Antena parabólica
Uma antena parabólica é uma antena refletora utilizada para a recepção de sinais de rádio e televisão. Ela reflete o sinal vindo do espaço para o centro da antena, onde está o captador, e assim concentrando este sinal fraco num único ponto, para que se obtenha uma recepção aceitável. É necessário utilizar um circuito elétrico que codifique esses sinais e controle as faixas de frequências que serão utilizadas: para isto que serve o aparelho receptor de sinais. Esses sinais são transmitidos por satélites que operam para esse tipo de antena.
Imagem: iñaki do campo gan · BY-NC-SA · Openverse
A ideia de usar refletores parabólicos para antenas de rádio foi tirada da óptica, onde o poder de um espelho parabólico para concentrar a luz em um feixe é conhecido desde a Antiguidade Clássica. Os projetos de alguns tipos específicos de antenas parabólicas, como a Cassegrain e a Gregoriana, vêm de tipos análogos de telescópios refletores com nomes semelhantes, que foram inventados por astrônomos durante o século XV. O físico alemão Heinrich Hertz construiu a primeira antena refletora parabólica do mundo em 1888. A antena era um refletor parabólico cilíndrico feito de chapa de zinco apoiada por uma estrutura de madeira e tinha um dipolo de 26 cm excitado por centelhador como antena de alimentação ao longo da linha focal. Sua abertura tinha 2 metros de altura por 1,2 metros de largura, com uma distância focal de 0,12 metros, e era usada em uma frequência operacional de cerca de 450 MHz. Com duas antenas desse tipo, uma usada para transmissão e outra para recepção, Hertz demonstrou a existência das ondas de rádio que haviam sido previstas por James Clerk Maxwell cerca de 22 anos antes. No entanto, o desenvolvimento inicial do rádio limitava-se a frequências mais baixas, nas quais as antenas parabólicas eram inadequadas, e elas não foram amplamente utilizadas até a Segunda Guerra Mundial, quando as frequências de micro-ondas começaram a ser empregadas.


