Abelardo de la Espriella
Abelardo Gabriel de la Espriella Otero é um advogado, empresário e político colombiano, sendo atualmente o presidente eleito da Colômbia. Tornou-se conhecido por sua atuação como advogado criminalista em casos de grande repercussão na Colômbia e por sua candidatura na eleição presidencial colombiana de 2026, onde colocou-se como conservador e fã dos presidentes Donald Trump e Javier Milei, sendo classificado como de extrema-direita.
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Abelardo de la Espriella nasceu em Bogotá em 31 de julho de 1978, no seio de uma família abastada oriunda da imigração italiana. Ele cresceu na cidade de Montería, capital do departamento de Córdoba, no norte da Colômbia. Seu pai, advogado de profissão, foi deputado e candidato ao cargo de governador de Córdoba na década de 1990. Ele afirma ter tido uma infância "muito feliz”, em contato com a natureza, e a compara à do personagem Tom Sawyer. Conta que, na adolescência, divertia-se matando gatos ao amarrar fogos de artifício neles. Graduou-se em Direito pela Universidade Sergio Arboleda, onde também concluiu um mestrado. Possui especializações em Ciências Penais e Criminológicas pela Universidad Externado de Colombia e em Direito Administrativo pela Universidad del Rosario. Seu escritório atua na Colômbia e nos Estados Unidos, especialmente em Miami, representando políticos, empresários e artistas.
Vida pessoal
Abelardo de la Espriella possui as nacionalidades colombiana, americana e italiana. Em 2023, teve reconhecida sua nacionalidade italiana — transmitida automaticamente por seus avós italianos — e foi naturalizado cidadão dos Estados Unidos em 2024, graças a seus anos de residência no país. Ele gosta de exibir sua fortuna nas redes sociais, aparecendo em vídeos em jato particular, ao volante de sua Rolls-Royce Phantom ou em suas diversas propriedades. Gravou dois álbuns — sendo cantor de ópera amador —, publicou cinco livros e participou de várias séries de televisão. É apaixonado por caça. Ele vive entre Miami e Florença desde o início da década de 2010. É casado com Ana Lucía Pineda, uma empresária que dirige várias empresas nos Estados Unidos. O casal tem quatro filhos, todos nascidos nos Estados Unidos.
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Em 2026, De la Espriella anunciou sua pré-candidatura à eleição presidencial na Colômbia em 2026, embora nunca tenha ocupado cargos públicos eletivos. A partir de agosto de 2025, Abelardo iniciou a coleta de assinaturas por meio do movimento Defensores da Pátria, obtendo o apoio do Movimento de Salvação Nacional. Embora parte significativa das assinaturas apresentadas tenha sido considerada inválida, conseguiu o número suficiente para registrar sua candidatura. Sua campanha é marcada por posições de extrema-direita, alinhadas ao trumpismo, ao conservadorismo social e ao chamado “patriotismo constitucional”. Defende políticas de segurança rígidas, redução do Estado, defesa da propriedade privada e oposição ao aborto, eutanásia, feminismo e adoção homoparental.
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Espirella atuou como advogado para políticos e empresários acusados de corrupção, no acordo de paz com grupos paramilitares em 2006 e em casos de grande repercussão midiática. De la Espriella é residente permanente dos Estados Unidos e atuou na defesa do empresário Alex Saab, suposto testa de ferro de Nicolás Maduro, acusado de lavagem de dinheiro, sem possuir a licença obrigatória do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para representar pessoas denunciadas. Também defendeu David Murcia Guzmán, responsável pelo esquema de pirâmide financeira e lavagem de dinheiro da DMG Grupo Holding S.A., no qual mais de 200 mil investidores foram fraudados, além do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, em favor de quem apoiou manifestações após sua condenação por fraude processual e suborno de testemunhas. Em fevereiro de 2026, recebeu uma denúncia pública de seu antigo cliente David Murcia Guzmán, que o acusou de desviar 5 bilhões de pesos colombianos e de “comprar” congressistas por 760 milhões de pesos.
Posicionamento político
A questão do combate à criminalidade ocupa um lugar central em sua campanha, prometendo a construção de "dez megaprisões", nas quais os detentos seriam mantidos "dez andares abaixo do solo" e alimentados "com pão e água". Pretende pôr fim às negociações de paz com os grupos armados iniciadas por Gustavo Petro. Em matéria de ordem pública, adota uma linha repressiva diante dos movimentos de contestação, afirmando querer autorizar as forças de segurança a atirar para matar caso sejam atacadas. Também propôs a liberalização da venda de armas de fogo aos cidadãos. A denúncia da corrupção é igualmente um tema recorrente. Ele saudou a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela em janeiro de 2026 e afirmou repetidamente que qualquer futura relação diplomática com a Venezuela seria conduzida por meio do Departamento de Estado dos EUA. Também declarou que deseja restabelecer as relações diplomáticas com Israel, que foram rompidas pelo governo colombiano em protesto contra a guerra de Gaza. Além disso, anunciou que abriria uma embaixada em Jerusalém, rompendo assim com a posição tradicional da Colômbia. No fim de 2025, encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, a quem prometeu “fortalecer os laços de amizade e cooperação” entre a Colômbia e Israel.


