Animação suspensa
A animação suspensa consiste na desaceleração dos processos fisiológicos vitais por meios externos sem levar à morte. A respiração, pulsação, e outras funções involuntárias podem continuar ocorrendo, mas poderiam ser detectadas apenas por meios artificiais. O frio extremo pode ser utilizado para exarcebar a desaceleração das funções de um individual; o uso deste processo tem levado ao desenvolvimento da criônica. A criônica é outro método de preservação da vida, mas a preservação se dá através do congelamento do organismo em nitrogênio líquido até a reanimação. Laina Beasley foi mantida em animação suspensa como um embrião de duas células por 13 anos.
Indução por temperatura
Em junho de 2005 cientistas do Safar Center for Resuscitation Research da Universidade de Pittsburgh anunciaram ter conseguido a animação suspensa de cães e logo após trazê-los de volta à vida, a maioria dos quais sem dano cerebral, através da drenagem do sangue dos corpos dos cães e sebsequente injeção de uma solução de baixa temperatura em seus sistemas circulatórios, o que resulta na estase de organismos vivos. Após estarem três horas clinicamente mortos, o sangue dos cães foi injetado novamente em seus sistemas circulatórios, e os animais foram revividos após uma descarga elétrica aplicada em seus corações. O coração começou a bombear o sangue pelo corpo congelado, efetivamente trazendo os cães de volta à vida.
Indução química
Um artigo publicado na edição de 22 de abril de 2005 da revista científica Science descreveu o sucesso de uma técnica de indução de um estado de hipotermia similar à animação suspensa em camundongos. Os resultados foram significativos, considerando que os camundongos não hibernam na natureza. O laboratório de Mark B. Roth no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, Washington, introduziu os camundongos numa câmara contendo 80 ppm de sulfeto de hidrogênio por um período de 6 horas. A temperatura corporal dos camundongos caiu a 13 graus celsius e o metabolismo, em decorrência da redução da produção de dióxido de carbono e uso do oxigênio diminuiu em 10 vezes. Eles também induziram a hipóxia em embriões de nemátodos e peixes-zebra, suspendendo a animação desses organismos por horas, os reanimando através do reenvio de oxigênio aos embriões.
Há vários projetos de pesquisa em andamento buscando um meio de atingir a "hibernação induzida" em humanos. Essa capacidade de provocar a hibernação em humanos poderia ser útil por várias razões, tal como o salvamento da vida de pessoas muito feridas ou doentes através da indução temporária da hibernação até que o tratamento possa ser dado. Há casos de hibernação humana acidental. Um caso foi o de Mitsutaka Uchikoshi, um japonês que sobreviveu ao frio por 24 dias em 2006 sem alimento e água, quando atingiu um estado de hipotermia similar à hibernação.


