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Angélica (apresentadora)

Angélica Ksyvickis Huck é uma apresentadora, atriz, empresária e cantora brasileira. Começou sua carreira na televisão aos 4 anos, no programa Buzina do Chacrinha, na TV Bandeirantes vencendo o concurso "A criança mais bonita do Brasil" iniciando sua carreira como modelo infantil e participando de campanhas publicitárias. Estreou como apresentadora de programas infantis na extinta Rede Manchete aos 12 anos onde comandou os programas Nave da Fantasia, Clube da Criança e Milk Shake. No SBT, trabalhou entre 1993 e 1996 onde apresentou o Casa da Angélica, TV Animal e Passa ou Repassa. Em 1996, transferiu-se para a TV Globo, onde apresentou o programa Angel Mix e atuou nas telenovelas infantis Caça Talentos, Flora Encantada e Bambuluá. Posteriormente, Angélica modificou sua imagem e passou a apresentar programas voltados para o público jovem-adulto, como Vídeo Game, o talent show Fama, Estrelas e Simples Assim. Em 2021, assinou com a plataforma HBO Max e apresentou o programa Jornada Astral. Em 2023, retornou à Globo na série "Angélica: 50 & Tanto". Atualmente comanda o programa Angélica Ao Vivo no canal GNT.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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Biografia

Filha da dona de casa Angelina Ksyvicks e do metalúrgico Francisco Ksyvicks, tendo ainda como irmã mais velha a empresária Márcia Marbá, Angélica nasceu em 30 de novembro de 1973. Seu nome é em homenagem à mãe Angelina que, após diversas tentativas de ter um segundo filho, conseguiu engravidar de uma menina. Nascida em Santo André, região do ABC Paulista, foi criada em São Bernardo do Campo. Tem uma pinta nevos de nascença na perna esquerda, que sempre foi sua marca registrada. Angélica, apesar do sobrenome lituano, também tem ascendência polaca, italiana, austríaca, russa, portuguesa, croata, romena, moldava, ucraniana e indígena piquerobi. Quando Angélica tinha apenas 4 anos, presenciou um assalto em sua casa, no qual seu pai, Francisco Ksyvicks, foi baleado. Esse trauma a afetou profundamente, levando-a a se isolar e ter dificuldades em lidar com outras pessoas, foi quando sua mãe Angelina Ksyvicks à levou em uma gravação do programa de auditório Buzina do Chacrinha, na TV Bandeirantes. Lá chamou a atenção do apresentador Abelardo Barbosa, que fez com que ela participasse do programa, vencendo o concurso "A Criança mais bonita do Brasil", junto com outra concorrente, Helen Mara Michelet. Após vencer o concurso, Angélica se tornou uma das modelos infantis mais requisitadas do país e durante sua infância participou de inúmeros comerciais, editoriais de moda, capas de revistas e desfiles. Em 1986 foi convidada através de um empresário musical a integrar o grupo infantil Ultraleve, inspirado no Balão Mágico, que também trazia Rodrigo Faro e Ticiane Pinheiro, porém o grupo teve vida curta e não chegou a gravar músicas, uma vez que os três foram convocados para se tornarem apresentadores em emissoras diferentes.

