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Daniella Perez

Daniella Ferrante Perez Gazolla foi uma atriz e bailarina brasileira conhecida por seus papéis em telenovelas como Barriga de Aluguel (1990) e De Corpo e Alma (1992). Foi assassinada aos 22 anos, por seu colega de elenco Guilherme de Pádua e sua então esposa Paula Thomaz, em um crime que chocou o Brasil e influenciou mudanças na legislação penal brasileira.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Biografia

Daniella Perez nasceu em 11 de agosto de 1970, no Rio de Janeiro, primeira de três filhos da escritora de telenovelas Gloria Perez e do engenheiro Luiz Carlos Saupiquet Perez (1940–1994). Perez sempre teve sua vida ligada à arte. Com apenas cinco anos de idade, ensaiava seus primeiros passos no balé. Mais tarde surgiu o convite para dançar profissionalmente em uma das melhores companhias de dança do Rio de Janeiro, a “Vacilou, Dançou” da coreógrafa Carlota Portella. Em 1985, então com 15 anos, participou de protesto pedindo justiça para Mônica Granuzzo, jovem vítima de assassinato. No dia 2 de dezembro 1989, conheceu o ator Raul Gazolla, durante os ensaios para sua participação na telenovela Kananga do Japão. Logo eles iniciaram um relacionamento e em maio de 1990 se casaram; por ter 19 anos na época, a atriz teve que se emancipar.

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Carreira

Imagem: Unknown authorUnknown author · CC0 · Openverse

Em 1989, Daniella Perez foi escalada para fazer uma participação como dançarina, porém devido ao seu talento, foi escalada para interpretar Daniela. Com isso, Dani realizou sua estreia como atriz na TV, fazendo o papel de uma dançarina de tango na novela Kananga do Japão, da Rede Manchete, onde conheceu seu futuro marido, Raul Gazolla. Em 1990, Daniella recebeu um convite da TV Globo para ser dançarina na novela Barriga de Aluguel, onde quem escrevia o texto era sua mãe, Gloria Perez. Então ela fez um teste individual e acabou sendo escalada para seu primeiro papel como Clô, uma bailarina que dançava no Copacabana Café. Devido ao seu carisma e talento, a personagem ganhou espaço na trama e a atriz acabou chamando a atenção de Dennis Carvalho, que lhe convidou para estrear a novela O Dono do Mundo no ano seguinte, fazendo assim o papel de Yara, irmã da protagonista vivida por Glória Pires.

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Assassinato

Em 28 de dezembro de 1992, aos 22 anos, Daniella Perez foi assassinada em um matagal na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio de Janeiro, pelo ator Guilherme de Pádua, seu colega de elenco na telenovela De Corpo e Alma, e por sua então esposa, Paula Thomaz. Cerca de 21:10h, logo após o término das gravações da novela naquele dia, Daniella deixou os Estúdios Tycoon, onde tirou fotos com alguns fãs, e foi até o Posto Alvorada abastecer seu carro, sendo seguida pelo ator e sua mulher — escondida embaixo de um lençol, no banco do passageiro do carro de Guilherme. Após Daniella ser interceptada pelo ator, ambos desceram de seus carros, começaram a discutir e ele desferiu um soco no rosto da atriz, que acabou desmaiando. O ator agarrou Daniella pelo pescoço e a colocou a força no banco carona de seu Volkswagen Santana, cuja direção foi assumida por Paula. Guilherme entrou no Ford Escort de Daniella e seguiu junto com o outro carro.

Indenização à família pelo assassinato

Em março de 2002, o desembargador Paulo Gustavo Horta determinou que Gloria Perez e Raul Gazolla deveriam receber uma multa indenizatória no valor de 500 salários mínimos ou R$ 480 mil cada um, de Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, condenados pelo assassinato de Daniella Perez. A ação foi julgada em segunda instância pela 7ª Câmara Cível do TJ/RJ. De acordo com a decisão, os réus ainda foram condenados ao pagamento das despesas com o sepultamento e funeral, na ordem de cinco salários-mínimos, além das custas processuais e honorários advocatícios de 10% sobre a condenação. Não obstante, o processo judicial foi adiado por muitos anos. Depois de Gloria e Raul entrarem novamente na Justiça com essa ação exigindo o pagamento, em 29 de abril de 2016, eles conseguem vencer na Justiça com o pedido de indenização por danos morais e materiais contra Guilherme de Pádua e Paula Thomaz.

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Fontes consultadas

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