Angélico Sândalo Bernardino
Angélico Sândalo Bernardino foi um bispo católico brasileiro. Foi bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e bispo emérito de Blumenau.
Filho de Duilio Bernardino e Catarina Sândalo, ambos filhos de imigrantes italianos, Dom Angélico nasceu no então distrito de Saltinho, no município de Piracicaba. Estudou Filosofia no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, e Teologia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, em Viamão. Em Ribeirão Preto cursou a faculdade de Jornalismo. Foi ordenado sacerdote aos 12 de julho de 1959. Foi diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano em Brodowski, de 1961 a 1962; coordenador de pastoral; diretor do jornal Diário de Notícias; Assistente Eclesiástico do Movimento Familiar Cristão, das Equipes de Nossa Senhora e dos Cursilhos de Cristandade. Angélico Sândalo, em 1969, foi alvo de primeira perseguição política; quiseram prendê-lo por suposta ligação com a luta armada; todavia a Igreja saiu em defesa do padre, e a Justiça Militar arquivou o caso por falta de provas.
Arquidiocese de São Paulo
Foi nomeado bispo-auxiliar de São Paulo pelo Papa Paulo VI, em 12 de dezembro de 1974, com a sede titular de Tambeae. Recebeu a ordenação episcopal no dia litúrgico da Conversão do Apóstolo São Paulo, dia 25 de janeiro de 1975, pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Na Arquidiocese de São Paulo teve atuação marcante em favor da população menos favorecida, sendo bispo responsável pela Pastoral Operária. Foi Vigário Episcopal das Regiões Episcopais em São Miguel Paulista, (a referida região foi desmembrada da Arquidiocese de São Paulo e se constitui na atual Diocese de São Miguel Paulista) e das Regiões Episcopais de Belém e Brasilândia. Tornou-se um dos principais representantes do setor progressista da Igreja durante a ditadura militar e no período de redemocratização. Solidário aos movimentos sociais, engajou-se na luta por moradia e saúde na Zona Leste e foi coordenador da Pastoral Operária.
Diocese de Blumenau
Foi nomeado pelo Papa João Paulo II, aos 19 de abril de 2000, para ser o primeiro bispo da nova Diocese de Blumenau. Tomou posse em Blumenau no dia 24 de junho de 2000. No período em que esteve em Santa Catarina foi presidente do regional Sul-4 da CNBB; delegado eleito na Conferência de Aparecida. Em 18 de fevereiro de 2009 teve a sua renúncia aceita por limite de idade, pelo Papa Bento XVI, no governo da Diocese de Blumenau, tornando-se então bispo emérito dessa diocese. Foi presidente da subcomissão para os bispos eméritos da CNBB. Após a aposentadoria, passou a residir no Jardim Primavera, zona norte de São Paulo. Em 7 de abril de 2018, atendeu a um pedido do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva para celebrar uma missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Dom Angélico também celebrou em 2022 o casamento de Lula com Rosângela Lula da Silva.
Dom Angélico foi consagrante na ordenação episcopal de três bispos:


