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Andy Warhol

Andy Warhol foi um artista visual, diretor de cinema e produtor que se tornou uma figura central do movimento Pop Art. Suas obras exploram a intersecção entre arte, publicidade e a cultura de celebridades que floresceu nos anos 1960. Trabalhando com diversas mídias como pintura, serigrafia, fotografia, filme e escultura, Warhol criou peças icônicas como as serigrafias 'Campbell's Soup Cans' (1962) e 'Marilyn Diptych' (1962), os filmes experimentais 'Empire' (1964) e 'Chelsea Girls' (1966), e os eventos multimídia 'Exploding Plastic Inevitable' (1966–67).

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 30/06/2026

Pontos-chave

  • Andy Warhol foi uma figura proeminente da Pop Art, explorando a relação entre arte, publicidade e cultura de celebridades.
  • Sua obra abrangeu diversas mídias, incluindo pintura, serigrafia, fotografia, filme e escultura.
  • Warhol foi pioneiro no uso da serigrafia como técnica artística e é conhecido por obras como 'Campbell's Soup Cans' e 'Marilyn Diptych'.
  • Ele teve uma carreira multifacetada, começando na arte comercial e expandindo para filmes experimentais e eventos multimídia.
  • Warhol era um colecionador ávido e um católico ruteno praticante, com muitos de seus trabalhos posteriores abordando temas religiosos.
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Biografia de Andy Warhol

A vida de Andy Warhol, desde sua infância humilde em Pittsburgh até sua ascensão como um dos artistas mais influentes do século XX, é marcada por inovação e uma constante busca por novas formas de expressão artística e comercial.

Juventude (1928-1949)

Andy Warhol nasceu em 6 de agosto de 1928, em Pittsburgh, Pensilvânia. Ele era o quarto filho de Ondrej Warhola e Julia Zavacká, imigrantes rutenos (ou lemko) da classe trabalhadora, originários de Mikó, Áustria-Hungria (atual Miková, Eslováquia). Seu pai emigrou para os EUA em 1914 e sua mãe em 1921. A família, de fé católica rutena, residiu em Pittsburgh, e Warhol tinha dois irmãos mais velhos, Pavol e John. O filho de Pavol, James Warhola, tornou-se um ilustrador de livros infantis.

Década de 1950: Início na Arte Comercial

O início da carreira de Warhol foi dedicado à arte comercial e publicitária. Sua primeira encomenda foi para a revista Glamour, desenhando sapatos no final dos anos 1940. Na década de 1950, trabalhou como designer para o fabricante de calçados Israel Miller, onde desenvolveu sua técnica de 'linha borrada'. Essa técnica, que envolvia aplicar tinta ao papel e borrá-la ainda úmida, permitia a repetição e variação de imagens, sendo descrita pelo fotógrafo John Coplans como única na forma como Warhol dava 'temperamento próprio' a cada sapato.

Década de 1960: A Ascensão da Pop Art

Warhol foi um dos primeiros a adotar a serigrafia como técnica para pinturas. Entre 1961 e 1962, ele aprimorou suas habilidades com Max Arthur Cohn em Manhattan. Em seu livro 'Popism: The Warhol Sixties', ele observou: 'Quando você faz algo exatamente errado, você sempre descobre alguma coisa.' Em maio de 1962, sua pintura 'Big Campbell's Soup Can with Can Opener (Vegetable)' (1962) foi destaque na revista Time, iniciando seu famoso motivo das latas de sopa Campbell's. Esta obra foi a primeira de Warhol a ser exibida em um museu (Wadsworth Atheneum, julho de 1962) e marcou sua estreia na Pop Art na Costa Oeste com uma exposição na Ferus Gallery em 9 de julho de 1962.

Década de 1970: As 'Sunday B Morning'

Na década de 1970, telas e matrizes de filmes originais de Warhol foram levadas para a Europa para a produção de serigrafias sob o nome 'Sunday B Morning'. Warhol assinou e numerou uma edição de 250, mas versões subsequentes não assinadas e não autorizadas foram produzidas devido a um desentendimento com funcionários de seu estúdio. Estes foram para Bruxelas e criaram trabalhos carimbados com 'Sunday B Morning' e 'Add Your Own Signature Here'. Warhol facilitou a duplicação fornecendo negativos fotográficos e códigos de cores. Algumas dessas reproduções não autorizadas, como as do portfólio de Marilyn Monroe de 1967, incluíam a inscrição 'Isto não é meu, Andy Warhol' e continuavam em produção em 2013. Inicialmente com carimbos pretos, as versões 'Sunday B Morning' passaram a ter carimbos azuis na década de 1980.

Década de 1980: Ressurgimento e Críticas

A década de 1980 trouxe um ressurgimento crítico e financeiro para Warhol, impulsionado por suas amizades e colaborações com jovens artistas como Jean-Michel Basquiat, Julian Schnabel e David Salle, além de membros do movimento Transavantgarde europeu. Ele também ganhou reconhecimento na cultura de rua, com o grafiteiro Fab 5 Freddy prestando homenagem pintando um trem com latas de sopa Campbell. Contudo, Warhol foi criticado por se tornar um 'artista empresarial', especialmente por sua exposição 'Ten Portraits of Jews of the Twentieth Century' (1980), que ele descreveu em seu diário como 'Eles vão vender'. Apesar das críticas iniciais, alguns críticos passaram a ver sua superficialidade e comercialidade como um 'espelho brilhante dos nossos tempos', capturando o 'zeitgeist da cultura americana na década de 1970'.

Morte de Warhol

Andy Warhol faleceu em Manhattan às 06h32min da manhã de 22 de fevereiro de 1987, aos 58 anos. Ele estava se recuperando de uma cirurgia de vesícula biliar no Hospital de Nova York, mas morreu durante o sono devido a uma arritmia cardíaca pós-operatória. Warhol havia adiado a busca por tratamento para seus problemas de vesícula biliar devido ao medo de hospitais e médicos. Sua família processou o hospital por negligência médica, alegando que a arritmia foi causada por cuidados inadequados e intoxicação por água. O caso foi rapidamente resolvido fora do tribunal, com a família recebendo uma quantia não revelada.

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Obras de Arte de Andy Warhol

A produção artística de Warhol é vasta e diversificada, abrangendo desde portfólios autopublicados e pinturas icônicas até desenhos e filmes experimentais, que juntos definiram sua marca na história da arte e no mercado global.

Pinturas Pop Art

No início dos anos 1960, a Pop Art era um movimento experimental. Warhol, que se tornaria o 'Papa do Pop', abraçou esse estilo, incorporando temas populares em suas obras. Suas primeiras pinturas, com imagens de desenhos animados e anúncios, eram pintadas à mão com gotas de tinta, emulando o estilo de expressionistas abstratos como Willem de Kooning. Com o tempo, ele desenvolveu um estilo de assinatura, eliminando o artesanal do processo. Warhol frequentemente usava serigrafia, e seus desenhos posteriores eram traçados a partir de projeções de slides. No auge de sua fama, ele contava com assistentes, como George Condo, para produzir múltiplos de serigrafia sob suas instruções.

Desenhos e Ilustrações

Embora famoso pela serigrafia, Warhol foi um ilustrador e desenhista prolífico ao longo de sua carreira. Seus primeiros desenhos em papel exibiam uma semelhança com as técnicas de linha contínua e contorno cego, conferindo-lhes uma sensação de facilidade e imediatismo. Durante seu trabalho em publicidade comercial, ele desenvolveu a técnica de 'linha borrada', que mesclava o desenho a grafite com elementos de gravura. Warhol manteve sua prática de desenho até os últimos anos de sua vida.

O Mercado de Arte de Warhol

O valor das obras de Andy Warhol tem crescido consistentemente desde sua morte em 1987. Em 2014, suas obras arrecadaram US$ 569 milhões em leilões, representando mais de um sexto do mercado global de arte. Apesar de algumas flutuações, a negociante de arte Dominique Lévy observa que o 'comércio de Warhol se move como uma gangorra', com cada novo pico e vale superando o anterior. Ela atribui isso ao fluxo constante de novos colecionadores que se interessam por Warhol, gerando picos de demanda seguidos por satisfação e desaceleração, antes que o ciclo se repita com novos grupos demográficos ou gerações.

Colecionadores Influentes

Entre os primeiros e mais influentes colecionadores e apoiadores de Warhol estavam Emily e Burton Tremaine. Eles adquiriram mais de 15 obras, incluindo 'Marilyn Diptych' (agora na Tate Modern, Londres) e 'A boy for Meg' (agora na National Gallery of Art em Washington, DC), compradas diretamente do estúdio de Warhol em 1962. Em um Natal, Warhol deixou uma pequena cabeça de Marilyn Monroe na porta dos Tremaine em Nova York, como um gesto de agradecimento por seu apoio e incentivo.

