Pesquisa · Mapa mental

Animal social

Animais sociais podem ser definidos como organismos que exibem interações diversas com outros membros da sua espécie, ao ponto de chegar a ter uma sociedade distinta e reconhecível. Animais como as abelhas, formigas, lobos, gorilas, podem ser conhecidos como animais sociáveis, assim como outras espécies.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Comportamento de ajuda

Animais com convívio em grupo possuem grandes chances de exibirem ações de ajuda a outro individuo do grupo. Esse tipo de comportamento pode ter diferentes compensações para os participantes desta ação de ajuda, onde uma ação pode ser benéfica para todos os ajudantes, sendo assim um caso de mutualismo, podendo ser uma cooperação para obtenção de comida, ou proteção em grupo de algum predador. Podem ocorrer casos também em que um macho que perdeu seu domínio sobre seu grupo continuar cooperando para que possa ter uma chance de poder voltar a ser o macho alfa e de se reproduzir, um caso de altruísmo facultativo.

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Reciprocidade e Altruísmo

A reciprocidade, também conhecida como altruísmo recíproco, consiste em um comportamento onde indivíduos de uma população que receberam ajuda, eventualmente, tendem a retornar os favores que obtiveram. Se um custo inicial de ajuda for modesto e o benefício ao receber a troca de favor for maior, a seleção favorece o gesto inicial. Entretanto, este não é um comportamento comumente encontrado nos animais, pois uma população pode ficar suscetível a possuir indivíduos que buscam por essas ajudas, mas que não tende a apresentar o ato de reciprocidade e realizar um favor de volta. O comportamento de reciprocidade foi notado em papa-moscas-pretos (Ficedula hypoleuca), onde um casal estava sendo atacado por uma ave predadora desta espécie e outro casal foi em auxilio deste caso, pois o casal que estava sendo atacado havia os ajudado contra um ataque. Entretanto existe um comportamento chamado de altruísmo, neste, diferente do caso de reciprocidade, o indivíduo perde por completo oportunidades de reprodução para ajudar outro indivíduo, sem receber nada em troca. W. D. Hamilton, um biólogo evolucionista, buscando explicar o porquê de animais deixarem oportunidades de se reproduzirem para auxiliar um indivíduo geneticamente similar (parente), baseou-se na questão de que o objetivo inconsciente de passar adiante os alelos para as próximas gerações, explica-se com a probabilidade de um de seus alelos está presente naquele parente, já que ambos possuem o mesmo ancestral comum recente, sendo assim, ocorre de forma indireta a propagação dos alelos.

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Neurologia e comportamento animal

Com o avanço do campo cognitivo social na neurociência veio o interesse no estudo social do comportamento correlacionado com o cérebro para se compreender o que ocorre com o individuo em uma situação social. Também se tem o debate de qual região do cérebro é responsável pelo comportamento social, alguns dizem que a área do sulco parasingular no lobo pré-frontal mediano do córtex é ativado quando um está pensando no motivo ou observa o outro, um significado para se poder entender o mundo social e o comportamento. O lobo pré-frontal mediano vem tendo sua ativação associado com a cognição social. Pesquisas realizadas com macacos descobriram que a amigdala, região conhecida por estar relacionada com as emoções do medo, por reconhecer expressões faciais de medo e coordenação de respostas ao perigo, é ativada especialmente quando esses estão em uma situação social que nunca estiveram antes, está região do cérebro mostra ser sensível ao medo em situações sociais diferentes o que vai gerar a inibição da interação social

Hormônios esteroides

Estudos ao longo dos anos tem feito uma associação entre os hormônios andrógenos e os comportamentos agressivos e sexuais em machos vertebrados. Estudos, feitos pelo Simon em 2002 e Oliveira em 2004, também mostraram que esses hormônios não são nem necessários nem suficientes para se ter a expressão do comportamento social, eles somente aumentam a possibilidade da expressão deste, servindo como um modulador da via neural como um facilitador do comportamento. Além disso, evidências acumuladas das últimas duas décadas revela que os hormônios andrógenos respondem ao ambiente social como em invasões de território e interações sexuais com a parceira, o que foi mostrado por estudos feitos por Wingfield et al. em 1990 e Oliveira em 2004. Dessa forma os andrógenos não só respondem ao comportamento como também pode afeta-lo, de modo a aumenta-lo ou diminui-lo.