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Carreira

1987–1993: Início na TV Manchete

Começou como apresentadora de TV em 1987, após ser descoberta pelo diretor Maurício Sherman nos bastidores da TV Manchete em uma divulgação do grupo Ultraleve. Segundo o diretor, ele percebeu na jovem um grande potencial artístico para ser uma nova apresentadora de programas infantis e a convidou para participar de testes de gravação. Pouco depois, Angélica assinou contrato com a emissora de Adolpho Bloch e iniciou sua carreira na televisão no programa infantil Nave da Fantasia no dia 6 de abril de 1987, substituindo Simony que migrava para o SBT, e também no juvenil Shock. Porém, o sucesso maior veio quando substituiu a apresentadora Xuxa no comando do Clube da Criança a partir do dia 12 de outubro de 1987. Inicialmente Angélica tinha a companhia de Ferrugem na apresentação do infantil, mas logo o ator deixou o programa e Angélica passou a apresentar sozinha, alcançando grande prestígio na imprensa não apenas pela sua maneira de conduzir o Clube, com os bordões "Um Beijãozão" e "Bye que Bye Bye Bye", mas principalmente por sua beleza e charme. O programa tinha brincadeiras, desenhos animados e atrações musicais, e ia ao ar nas tardes de segunda à sexta das 16h às 19h, registrando bons índices de audiência para o canal e transformando a apresentadora em um dos ícones infantis da televisão brasileira nas décadas de 80 e 90, além dos desenhos animados, o programa foi o portão de desembarque para a febre tokusatsu no Brasil, como Jaspion, Changeman, Flashman, e outros, e contava com várias assistentes de palco primeiramente intituladas de Clubetes, tendo as atrizes Camila Pitanga e Joana Limaverde e posteriormente as Angelicats e Angels, entre elas as atrizes Giovanna Antonelli, Juliana Silveira, Amanda Pinheiro, Karine Carvalho, Micheli Machado e Geovanna Tominaga. Logo a apresentadora vira uma marca de sucesso em licenciamentos, lançando LP´s, bonecas, brinquedos e cosméticos, além de ter sido personagem de quadrinhos lançados pela Bloch Editores.

1993–1996: Passagem pelo SBT

O ingresso de Angélica no SBT se deu em abril de 1993, e em 9 de agosto a apresentadora estreia no comando do infantil Casa da Angélica, o programa começou marcando 8 pontos, índice já alto na época, e subindo para 12. O programa era levado ao ar de segunda à sexta à tarde, a partir das 15h e tinha desenhos animados, musicais, brincadeiras com a plateia e quadros de humor, dos quais Angélica participava com vários personagens: "Anjôlica", onde ela imitava Jô Soares; "Angélia", imitação da culinarista Ofélia Anunciato; "Angelicastrid", imitação de Astrid Fontenelle, na época apresentadora/VJ da MTV Brasil; o "Taxista Bernadão", que recebia diversas celebridades em seu táxi; interpretava também "Cycy", uma prima malvada que tinha um problema de dicção e que fazia diversas maldades com Angélica por ter inveja dela; além de outros personagens que eram menos frequentes no programa. Ainda satirizava trechos de novelas mexicanas da emissora com exagero nas emoções, como a malvada Catarina Cruel, do sucesso Ambição e também possuía matérias de interesse infantil, com o repórter Otaviano Costa.

1996–2001: Chegada à TV Globo: Público infantil

Quando assinou seu contrato para assumir as manhãs da TV Globo em maio de 1996, Angélica encerrou um namoro antigo, iniciado em 1988, quando Boni e Daniel Filho a convidaram para integrar o elenco da novela Top Model. As outras propostas da emissora que também não incluíam o horário infantil ocorreram em 1990 e 1993. Não deram certo porque a Globo tinha Xuxa na programação diariamente e a direção da emissora relutava em investir na mesma fórmula de programas infantis. Angélica, que priorizava sua carreira como apresentadora, não queria se dedicar às novelas, o que poderia prejudicar também seus contratos de publicidade e vendas de discos e produtos. No SBT, a apresentadora tinha cerca de 100 produtos licenciados. A projeção de seu contrato com a TV Globo fez o número crescer para 330, incluindo bonecas, sandálias, alimentos, jogos e cosméticos.

2001–2021: TV Globo, Amadurecimento: Público jovem e adulto

No final de 2001, Angélica renovou seu contrato com a TV Globo para um projeto voltado ao público jovem, o qual faria a sua transição do público infantil, no entanto, o canal decidiu convidá-la para assumir o comando de um novo quadro que estava prestes a estrear no extinto programa Vídeo Show. Em 10 de dezembro daquele ano Angélica passa a comandar o game show Vídeo Game, programa de jogos envolvendo artistas e seus conhecimentos sobre a programação da TV Globo e que era exibido como parte do Vídeo Show. Para a apresentadora o simples quadro era a chance de mostrar seu potencial diante do público de uma outra faixa etária, seu desempenho na atração acaba lhe rendendo prêmios e elogios por parte da imprensa. Em 27 de abril de 2002 passou a comandar também o primeiro reality show musical da emissora, o programa Fama, no qual ficou no ar por quatro temporadas, até o final de 2005, também participou em alguns capítulos do Sítio do Picapau Amarelo, disfarçada de Cuca nos episódios "A pedra mágica de Tupã". A partir de abril de 2003, Angélica e André Marques passam a apresentar juntos a edição especial de sábado do Vídeo Show, que exibia os melhores momentos da semana, nessa fase os apresentadores faziam sátiras de outros apresentadores, e reproduziam cenas e aberturas marcantes das novelas em esquetes bem-humoradas. Em 30 de dezembro de 2003, a dupla também assumiu o comando do especial Vídeo Show Retrô nos finais de ano.

