PHP
PHP é uma linguagem interpretada livre, usada originalmente apenas para o desenvolvimento de aplicações presentes e atuantes no lado do servidor, capazes de gerar conteúdo dinâmico na World Wide Web. Figura entre as primeiras linguagens passíveis de inserção em documentos HTML, dispensando em muitos casos o uso de arquivos externos para eventuais processamentos de dados. O código é interpretado no lado do servidor pelo módulo PHP, que também gera a página web a ser visualizada no lado do cliente. A linguagem evoluiu, passou a oferecer funcionalidades em linha de comando, e além disso, ganhou características adicionais, que possibilitaram usos adicionais do PHP, não relacionados a web sites. É possível instalar o PHP na maioria dos sistemas operacionais, gratuitamente. Concorrente direto da tecnologia ASP pertencente à Microsoft, o PHP é utilizado em aplicações como o MediaWiki, Facebook, Drupal, Joomla!, WordPress, Magento e o Oscommerce.
Imagem: Scott Beale · BY-NC-ND · Openverse
A linguagem foi criada em 1994 e o código fonte do PHP só foi liberado em 1995, como um pacote de programas CGI criados por Rasmus Lerdorf, com o nome Personal Home Page Tools, para substituir um conjunto de scripts Perl que ele usava no desenvolvimento de sua página pessoal. Em 1997 foi lançado o novo pacote da linguagem com o nome de PHP/FI, trazendo a ferramenta Forms Interpreter, um interpretador de comandos SQL. Mais tarde, Zeev Suraski desenvolveu o analisador do PHP 3 que contava com o primeiro recurso de orientação a objetos, que dava poder de alcançar alguns pacotes, tinha herança e dava aos desenvolvedores somente a possibilidade de implementar propriedades e métodos. Pouco depois, Zeev e Andi Gutmans, escreveram o PHP 4, abandonando por completo o PHP 3, dando mais poder à máquina da linguagem e maior número de recursos de orientação a objetos. O problema sério que apresentou o PHP 4 foi a criação de cópias de objetos, pois a linguagem ainda não trabalhava com apontadores ou handlers, como são as linguagens Java, Ruby e outras. O problema fora resolvido na versão 5 do PHP, que já trabalha com handlers. Caso se copie um objeto, na verdade copiaremos um apontador, pois, caso haja alguma mudança na versão original do objeto, todas as outras também sofrem a alteração, o que não acontecia na PHP 4.
Licença
PHP é um software gratuito e de código aberto disponível sob a PHP License, que afirma: Produtos derivados deste software não devem ser chamado de PHP, nem pode conter "PHP" em seu nome, sem prévia permissão por escrito da group@php.net. Você pode indicar que o software funciona em conjunto com o PHP, dizendo "Foo para PHP", em vez de chamá-lo "PHP Foo" ou "phpfoo". Esta restrição no uso do nome PHP torna-o incompatível com a GNU General Public License (GPL).
PHP 6 e Unicode
PHP recebeu diversas críticas por não ter suporte nativo a Unicode. Em 2005, um projeto liderado por Andrei Zmievski foi iniciado para trazer esse dito suporte ao PHP através da incorporação da biblioteca International Components for Unicode (ICU) para poder passar-se a usar a codificação UTF-16. Uma vez que isso causaria grandes mudanças tanto no código fonte como para o usuário, foi planejado lançá-la na versão 6.0 em conjunto com outros importantes recursos, então em desenvolvimento, em vez da 5.5. Entretanto, devido a falta de desenvolvedores que entendessem as mudanças necessárias e problemas de desempenho decorrentes da conversão para UTF-16, que raramente é usado em um contexto web, levou a atrasos no projeto. Como resultado, o PHP 5.3 foi lançado em 2009, sem total suporte ao Unicode, mas contendo algumas das novidades que seriam lançadas no PHP 6.0. Em março de 2010, o projeto em sua forma atual foi oficialmente abandonado, e uma versão 5.4 do PHP foi feita ainda sem total suporte a Unicode, também contendo as novidades que seriam lançadas no PHP 6.0. Esperanças iniciais eram de que um novo plano seria formado para ter a integração Unicode, mas a partir de 2014 nenhum foi adotado.