Filmografia Experimental

Inspirado pela composição estática 'Trio for Strings' de La Monte Young em 1962, Warhol criou sua famosa série de filmes estáticos. Entre 1963 e 1968, ele produziu mais de 60 filmes e cerca de 500 'testes de tela' em preto e branco de visitantes da The Factory. Filmes notáveis incluem 'Sleep', que acompanha o poeta John Giorno dormindo por seis horas; 'Blow Job', uma tomada contínua do rosto de DeVeren Bookwalter; 'Empire' (1964), oito horas de filmagem do Empire State Building; e 'Eat', um homem comendo um cogumelo por 45 minutos.

Música e Colaborações

Em meados dos anos 1960, Warhol apadrinhou a banda The Velvet Underground, tornando-os parte essencial de sua performance multimídia 'Exploding Plastic Inevitable'. Ele, com Paul Morrissey, atuou como empresário da banda, apresentando-os a Nico. Warhol os vestia de preto para apresentações em seus filmes. Em 1966, ele 'produziu' o primeiro álbum da banda, 'The Velvet Underground & Nico', e criou sua capa, essencialmente pagando pelo tempo de estúdio. Após o primeiro álbum, divergências com Lou Reed levaram ao fim de sua amizade artística. Em 1989, após a morte de Warhol, Reed e John Cale se reuniram para criar 'Songs for Drella', um álbum conceitual em homenagem a Warhol. Em 2019, uma fita de áudio de música inédita de Reed, baseada no livro de Warhol 'The Philosophy of Andy Warhol: From A to B and Back Again', foi descoberta.

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Vida Pessoal de Andy Warhol

A vida pessoal de Warhol era tão intrigante quanto sua arte, marcada por sua sexualidade, religiosidade discreta e um fascínio por coleções que revelavam sua personalidade complexa e excêntrica.

Sexualidade e Identidade

Warhol era homossexual. Em 1980, ele afirmou a um entrevistador que ainda era virgem, uma declaração que o biógrafo Bob Colacello considerou provável, descrevendo seu sexo como 'uma mistura de voyeurismo e masturbação'. No entanto, essa afirmação é contradita por seu tratamento hospitalar em 1960 por condilomas, uma doença sexualmente transmissível, e por relatos de amantes, como BillyBoy, que descreveu Warhol como 'incrivelmente generoso e muito gentil' em particular, apesar de sua persona pública 'desagradável'.

Religião e Espiritualidade

Warhol era um católico ruteno praticante. Ele se voluntariava regularmente em abrigos para moradores de rua em Nova York, especialmente em períodos de maior movimento, e se descrevia como uma pessoa religiosa. Muitas de suas obras posteriores abordaram temas religiosos, incluindo as séries 'Details of Renaissance Paintings' (1984) e 'The Last Supper' (1986), além de um conjunto de obras religiosas descobertas postumamente. Warhol frequentava a missa quase diariamente na Igreja Católica Bizantina de São João Crisóstomo, mas sentava-se nos bancos do fundo, evitando ser reconhecido e envergonhado por fazer o sinal da cruz 'à maneira ortodoxa' em uma igreja latina.

Coleções e Excentricidades

Warhol era um colecionador ávido, cujas inúmeras coleções, apelidadas de 'Coisas de Andy' por seus amigos, enchiam sua casa de quatro andares e um depósito. A verdadeira extensão de suas coleções só foi revelada após sua morte, quando o Museu Andy Warhol em Pittsburgh recebeu 641 caixas. Suas coleções incluíam desde memorabilia da Coca-Cola e pinturas do século XIX até cardápios de aviões, faturas não pagas, massa de pizza, romances pornográficos, jornais, selos, folhetos de supermercado e potes de biscoitos. Ele também possuía obras de arte significativas, como 'Miss Bentham' de George Bellows. Uma de suas principais coleções eram suas mais de 40 perucas, que ele protegia muito. Em 1985, uma garota arrancou sua peruca, e Warhol registrou em seu diário: 'Não sei o que me impediu de empurrá-la da varanda'.

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Legado e Reconhecimento

O legado de Andy Warhol transcende sua morte, sendo celebrado por meio de homenagens póstumas, uma fundação dedicada às artes visuais e exposições que continuam a explorar a profundidade e complexidade de sua obra.

A Fundação Andy Warhol

O testamento de Warhol estipulava que todo o seu patrimônio, exceto legados modestos à família, seria destinado à criação de uma fundação para o 'avanço das artes visuais'. A Sotheby's levou nove dias para leiloar sua propriedade após sua morte, arrecadando mais de US$ 20 milhões. Em 1987, a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais foi estabelecida. Além de atuar como espólio de Warhol, a fundação tem a missão de 'promover a expressão artística inovadora e o processo criativo', focando em 'apoiar trabalhos de natureza desafiadora e muitas vezes experimental'.

Exposição 'Revelation' no Brooklyn

De 19 de novembro de 2021 a 19 de junho de 2022, o Museu do Brooklyn apresentou a exposição 'Andy Warhol: Revelation'. Esta mostra explorou temas como vida e morte, poder e desejo, o papel e representação das mulheres, imagens renascentistas, tradições familiares e de imigrantes, representações de Cristo, e a relação entre o corpo católico e o desejo queer. A exposição incluiu mais de cem objetos, como materiais raros e itens recém-descobertos que oferecem uma nova perspectiva sobre o processo criativo de Warhol, além de pinturas importantes de sua série 'Last Supper' (1986), o filme experimental 'The Chelsea Girls' (1966), um filme inacabado sobre o pôr do sol encomendado pela família de Menil e financiado pela Igreja Católica Romana, e desenhos feitos por sua mãe, Julia Warhola, enquanto morava com ele em Nova York.

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Warhol na Cultura Pop

Andy Warhol não apenas criou arte pop, mas também se tornou um ícone da cultura pop, fundando revistas, endossando produtos, aparecendo em filmes e TV, e influenciando músicos e artistas de diversas mídias, solidificando sua visão da 'Art Business' e 'Business Art'.

Aparições em Filmes

Warhol apareceu como ele mesmo nos filmes 'Cocaine Cowboys' (1979) e 'Tootsie' (1982). Após sua morte, foi retratado por Crispin Glover em 'The Doors' (1991), por Jared Harris em 'I Shot Andy Warhol' (1996) e por David Bowie em 'Basquiat' (1996). Bowie relembrou que conhecer Warhol o ajudou no papel, descrevendo-o como 'muito superficial' e 'aparentemente sem emoção'. Ele também mencionou que as roupas de Warhol, emprestadas do museu de Pittsburgh, ainda continham itens como 'panqueca, branco, mortalmente pálido fond de teint', um cheque rasgado, um endereço, pílulas homeopáticas e uma peruca, que Warhol nunca admitiu usar.

Warhol na Televisão

Warhol apareceu como personagem recorrente na série de TV 'Vinyl', interpretado por John Cameron Mitchell, e foi retratado por Evan Peters no episódio 'Valerie Solanas Died for Your Sins: Scumbag' de 'American Horror Story: Cult', que dramatiza a tentativa de assassinato de Warhol por Valerie Solanas (Lena Dunham). No início de 1969, Warhol foi contratado pela Braniff International para aparecer em dois comerciais de televisão para a campanha 'When You Got It — Flaunt It'. Ele fez dupla com o boxeador Sonny Liston em um comercial, e outros apresentaram duplas improváveis como Salvador Dalí e o jogador de beisebol Whitey Ford, que se mostraram eficazes.

Influência Musical

Warhol influenciou fortemente a banda de new wave/punk rock Devo e David Bowie. Bowie gravou a canção 'Andy Warhol' para seu álbum de 1971, 'Hunky Dory'. Lou Reed escreveu a música 'Andy's Chest' sobre Valerie Solanas, a mulher que atirou em Warhol em 1968, gravada com o Velvet Underground e lançada no álbum 'VU' em 1985. A banda Triumph também escreveu uma música sobre Andy Warhol, 'Stranger In A Strange Land', de seu álbum 'Thunder Seven' de 1984.

Livros e Biografias

Uma biografia abrangente de Andy Warhol, escrita pelo crítico de arte Blake Gopnik, foi publicada em 2020 sob o título 'Warhol'.

Warhol nos Quadrinhos

Warhol é um personagem da série de quadrinhos 'Miracleman'. Ele é ressuscitado pelo cientista alienígena Mors e convencido a produzir cópias de si mesmo em massa. Mais tarde, 18 clones de Warhol são vistos no submundo de Olimpo, criando arte pop para o novo regime super-humano. Um clone de Warhol, número 6, desenvolve uma amizade com um clone de Emil Gargunza (criador do Miracleman) antes da traição e tentativa de fuga deste último.

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