Anthony Perkins
Anthony Richard Perkins foi um ator norte-americano, imortalizado por sua performance como Norman Bates no filme Psycho (1960) de Alfred Hitchcock. Em 2003, o American Film Institute classificou Norman Bates como o segundo maior vilão da história do cinema, e sua frase "o melhor amigo de um menino é sua mãe" foi listada na posição 56 das maiores citações do cinema. Ele reviveu o personagem nas três sequências distribuídas pela Universal Pictures.
1932–1950: Infância e adolescência
Anthony Perkins nasceu em Nova York, em 4 de abril de 1932. Filho do ator de palco Osgood Perkins, que atuou em Scarface, e Janet Rane. Quando jovem, Perkins afirmou ter tido um relacionamento tenso com seus pais e sentir profunda angústia sobre a morte de seu pai quando ele tinha apenas 5 anos de idade. Foi criado pela mãe, que ele mesmo definiu uma vez como "muito possessiva e bastante problemática". Aos 15 anos, Perkins se juntou aos Actors Equity e começou a atuar em produções teatrais, eventualmente, participou de Rollins College e da Universidade de Columbia, tendo se mudado para Boston em 1942.
1953-1959: Estreia no cinema e indicação ao Óscar
Ele fez sua estreia no cinema em The Actress (1953), co-estrelando com Jean Simmons e Spencer Tracy, e passou a participar de produções para a televisão e teatro, ganhando elogios por sua estreia na Broadway em 1954, na peça Tea and Sympathy. Perkins também começou a estabelecer-se como um cantor, usando o codinome Tony Perkins. Em 1957, ele recebeu uma indicação ao Óscar, na categoria de melhor ator coadjuvante, por sua atuação em Friendly Persuasion de William Wyler. A partir de então estrelou filmes como Fear Strikes Out (1957), The Tin Star (1957), Desire Under the Elms (1958), aqui ao lado de Sophia Loren, The Matchmaker (1958), Green Mansions (1959) e Tall Story (1960). Nestes filmes Perkins atuou ao lado de grandes nomes como Audrey Hepburn, Shirley Booth, Sophia Loren e Jane Fonda, filha de Henry Fonda.
1960-1980: Psicose e auge da carreira
Em 1960, Perkins entrou para a galeria dos grandes nomes de Hollywood, ao interpretar Norman Bates (um assassino em série baseado em Ed Gein) no clássico do suspense Psycho de Alfred Hitchcock. O filme foi um sucesso comercial e de crítica, e Perkins ganhou fama internacional. Por seu desempenho Perkins, ganhou o prêmio de Melhor Ator do Conselho Internacional de Cinematográficas revisores. O filme teve três continuações, Psycho II (1983), Psycho III (1986) e a última Psycho IV: The Beginning (1990). A partir de Psicose ele passou a interpretar só personagens neuróticos ou atormentados, com grandes problemas psicológicos como em Crimes of Passion, (1984), e Dr. Jekyll e Mr. Hyde, (1989). Em 1961, Perkins venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, por sua atuação em Goodbye Again ao lado de Ingrid Bergman. Em 1966 atuou ao lado de Charmian Carr no musical Evening Primrose.
Relacionamentos
Apesar de ser homossexual, o ator foi casado com a bailarina Berry Berenson, irmã da atriz Marisa Berenson.[carece de fontes?] Teve com ela dois filhos, o também ator Osgood Perkins, mais conhecido como Oz Perkins, nascido em 1974, e o músico Elvis Perkins, nascido em 1976. Sua esposa, a atriz Berry Berenson, foi uma das vítima do Voo American Airlines 11, que foi sequestrado por terroristas islâmicos durante os Ataques de 11 de setembro de 2001 e lançado contra a torre norte do World Trade Center. De acordo com uma biografia não autorizada por Charles Winecoff, ele teve casos com o dançarino Christopher Makos, o ator Tab Hunter, o bailarino Rudolf Nureyev, o letrista Stephen Sondheim e o bailarino Grover Dale, antes de se casar com Berenson. Ele teve sua primeira experiência intima heterossexual em 1972 com a idade de 39 anos, enquanto trabalhava no filme The Life and Times of Judge Roy Bean com uma atriz que também apareceu no filme. Perkins se recusou a identificar a atriz, mas "outras fontes" identificaram-la como Victoria Principal. O diretor do filme confirmou o fato em uma entrevista sobre Perkins para a revista People.
Timidez
Certa vez, ele disse que se sentia muito nervoso em torno de mulheres, e resistiu a atrizes como Jane Fonda e Brigitte Bardot, que tinham tentado seduzi-lo durante sua juventude. Ele era um ator muito tímido, especialmente na companhia das mulheres.
Morte
Perkins morreu em sua residência na Hollywood Hills em 12 de setembro de 1992, vítima de complicações decorrentes relacionadas com a AIDS e pneumonia. Foi cremado.