Imagem: Moosh Be · BY-SA · Openverse
A linguagem PHP é uma linguagem de programação de domínio específico, ou seja, seu escopo se estende a um campo de atuação que é o desenvolvimento web, embora tenha variantes como o PHP-GTK. Seu propósito principal é de implementar soluções web velozes, simples e eficientes. Características:
Imagem: Colin Viebrock · BY-SA · Openverse
Os vetores e matrizes em PHP, diferente do que ocorre em C/C++ e Pascal, são estruturas dinâmicas, o que pode facilitar muito o trabalho do programador. O exemplo acima demonstra cinco maneiras diferentes de declarar vetores, sendo que os índices não são obrigatórios, e se declarados não precisam ser apenas números ou mesmo sequenciais. Os exemplos $vet04 e $vet05 mostram que é possível misturar tipos de dados dentro do vetor, sendo que no $vet05 mostra que em qualquer posição do vetor é possível declarar um outro vetor, resultando em uma matriz.
Imagem: Alessia Cross · BY-NC · Openverse
O exemplo abaixo testa se há conexão com o banco de dados.
Imagem: elyob · BY-SA · Openverse
O exemplo abaixo testa se usuário está com login no banco de dados.
Imagem: Ben Ramsey · BY-SA · Openverse
O exemplo abaixo conforme a data atual, obtém os dias da semana.
Imagem: rcrowley · BY-NC-SA · Openverse
Em junho de 2004 foi lançada a versão 5 do PHP, introduzindo um novo modelo de orientação a objeto, incluindo a reformulação dos construtores e adição de destrutores (ver exemplo contextualizado em anexo), visibilidade de acesso, abstração de objeto e interfaces de objetos. O tratamento de objetos do PHP foi completamente reescrito, permitindo um desempenho melhor e mais vantagens. Enquanto na versão anterior era preciso muito esforço para atender à orientação a objetos e aos padrões de projectos (alguns não eram possíveis), o PHP 5 veio para sanar essa deficiência. Ainda sofre nesse sentido, contudo, por problemas devido a ser uma linguagem de tipagem fraca.
Indução de tipo
Nesse sentido, foi adicionada uma característica chamada de indução de tipo, de acordo com a qual podemos ter uma certa tipagem quando passamos objetos aos parâmetros de uma função (ou método), algo inconcebível na versão anterior. Ver exemplo contextualizado em anexo.[carece de fontes?]
Visibilidade
A visibilidade de uma propriedade ou método pode ser definida com os seguintes modificadores de acesso: public, protected ou private. Itens declarados como públicos podem ser acessados pelo objeto (instância da classe). Membros protegidos estão acessíveis às classes filhas (herdadas). A visibilidade privada limita a apenas a classe que define o atributo ou método. Ver exemplo contextualizado em anexo.[carece de fontes?]
Imagem: RichardBowen · BY · Openverse
Polimorfismo paramétrico
No polimorfismo paramétrico, um mesmo objeto pode ser utilizado uniformemente como parâmetro em diferentes contextos sem necessidade de alterações. Um método que exibe polimorfismo paramétrico (também chamada de método genérico) permite que o tipo do seu argumento seja determinado por um parâmetro de tipo implícito ou explícito, executando uma mesma operação, independente do tipo do argumento. O PHP não requer (ou suporta) a definição de tipo explícita na declaração de variáveis: o tipo de uma variável é determinado pelo:[carece de fontes?]
Polimorfismo por inclusão
No polimorfismo por inclusão um objeto pode ser visto como pertencendo a diferentes classes que não precisam ser disjuntas. O PHP adota esse tipo de polimorfismo, pois é uma linguagem orientada a objeto que permite recursos de herança.
Polimorfismo por coerção
O PHP também suporta o polimorfismo por coerção, no qual a linguagem dispõe de uma operação semântica para converter um argumento para um tipo esperado por uma função, em uma situação que de outra forma resultaria em um erro de tipo.[carece de fontes?]


