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Anel de Giges

O Anel de Giges é um artefato mítico e mágico mencionado por Platão, no segundo livro de A República (2:359a–2:360d). O objeto concede ao seu detentor o poder de se tornar invisível. Por intermédio da metáfora do anel, Sócrates questiona se uma pessoa racional, inteligente e que não precisasse temer consequências negativas por cometer uma injustiça, ainda assim agiria com justiça. No diálogo, Glaucon discorda de Sócrates e insiste que justiça e virtude não são de fato desejáveis em si mesmas: o importante é aparentar ser um homem virtuoso e justo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Mitologia

Giges da Lídia foi um rei histórico, fundador da dinastia mermnada de reis lídios. Variadas obras clássicas — a mais conhecida sendo Histórias de Heródoto — proveram diferentes relatos das circunstâncias que propiciaram a sua ascensão ao poder. Na narrativa do mito por Glaucon, é um ancestral anônimo de Giges que o protagoniza.

A República

Suponha agora que sejam dois tais anéis mágicos, e o justo põe um deles e o injusto o outro; nenhum homem pode ser imaginado como sendo de tal natureza ferrenha que permanecesse sustentado na justiça. Nenhum homem poderia manter suas mãos longe do que não fosse seu quando ele pudesse, com segurança, tomar o que quisesse do mercado, ou entrar em casas e deitar-se com qualquer um a seu bel-prazer, ou matar ou libertar da prisão os que ele quisesse, e em todos os aspectos ser como um deus entre os homens. Então as ações do justo seriam como as ações do injusto; eles chegariam finalmente ao mesmo ponto. E isto nós podemos verdadeiramente afirmar ser uma grande prova de que um homem é justo, não por sua vontade ou porque ele acha que a justiça é algum bem para si individualmente, mas por necessidade, pois onde quer que qualquer um pense que se pode ser injusto com segurança, lá ele é injusto.

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Fontes consultadas

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