Anomeanismo
Os anomeanos (anomoeanos), também conhecidos por anomeanos, heterusianos, aecianos ou eunomeanos, eram uma seita do arianismo no século IV que afirmava que Jesus era de uma natureza diferente e - de forma nenhuma - similar a Deus. Eles acreditavam que as opiniões de Ário, como expressadas originalmente por ele, estavam corretas, mas eles rejeitaram suas ideias posteriores, que ele adotou para poder ser readmitido na Igreja. É a forma mais extrema de arianismo.
A palavra "anomeano" vem do grego ἀ(ν) (ani) - "não" - e ὅμοιος (moios) - "similar. Ou seja, "diferente; não similar". No século IV, durante o reino do imperador romano Constâncio II, este era o nome pelo qual os discípulos de Aécio de Antioquia e de Eunômio de Cízico eram conhecidos como um partido teológico (daí os termos "aecianos" e "eunomeanos", respectivamente). Por negarem a consubstancialidade (homoousios) de Jesus com o Pai, eram também conhecidos por "heterousianos".
Os anomeanos não apenas negavam a consubstancialidade (homoousios) de Jesus, mas chegaram até a afirmar que ele era de uma natureza diferente de Deus. Esta acepção estava em contradição com os semi-arianos, que apesar de negarem a consubstancialidade, acreditavam que ele era da mesma natureza que o Pai ("Homoiosios"). Os semi-arianos condenaram os anomeanos no Concílio de Selêucia e, por sua vez, foram condenados por eles nos Concílio de Constantinopla e Antioquia. No século V, o presbítero anomeano Filostórgio escreveu a história da Igreja Anomeana.