Comportamento de estresse

Outro fator bastante discutido dentro das sociedades é o estresse dos indivíduos que se torna relativo, pois existem evidências de animais subordinados que são mais estressados e evidências de dominantes que são mais estressados, então qual seria realmente o mais estressado? Essa questão depende de vários fatores como o tamanho do grupo em que vivem, o local onde habitam pois se for quente, por exemplo, o metabolismo de todos podem vir a aumentar tendo, assim, maior quantidade de cortisol no sangue e todos ficam estressados, se o local tem abundância ou não e muitos outros fatores que devem ser levados em consideração para se determinar se determinado indivíduo ou até mesmo grupo em si está tendo um comportamento que indica estresse.

Oxitocina e vasopressina

Tem se formado a hipótese de que a vasopressina e a oxitocina provavelmente influenciam o mecanismo de emoção básico, que regula a interação social e a aversão social. De acordo com essa hipótese, a oxitocina agiria na via parassimpática do cérebro, estimulando a ação social, enquanto a vasopressina agiria na via simpática do cérebro, estimulando o isolamento social e/ou a agressão. Alguns resultados empíricos dão suporte a essa teoria. Um exemplo seria o estudo de Thompson & Walton realizados em 2004, em que são realizados centros de infusão da vasopressina em peixes dourados (Carassius auratus) e se percebe uma inibição social, porém quando administrado antagonistas da vasopressina é percebido uma estimulação na interação social.

Hormônios e o vínculo social

O reconhecimento permite os animais estabelecer relações preferenciais com indivíduos escolhidos pelos seus grupos. A emergência de um vínculo social depende de expressar a preferência com indivíduos específicos, que façam parte de tipos específicos do comportamento social, como o cuidado parental e parceiros amoroso(s). A formação e a manutenção desses pares é um bom exemplo de cooperação entre dois seres não relacionados, assim como eles se beneficiarão da tolerância e suporte entre eles. A formação de um casal é também um traço comportamental que pode ser facilmente visto em condições laboratoriais em que, por exemplo, testa a preferência/padrão de parceiro, testado por Williams et al. em 1992. Diferentes espécies de rato têm sido usadas em estudos comparativos dos mecanismos para a formação de pares o que mostra uma diferença interespecífica em termos de vinculo social (se reflete na formação dos pares) apesar de sua aproximação filogenética.

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As sociedades

A maior parte dos animais que organizam em sociedade são insetos. Não se conhece formas de vida sociais em oceanos, apenas em terra firme. Na maturidade cada colônia possui de 10 a 20 milhões de membros. Isso, é claro, varia de acordo com as espécies. A maioria dos integrantes do grupo é fêmea, elas trabalham e cuidam dos machos por curtos períodos, principalmente em épocas de acasalamento. Os machos não trabalham, em algumas espécies, após o período de reprodução eles são expelidos ou mortos por suas irmãs operárias. Para a identificação dos membros do grupo, os insetos utilizam receptores em suas antenas que "cheiram" alguns compostos presentes nos animais. Compostos diferentes são utilizados para diferenciar castas, estágios de vida e idades dos seus companheiros de ninho.

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Abelhas

As abelhas que vivem em sociedade possuem 3 divisões principais que são chamadas também de castas. Os indivíduos da colmeia são divididos como sendo Rainha (fêmea), zangão (macho) ou operárias(estéreis) e cada um desempenha uma função específica. A rainha é responsável por botar ovos e manter a estabilidade da colônia. Os zangões tem como função acasalar com a rainha e, as operárias, são responsáveis pela maior parte das tarefas que vão desde alimentação da colônia à criação dos jovens. As células da colmeia, também conhecidos como favos, são construídas em diferentes tamanhos, as menores para os trabalhadores e as maiores para as rainhas. Cada Célula receberá um ovo da rainha. Logo após emergir do ovo as larvas que desenvolveram-se em rainhas vão se acasalar com vários machos. Isso é importante para que o a animal armazene esperma (com células sexuais masculinas) para vários anos, durante toda sua vida. A rainha bota cerca de 1500 ovos por dia durante a primavera e verão.

