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Anilhagem de aves

A anilhagem científica ou anilhamento é uma técnica utilizada no estudo do comportamento das aves. Consiste na marcação individual destas com um pequeno anel de metal na pata, partindo do pressuposto que esta possa ser eventualmente recapturada. Por norma registam-se também dados morfológicos. Este estudo permite elucidar aspectos da biologia das aves, nomeadamente os seus padrões migratórios, distribuição geográfica, longevidade, mortalidade, composição populacional e morfologia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/07/2026
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História da anilhagem

Embora a marcação de aves para vários fins já ocorresse há muitos séculos, a primeira tentativa conhecida de marcação para fins científicos foi a do professor dinamarquês Christian Mortensen, que em 1899 utilizou anilhas de zinco para marcar estorninhos (Sturnus vulgaris). O primeiro centro nacional de anilhagem foi o Vogelwarte, na Alemanha, em 1903. O exemplo foi seguido pela Hungria (1908), Reino Unido (1909), Jugoslávia (1910), Holanda (1911), Suécia (1911), Dinamarca (1914) e Noruega (1914).

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Técnicas de anilhagem

Vários métodos de captura são utilizados para capturar aves durante a anilhagem. O método mais comum é o uso de redes verticais (também conhecidas como redes japonesas), redes de nylon finas que capturam as aves em voo. Estas redes são montadas em zonas de menor visibilidade (na sombra, ou junto a arbustos, por exemplo), de forma a que as aves mais facilmente sejam apanhadas. O acto de retirar a ave de uma rede vertical requer experiência, paciência e delicadeza, pois caso não seja efectuada de forma correcta põe em perigo a segurança da ave (uma das razões pelas quais só pessoas devidamente formadas podem participar na recolha destes dados). Outros métodos de captura, como gaiolas ou armadilhas walk-in ("encaminhadoras"), podem também ser utilizados, e em alguns casos os ninhos de aves são visitados para que as crias sejam anilhadas. Visto que a maioria destes métodos de captura deixa a ave exposta (ao calor, chuva, predadores, etc.), é essencial que um anilhador faça visitas regulares às armadilhas, de forma a poder libertar as aves (por norma, as redes são visitadas regularmente de hora em hora, ou de meia-hora em meia-hora). Após a ave ser retirada da armadilha, é normalmente colocada num saco de pano, de forma a ficar protegida.

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Credenciação (Portugal)

Imagem: Pyconotus · BY-NC-ND · Openverse

A prática da anilhagem em Portugal é coordenada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), através da Central Nacional de Anilhagem, que define regras para a atribuição de credenciais que permitam a uma pessoa praticar legalmente esta actividade. Foram definidos quatro tipos de credenciais:

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Fontes consultadas

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