Anselmo José Braamcamp
Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco foi um político português do tempo da Monarquia Constitucional. Líder do Partido Histórico, mais tarde redesignado Partido Progressista, foi também ministro do Interior e das Finanças e, entre 1879 e 1880, chefe de Governo.
Nascido em 23 de Outubro de 1817 na Rua Direita da Fábrica de Sedas, da freguesia de São Mamede, era filho de Anselmo José Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1792-1841), Cavaleiro da Casa Real; Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros (1820); Deputado às Cortes Constituintes de 1821; Conselheiro de Estado (1822) e de D. Maria Inácia Braamcamp de Almeida Castelo Branco (1788-1829), penúltimo na ordem de nascimento, de cinco filhos, sendo baptizado em oratório privado da casa de seus pais, em 14 de Novembro. Braamcamp, advogado e maçom, era um firme apoiante do Partido Histórico, tendo sido eleito, pela primeira vez, em 1851, deputado da Nação às Cortes (a designação do Parlamento português sob a Monarquia Constitucional). Contra as propostas políticas alternativas a favor do iberismo em Portugal, foi criada em 1861 a Comissão Central 1.º de Dezembro de 1640, reunindo entre outros o próprio José Braancamp, que se uniu imediatamente a ela pelo seu ideal de raiz patriótica.
Anselmo José Braamcamp faleceu em Lisboa pelas 5 horas da manhã de 13 de Novembro de 1885, na sua residência, Pátio do Tijolo, número 6, freguesia das Mercês, contando 68 anos de idade, dizia-se que tinha uma saúde fraca, semanas antes esteve na Praia da Granja para recuperação do seu estado, mas acabou por piorar falecendo no dia seguinte ao retorno. Foi sepultado, dia 14, em jazigo de família no Cemitério dos Prazeres. Era casado com D. Miquelina de Vecchi, que era estéril. Teve única filha, perfilhada, de mãe incógnita, D. Júlia Maria das Neves Braamcamp (1857-1923), que casou, em 1875, com Luís Augusto da Cunha de Mancelos Ferraz de Portugal e Menezes (1851-1914), deputado e Moço Fidalgo da Casa Real, com exercício no Paço, tendo oito filhos: Luís (1875), Vasco (1877), Anselmo (1878), Fernando (1880), Pedro (1881), Geraldo (1884), Maria (1885) e outro Anselmo (1889).