2021–presente: HBO Max, Saída e retorno ao Grupo Globo

Em junho de 2021, Angélica assinou contrato com a plataforma de streaming HBO Max, anunciando novos projetos e encerrando seu vínculo de 24 anos com a TV Globo. Em 21 de dezembro de 2021 estreia à frente do programa Jornada Astral. Em janeiro de 2022 torna-se cofundadora da "Mina Bem-estar", plataforma com foco no autocuidado feminino, em parceria com o portal UOL. No mesmo ano, devido à fusão da WarnerMedia com a Discovery, várias produções latinas foram removidas da plataforma e o seu programa Jornada Astral foi retirado da HBO Max em 15 de julho de 2022. Logo após, Angélica rescindiu seu contrato com a WarnerMedia. Em 2023 a apresentadora retorna sua união com a Globo com a estreia da série "Angélica: 50 & Tanto", uma parceria entre Globoplay e o canal GNT. Todos os cinco episódios foram disponibilizados em 26 de novembro de 2023 no Globoplay. A partir desta mesma data os melhores momentos de cada episódio foram exibidos semanalmente como um quadro do "Fantástico". O GNT exibiu os episódios na íntegra, sempre às quintas-feiras à noite, desde 30 de novembro de 2023, data em que a apresentadora completou 50 anos, até 28 de dezembro de 2023.

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Cinema

No cinema, estreou em 1988 no filme Heróis Trapalhões, Uma Aventura na Selva. No filme, ela interpreta (ela mesma), que acaba sendo sequestrada por um fanático, mais de 3.639.000 foram aos cinemas. No ano seguinte participou de Os Trapalhões na Terra dos Monstros, que teve mais de 3 500 000, interpretando uma jovem cantora que ganha um concurso de talentos. Em 1990, atuou em outra obra como a protagonista Tamí junto com Supla e também com a trupe de Renato Aragão, no filme Uma Escola Atrapalhada, que teve mais de 2 571 000 espectadores, um de seus filmes de maior destaque. No ano de 1998, volta ao cinema a convite de Renato Aragão para uma pequena participação interpretando ela mesma em Simão, o Fantasma Trapalhão. Em 1999, Angélica produziu e protagonizou o filme Zoando na TV, uma comédia romântica onde a apresentadora interpreta a personagem Angel, uma jovem sonhadora apaixonada pelo personagem de Márcio Garcia, que sonhava entrar para a TV. Levou mais de 900.000 espectadores aos cinemas.

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Vida pessoal

Seu primeiro namorado, ainda adolescente com quinze anos, foi César Filho, com quem perdeu a virgindade aos dezessete anos. O namoro durou sete anos, de 1989 a 1996. Depois, teve um relacionamento com o ator Márcio Garcia que durou três meses. Em 1998 começou a namorar Maurício Mattar, vivendo um relacionamento conturbado, devido ao envolvimento de Mattar com drogas. Na época, a apresentadora chegou a viajar com o namorado para o Chile, escondido de sua família, que não aprovava o relacionamento. Angélica falou para sua irmã que iria com uma amiga para Bariloche. No entanto, seus pais souberam a verdade ao ver uma matéria na televisão. Seu pai, Francisco, ficou muito abalado, sua pressão arterial subiu e foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Quando soube disso, Angélica voltou imediatamente ao Brasil, e decidiu se afastar de Maurício. A decisão de Angélica de se afastar de Maurício foi em 2001, depois de muitas discussões. Reataram em fevereiro de 2002, mas o relacionamento durou poucos meses.

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Fontes consultadas

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