Pesquisa · Mapa mental

Andy Kaufman

Andrew Geoffrey Kaufman foi um cantor, dançarino e ator performático estadunidense. Embora seja chamado de "comediante", Kaufman preferia se descrever como um "homem de música e dança". Foi chamado por muitos como um "anti-comediante". Ele desprezava contar piadas e se envolver em comédia como era tradicionalmente entendido, uma vez dizendo em uma entrevista: "Eu não sou um comediante, nunca contei uma piada. A promessa do comediante é que ele irá lá e fará você rir com ele. Minha única promessa é que tentarei entretê-lo da melhor maneira possível."

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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Vida pregressa

Imagem: thekenyeung · BY-NC-ND · Openverse

Kaufman nasceu em 17 de janeiro de 1949, na cidade de Nova Iorque, era o mais velho de três filhos. Ele cresceu com seus irmãos mais novos Michael e Carol em uma família Judia de classe-média na cidade de Great Neck, Long Island. Sua mãe, Janice Bernstein (nome de batismo) era uma dona de casa e ex-modelo; seu pai, Stanley Kaufman, um comerciante de jóias. Kaufman começou a se apresentar em festas infantis aos 9 anos, tocando discos e mostrando desenhos. Kaufman passou grande parte de sua juventude escrevendo poemas e histórias, incluindo um romance não publicado, The Hollering Magoo, que ele completou aos 16 anos. Após a visita do musicista nigeriano Babatunde Olatunji em sua escola, Kaufman começou a tocar os congas. Após se formar no ensino médio, em 1967, Kaufman tirou um ano de folga antes de entrar no Grahm Junior College, em Boston, onde estudou televisão e produção e estreou seu próprio show de televisão universitário, Uncle Andy´s Fun House. Em Agosto de 1969, ele foi de carona até Las Vegas para conhecer Elvis Presley. Em seguida, começou a performar em cafeterias, desenvolvendo seus atos e escrevendo sua peça de um ator, Gosh (posteriormente renomeada God e publicada em 2000). Depois de se formar na faculdade em 1971, começou a apresentar comédia de stand-up em diversos clubes pequenos da Costa Oeste estadunidense.

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Carreira

Imagem: gomatman · BY-NC · Openverse

Sua vida profissional foi atribulada. Contratado pela American Broadcasting Company (ABC) para estrelar o seriado Taxi, interpretando o estrangeiro Latka Gravas, o humorista quebrou todas as estruturas da comédia convencional, apresentando números vanguardistas no teatro e em eventos públicos diversos. Conquistou o sucesso absoluto ao interpretar Elvis Presley e zombar de outras personalidades. Nesse universo, interpretava personagens que escondiam a sua verdadeira identidade, como o cantor Tony Clifton. Seus números irreverentes e criativos o tornaram célebre nos Estados Unidos na década de 1970 e década de 1980. Kaufman fez sucesso no programa Saturday Night Live e ganhou a admiração de críticos e artistas diversos com suas performances. Mas Kaufman não se considerava humorista e começou a realizar piadas herméticas para se relacionar com o público. Muitas vezes, irritava seus espectadores com pegadinhas, além de inventar falsas histórias para a imprensa americana. Kaufman queria ser o melhor artista do mundo e, após ser demitido da ABC, passou a fazer shows em ringues de luta livre, onde desafiava mulheres. Muitos o consideraram louco nessa fase, mas muito além da realidade, estava interpretando seus personagens realísticos. Kaufman chegou a ler durante horas um romance de F. Scott Fitzgerald para uma plateia entediada que pagara para assisti-lo em um show de humor. Essa concepção de humor o levou ao ostracismo.

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Morte

Imagem: Dru Bloomfield - At Home in Scottsdale · BY · Openverse

Em 1984 Kaufman anunciou que sofria de uma espécie rara de câncer no pulmão. A imprensa e tampouco amigos e parentes do artista acreditaram na doença que o mataria pouco tempo depois. Kaufman havia falado frequentemente de fingir sua própria morte como um grande engano. Rumores persistentes, alimentados por aparições esporádicas do famoso personagem de Kaufman, o cantor Tony Clifton, em clubes de comédia após a morte do comediante criaram uma grande dúvida sobre a veracidade da sua morte. Um ano após a morte de Kaufman, Tony Clifton realizou uma performance no "The Comedy Store" em homenagem a Kaufman, membros de sua comitiva compareceram ao evento, e durante a década de 1990 a personagem fez várias aparições nas casas noturnas de Los Angeles. Jim Carrey, que retratou Kaufman em Man on the Moon, declarou na "NBC Special Comedy Salute to Andy Kaufman" que a pessoa que faz Tony Clifton é o comediante Bob Zmuda. O site oficial de Kaufman afirma que sua morte não era uma fraude.

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Homenagens

Imagem: Pacificat Ragdolls · BY-NC-ND · Openverse

Andy Kaufman foi homenageado com o filme O Mundo de Andy, estrelado por Jim Carrey e dirigido por Milos Forman. Em 2017 a Netflix lançou o documentário Jim & Andy: The Great Beyond, sobre os bastidores das filmagens de O Mundo de Andy, mostrando a transformação de Jim Carrey e as loucuras ocorridas nos bastidores do longa.

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