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Anexo embrionário

Anexos embrionários, ou membranas extraembrionárias, são estruturas acessórias ao corpo do embrião e têm origem exclusivamente em células do zigoto inicial, ao contrário dos órgãos fetomaternos, que possuem dupla origem: materna e embrionária. Possuem fundamental importância para o organismo que está em desenvolvimento, pois desempenham funções respiratórias, nutritivas, protetivas e de excreção. Os anexos embrionárias apresentam variabilidade a depender do grupo animal - depende diretamente do ambiente em que cada um desenvolve-se.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/08/2026
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Origem

O tecido que dá origem a cada anexo embrionário pode variar, mas os anexos embrionários, de forma geral, surgiram com o ovo amniótico, em deuterostomados. O surgimento do ovo amniótico neste grupo permitiu o avanço, sobretudo dos vertebrados, ao meio terrestre, para longe dos corpos de água e é o marco de divisão entre os chamados Anamniota e os Amniota. O ovo amniótico carrega, dentro de seus apêndices embrionários, nutrientes e água para manutenção do embrião em formação. Em peixes e anfíbios não há formação do ovo amniótico, uma vez que a fecundação e o desenvolvimento do embrião se dá na água.

Formação

Os anexos embrionários são estruturas formadas a partir das chamadas membranas embrionárias, que juntas compõem o ovo amniótico. Em um primeiro momento, não há uma distinção clara entre domínios embrionários e extra-embrionários. Essa distinção começa com a divisão desigual do epitélio lateral embrionário, formando dobras corporais, que ajudam a estabelecer o limite entre os dois domínios. A formação do ovo amniótico se dá após a diferenciação dos folhetos embrionários em ectoderme, endoderme, e mesoderme, ou seja, após o evento da gastrulação. Mais de um folheto embrionário pode participar da formação dos anexos. A união deles ocorre durante a formação das dobras membranosas corporais. Nessas formações, o ectoderma e o endoderma possuem função epitelial, enquanto é pelo mesoderma que ocorre o transporte de sangue.

Os órgãos fetomaternos

A placenta e o cordão umbilical não são anexos embrionários, mas sim órgãos fetomaternos. Isso ocorre porque a placenta é uma estrutura mista, com origem tanto fetal (cório) quanto materna (endométrio). Enquanto os anexos embrionários (âmnio, cório, saco vitelínico e alantoide) derivam exclusivamente de tecidos do embrião, a placenta é um órgão de troca que se forma a partir da interação entre os tecidos fetais e a parede uterina. A placenta tem origem mista, havendo, em sua formação, participação do cório viloso, formando a porção fetal, e de células do endométrio uterino, originando a porção materna. A Placenta foi uma novidade evolutiva encontrada no grupo dos mamíferos. Existem dois tipos principais de placenta, quanto ao nível de fusão entre a porção coriônica e a porção uterina. Caso essas duas porções, embora unidas ainda possam ser separadas, a placenta recebe o nome de placenta de contato. Esse tipo de placenta pode ser encontrado, por exemplo, em suínos. O outro tipo de placenta é a decídua, na qual as duas partes são inseparáveis, e o órgão é inteiramente descartado, após o fim da gestação. No entanto, o tipo de placenta (bem como a forma e o desenvolvimento dos demais anexos embrionários) varia entre cada ordem de mamífero. Desempenha função de defesa contra choques físicos, proteção, e nutrição do embrião. Também secreta progesterona, por ação da gonadotrofina coriônica. Esse hormônio tem como função manter a parede uterina espessada e vascularizada. O cordão umbilical, com duas artérias e uma veia, permite a comunicação do embrião com a placenta.

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Fontes consultadas

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