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Formigas

As formigas constituem um extenso e diversificado grupo de organismos terrestres. Estão presentes em quase todos os ecossistemas, exceto em regiões polares, em algumas ilhas oceânicas e em grandes altitudes. Elas possuem papel relevante em muitas comunidades, exibindo perfis detritívoros, granívoros e herbívoros, além de serem predadores de diversos artrópodes, muitos deles pragas agrícolas. Contribuem para o reflorestamento e equilíbrio de ecossistemas por realizarem diversas atividades, dentre elas a dispersão e promoção da germinação de sementes, estimulação do crescimento vegetativo de algumas plantas por meio de podas constantes, aeração e aumento da fertilidade do solo pela incorporação de matéria orgânica. As formigas apresentam, anatomicamente, três pares de pernas, um par de olhos compostos, um par de antenas e um par de mandíbulas, que compõe o aparelho bucal mastigador, essencial para seus hábitos de alimentação. São insetos holometábolos, ou seja, apresentam metamorfose completa, apresentando os estágios de ovo, larva, pupa e adulto.

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Cupins

Os cupins são animais tropicais e vivem na África, Ásia, América e Austrália. Tem tamanho pequeno, as patas minúsculas são finas, assim como as curtas antenas da cabeça (grande em comparação ao tamanho do corpo). Seu comprimento total é no máximo 2,5 cm e pode medir menos de 5,5 mm. Alguns são claros, com a cabeça e as mandíbulas marrom-avermelhadas e, apesar de serem muitas vezes confundidos com formigas, filogeneticamente eles são mais aparentados com as baratas. Podem também ser chamados de termitas, e o seu ninho, cupinzeiro ou termiteiro. Assim como as abelhas, formigas e vespas, o cupim é um animal social. As castas são definidas com base na função que cada indivíduo desempenha como por exemplo: buscar alimento, reproduzir, defender o ninho, etc.. A especialização faz com que os indivíduos de uma colônia tenham morfologias diferentes, relacionadas com as funções que irão desempenhar. Um indivíduo especializado desempenha apenas um tipo de tarefa, fazendo com que exista uma completa interdependência entre os indivíduos de diferentes funções para a sobrevivência da colônia.

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Vespas

As vespas são insetos pertencentes à ordem Hymenoptera, juntamente com as abelhas e formigas, as quais possuem o ovipositor modificado em ferrão. O estudo do comportamento em vespas é importante porque elas fazem parte de um grupo que abrange desde espécies solitárias até grupos que culminam na divisão entre as castas. Estudos sobre a fase de fundação de colônias de Polistes indicam que elas podem ser iniciadas por uma fêmea (haplometrose), ou por um grupo de fundadoras associadas (pleometrose). Além disso, há uma divisão de trabalho entre as fêmeas que fundam uma nova colônia, na qual a rainha além de ovipositar a maioria dos ovos, domina as demais por meio de ataques agressivos, ficando maior tempo no ninho e iniciando a maioria ou todas as células. Segundo West-Eberhard (1969), espécies desse gênero têm a diferenciação de castas de acordo com as relações de dominância existentes quando as fêmeas são jovens. Contudo, Gadagkar (1991) afirma que em vespas eussociais menos derivadas, como é o caso de Polistes, as castas são determinadas somente na fase adulta, pois as operárias não perdem a capacidade de reprodução direta, tanto que podem substituir a rainha após sua morte ou mesmo abandonar seu ninho parental e fundar sua própria colônia.

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Seleção natural, ecologia e comportamento

O estudo sobre comportamento lida com questões funcionais sobre o indivíduo, especialmente como um padrão comportamental particular contribui para as chances de sobrevivência de um animal e para o seu sucesso reprodutivo. Diferenças de comportamento podem resultar em diferenças nos genes, e a seleção natural irá favorecer os genes que melhor promovam as chances de um indivíduo passar tais genes para futuras gerações. Indivíduos podem se comportar de modo a favorecer seus próprios interesses ou em favor do bem da espécie ou grupos. As condições ecológicas irão determinar que padrões comportamentais serão favorecidos durante a evolução.

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Competição intraespecífica por recursos

Quando numa população os indivíduos de dada espécie dispõem de poucos recursos disponíveis, acontece a competição intraespecífica. Na busca por alimento alguns indivíduos obtêm os recursos necessários, enquanto outros não conseguem e acabam morrendo ou sendo expulsos do grupo. Geralmente são os mais jovens que sofrem essa pressão, ou ainda os mais doentes e debilitados.[carece de fontes?]

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Fontes consultadas

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