef Ishran, dois adolescentes que foram mortos nos arredores do assentamento israelense de Tekoa, na Cisjordânia. Após se reunir com dezenas de líderes judeus locais, Rothstein concluiu que não havia nenhuma organização com os recursos necessários para fazer o que ela considera "explicar Israel", então decidiu criar a sua própria. Rothstein continua sendo a diretora executiva da SWU. Devido à sua liderança, ela foi nomeada duas vezes uma das 50 pessoas judias mais influentes dos Estados Unidos pelo The Forward e, em 2016, o The Jerusalem Post a nomeou uma das 50 pessoas judias mais influentes do mundo. Em 2015, seu conselho administrativo também incluía os empresários Naty Saidoff e Adam Milstein. A organização conta com uma equipe de 80 advogados que prestam serviços jurídicos gratuitos a estudantes e professores que enfrentam antissemitismo ou "antissemitismo disfarçado de antissionismo". A falecida historiadora Roberta P. Seid foi diretora de educação e pesquisa da entidade.

02

Contexto

Imagem: greendoula · BY-ND · Openverse

Embora a SWU seja frequentemente descrita como de direita, Rothstein nega esse rótulo e afirma que a organização é apartidária. Em relação à sua posição dentro de uma ampla gama de movimentos pró-Israel estadunidenses, o sociólogo Dov Waxman afirma que a SWU se situa na extrema direita do espectro de grupos judaicos estadunidenses, ao lado de grupos como The David Project, a Organização Sionista da América, o Projeto Israel e o Jewish Institute for National Security of America ("Instituto Judaico para a Segurança Nacional da América"). Rothstein afirma que a SWU não defende posições políticas específicas e que seu objetivo é meramente informar. De acordo com os autores Cronin, Marusek e David Miller, a SWU não acredita que a Cisjordânia esteja ocupada e apoia os assentamentos israelenses. Em entrevista ao Haaretz, Rothstein reconheceu ter uma ligação emocional com o que chamou de "Judeia e Samaria", por ser o berço do povo judeu. Ela afirmou que os líderes palestinos têm usado os assentamentos como pretexto para "adiar as negociações e rejeitar todas as possíveis ofertas de paz de Israel" e que ceder partes do território para um futuro Estado palestino exigiria "negociações sérias". A SWU considera o conflito israelo-palestino como sendo de natureza territorial, e não existencial. As palestras da SWU enfatizam que os refugiados palestinos "não foram resultado da fundação de Israel, mas da guerra que as nações árabes lançaram contra Israel", uma posição contestada inclusive por historiadores israelenses.

03

Recepção

Imagem: greendoula · BY-ND · Openverse

A SWU é amplamente percebida como de direita. Ela tem sido descrita como um dos principais grupos de defesa de Israel nos Estados Unidos e no mundo. Também é considerada uma força proeminente e eficaz nos campi universitários estadunidenses, com uma presença "difícil de ignorar". A jornalista Judy Maltz, do Haaretz, observou que "de todas as forças pró-Israel atuantes nos campi universitários americanos, nenhuma investiu tanta energia, recursos e audácia na batalha pelos corações e mentes dos jovens americanos quanto a StandWithUs". Diz-se que a organização tem "influência significativa tanto no Congresso quanto entre o público americano". Em 2017, a colunista conservadora Bethany Mandel elogiou a SWU por ser o único grupo judaico nacional a expressar descontentamento com a decisão da JVP de apresentar Leila Khaled como palestrante em uma de suas conferências, e sugeriu que outros grupos seguissem o exemplo da SWU se quisessem manter a credibilidade.

Críticas

Steven M. Cohen, sociólogo e professor de política social judaica no Hebrew Union College, expressou preocupação com o impacto negativo da postura da SWU em relação a Israel. Ele acredita que, ao aderir a uma posição que apoia incondicionalmente tudo o que Israel diz, a organização corre o risco de impedir que Israel se beneficie de contribuições construtivas e de desencorajar os judeus estadunidenses de participarem em debates relacionados a Israel. Cohen enfatiza a importância de ter sionistas que façam ouvir suas vozes, vindos de diversas origens ideológicas, incluindo a extrema esquerda, bem como grupos de direita como o grupo extremista Hilltop Youth ("Juventude das Colinas"), para que se tenha sucesso na batalha de relações públicas. David Biale afirmou que uma abordagem paternalista piora a situação, pois impede que os alunos aprendam a se defender e os faz sentir como se estivessem sendo manipulados.

04

Ações no Brasil

Imagem: greendoula · BY-ND · Openverse

A StandWithUs (SWU) tem atuado para construir uma opinião favorável ao estado de Israel junto a instituições de ensino superior, imprensa, formadores de opinião e autoridades brasileiras. Em seu primeiro ano de atividades no Brasil, seu diretor executivo, André Lajst, informou que a entidade havia promovido 111 palestras e aulas em 7 estados brasileiros, com um público total de 4341 pessoas. Em 2023, a SWU firmou uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), para discutir a questão do antissemitismo em escolas do ensino médio. Na divulgação da iniciativa, a Seduc-SP apresentou a StandWithUs Brasil como "instituição educacional sem fins lucrativos dedicada ao ensino de pessoas de todas as idades sobre Israel e o Oriente Médio, além do combate ao extremismo". A Seduc-SP enfatizou que as "atividades propostas pela parceria foram planejadas de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)" e que após "o piloto nas primeiras 100 escolas, a expectativa é ampliar e promover a extensão do projeto para que todas as escolas da rede paulista possam compartilhar dessa experiência".

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando