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Andrônico I Comneno

Andrônico I Comneno (português brasileiro) ou Andrónico I Comneno (português europeu) foi imperador bizantino entre 1183 e 1185. Era filho de Isaac Comneno e neto do imperador Aleixo I Comneno.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Primeiros anos

Andrônico nasceu por volta de 1118 e era considerado belo, eloquente, resiliente e corajoso, um grande general e um hábil político, mas também libertino. Assim, passou sua juventude alternando entre os prazeres da vida e o serviço militar. Em 1141, foi capturado pelos turcos seljúcidas e permaneceu prisioneiro por um ano. Depois de ter seu resgate pago, foi para Constantinopla e passou a frequentar a corte de seu primo, o imperador Manuel I Comneno, de quem era um favorito. Lá, os encantos de sua sobrinha Eudóxia atraíram sua atenção e ela logo tornou-se sua amante. Em 1152, na companhia dela, partiu para assumir um importante comando na Cilícia, mas teve que retornar depois de fracassar em sua missão principal, atacar Mopsuéstia, mas logo recebeu outra província para comandar. É provável que ele tenha abandonado este segundo posto depois de um breve intervalo, pois apareceu em Constantinopla novamente e escapou por pouco de morrer nas mãos dos irmãos de Eudóxia.

Exílio

Por volta de 1153, uma conspiração contra o imperador da qual Andrônico era parte foi descoberta e ele foi preso. Depois de sucessivas tentativas, conseguiu finalmente escapar em 1165. Depois de enfrentar inúmeros perigos, inclusive um período preso entre os valáquios, chegou a Quieve, onde seu primo, Jaroslau Osmomislo do Principado da Galícia mantinha sua corte. Sob a proteção dele, Andrônico se aliou ao imperador Manuel e, com um exército galício, juntou-se a ele numa invasão ao Reino da Hungria, ajudando a cercar Zemuno. A campanha foi um sucesso e Andrônico retornou a Constantinopla com Manuel I em 1168. Um ano depois, porém, ele se recusou a jurar fidelidade ao futuro rei Bela III da Hungria, o pretenso sucessor de Manuel, acabou expulso da corte e fugiu para a província da Cilícia.

Imperador

Em 1180, o imperador Manuel morreu e foi sucedido por seu filho de dez anos de idade Aleixo II Comneno, que estava sob a guarda de sua mãe, a imperatriz Maria, cujas origens e cultura latinas provocavam um profundo ressentimento entre seus súditos gregos. Eles se sentiam insultados pelas predileções ocidentalizadas de Manuel e serem governados por sua esposa ocidental aumentou as tensões até um ponto próximo de uma revolta. A situação deu a Andrônico a oportunidade de tomar para si a coroa. Deixando seu exílio em 1182, Andrônico avançou para Constantinopla à frente de um exército que, de acordo com fontes não-bizantinas, incluía contingentes muçulmanos. A deserção do comandante da marinha bizantina, o mega-duque Andrônico Contostefano, e do general Andrônico Ângelo, tiveram um papel fundamental ao permitir que as forças rebeldes conseguissem superar as poderosas defesas de Constantinopla.

Morte

Pelos relatos, Andrônico parece ter se decidido por eliminar completamente a aristocracia e seus planos quase deram certo. Mas, em 11 de setembro de 1185, durante uma de suas ausências da capital, Estêvão Hagiocristoforita, seu segundo no comando, tentou prender Isaac Ângelo, de cuja lealdade suspeitava, que acabou assassinando-o e se refugiou na Igreja de Santa Sofia. De lá, apelou para a população e um grande tumulto rapidamente se espalhou pela cidade. Quando Andrônico voltou e viu que Isaac havia se auto-proclamado imperador, tentou escapar, mas foi capturado. Isaac o entregou à multidão e o imperador deposto se sujeitou à fúria e ao ressentimento da população preso num poste e constantemente surrado. Sua mão direita foi cortada e seus dentes, cabelos e o seu olho direito foram arrancados. Entre outras torturas, água fervente foi atirada no seu rosto, uma punição provavelmente associada com sua beleza e sua vida libertina. Finalmente, Andrônico foi levado até o hipódromo e pendurado pelos pés entre dois pilares. Em seguida, dois soldados latinos competiram para constatar qual deles conseguiria penetrar seu corpo mais profundamente com sua espada e o pobre imperador acabou, de acordo com os relatos, estraçalhado. A data era 12 de setembro de 1185. Ao saber da morte do imperador, seu filho e co-imperador, João, foi assassinado por suas próprias tropas na Trácia.

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Família

Andrônico I Comneno se casou duas vezes e teve inúmeras amantes. De sua primeira esposa, cujo nome é desconhecido, teve três filhos: Com sua amante Teodora Comnena, Andrônico I teve os seguintes filhos:

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Fontes consultadas

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