Imigração italiana no Uruguai
A imigração italiana no Uruguai refere-se a um dos maiores movimentos migratórios com destino ao Uruguai. A população italiana, junto à espanhola, formou a coluna vertebral do que atualmente é a sociedade uruguaia. A cultura uruguaia possui importantes semelhanças com a cultura italiana; em termos de idioma, costumes e tradições. Os emigrantes italianos começaram a chegar em grandes números a Uruguai nos anos 1840 e esta corrente migratoria continuou até os anos 1960.
A unificação da Itália ou o Risorgimento pôs fim ao antigo sistema fundiário feudal que existia no sul da península desde a Idade Média, principalmente onde as terras pertenciam a aristocratas, organizações religiosas ou ao rei. No entanto, o fim do feudalismo e a redistribuição de terras não levaram necessariamente os pequenos camponeses no sul a adquirir terras ou que estes eram solos úteis para o trabalho. Muitos continuaram sem terra e com a passagem do tempo estes foram reduzidos e perderam sua capacidade produtiva ao serem divididos entre herdeiros. O desembarque de italianos no Novo Mundo deveu-se principalmente à busca de oportunidades de trabalho e mobilidade social que se tornaram difíceis em uma Europa instável política, econômica e socialmente entre os séculos XIX e XX. Estima-se que em mais de um século, cerca de vinte e cinco milhões de pessoas teriam emigrado da península italiana. Ao contrário de outros fluxos migratórios para o Uruguai, os motivos políticos não tiveram um papel preponderante na chegada dos italianos.
Época colonial e primeiros imigrantes
No ano 1527 o navegador veneziano Sebastião Caboto fundou San Lázaro, o primeiro assentamento europeu do Rio da Prata. Os primeiros italianos chegaram à colônia espanhola no século XVI. Estes eram, principalmente, lígures da República de Gênova, que trabalhavam em barcos mercantes trans-oceânicos. O primeiro povoador de Montevidéu foi o genovês Giorgio Borghese, que partiu de Buenos Aires e construiu ele mesmo uma casa de pedra em uma estância, onde criou gado antes que se fundasse a cidade. Navegando ao serviço da coroa espanhola, o marinheiro toscano Alessandro Malaspina empreendeu uma jornada científica conhecida como Expedição Malaspina, que o levou a explorar a costa de Montevidéu em 1789. A bordo de duas corvetas viajaram botânicos, zoólogos, desenhistas, médicos , dissecadores, geógrafos, astrônomos e hidrógrafos, que tinham objetivos como fazer uma cartografia do Rio da Prata e observar fenômenos astronômicos. Já no século XIX iniciaram-se as relações entre Uruguai e o Reino de Sardenha, assinando posteriormente alguns tratados de comércio e navegação. Depois das revoluções de 1820 e 1830 na Itália, alguns revolucionários escaparam para América, vindo do Piemonte, da Cidade do Vaticano e da região do Mezzogiorno. O número de imigrantes começou a aumentar a partir do ano 1830, quando se eliminaram os obstáculos impostos à imigração durante a época colonial, o que coincidiu com a situação política na Argentina que impedia a imigração.
Consolidação da imigração
Na segunda metade do século XIX no Uruguai produziu-se a maior percentagem de crescimento populacional de América do Sul: a população no país multiplicou-se quase por sete entre 1850 e 1900, graças à imigração, maioritariamente italiana. O historiador argentino Fernando Devoto identificou o terceiro quartel do século XIX como a "idade de ouro da emigração italiana no Uruguai". Em 1870 o número de italianos em Uruguai era entre sessenta e setenta mil; não só se localizavam na capital mas também no interior do país: na cidade de Mercedes cerca de 6.000 dedicavam-se ao comércio, em Paysandú eram 2.000 e dedicavam-se a navegação de cabotagem e à agricultura, enquanto em Salto eram a metade dentro de uma população total de 9.000 pessoas. Os napolitanos costumavam desempenhar tarefas mais rusticas, adaptando ao estilo de vida do campo, em mudança, segundo observou o vice-cônsul de então, Luigi Petich, os genoveses faziam valer seu "instinto mercantil" e sua "vocação marítima" no litoral.
Século XX
Durante o primeiro quinquênio do século XX, houve a chegada de cerca de 15.000 italianos, números relativamente baixos em comparação com décadas anteriores. Em 1903, José Batlle y Ordóñez chegou ao poder e, após uma guerra civil em 1904, a situação do país estabilizou e as condições dos imigrantes melhoraram. Em 1903, o Conselho Honorário de Imigração foi criado e a construção do Hotel do Imigrante foi anunciada. Em 1908, os italianos eram o maior grupo estrangeiro em Montevidéu, com 63.357 habitantes, superando os espanhóis que tinham 54.885 habitantes. O número de italianos diminuiu desde o ano de 1900, quando cerca de 73.200 habitantes viviam no Uruguai, passando de 8% da população total em 1900 para 6% em 1908. Nesse período, descrito pelo historiador Juan Oddone como de "desitalização", a comunidade já "criara raízes" no solo oriental, criando as fundações que receberiam os novos imigrantes. A entrada de novos imigrantes continuaria a ser escassa, devido a fatores como melhores condições de vida na Itália e na Europa e as oportunidades mais convenientes oferecidas pela Argentina. Em 1918, o país possuía várias associações e instituições italianas, sendo 26 delas apenas na capital.
Embora no século XX a emigração italiana para o Uruguai tenha caído, em 1976 os uruguaios de ascendência italiana estavam perto de um milhão e trezentos mil (mais de 40% da população total, incluindo os ítalo-argentinos que viviam no Uruguai). Em 1996, fontes italianas estimaram que cerca de um milhão de uruguaios tinha algum grau de ascendência italiana. Uma nota jornalística de 2017 publicada pelo jornal El País do Uruguai estimou que 40% da população uruguaia era de ascendência italiana, afirmando que "os potenciais ítalo-uruguaios superam um milhão e meio". Levando em conta esses números, essa porcentagem de pessoas de origem italiana é a mais alta do mundo. De acordo com um estudo realizado em 1992, 38% dos uruguaios tinham um sobrenome italiano. Em um artigo publicado pelo jornal uruguaio La República em 2014, a maior concentração de descendentes de italianos foi encontrada em Montevidéu e Paysandú, onde cerca de 65% dos habitantes eram de origem italiana.
Assentamentos
Já em 1815, a cidade de Carmelo (Colônia) contava com a presença de imigrantes italianos, que seguiriam chegando em grande número nas décadas seguintes. Em 1855, um processo de colonização nas zonas agrícolas de Carmelo começou a se desenvolver, onde famílias italianas e francesas fundaram Colonia Estrella, uma comunidade cuja população era formada por 80% dos italianos. De acordo com um relatório jornalístico de 2018, 60% da população de Carmelo tinha ascendência italiana. Em 1858, os valdenses do Piemonte rural fundaram Colonia Valdense e essa comunidade permaneceu etnicamente e culturalmente homogênea por décadas até a década de 1960, quando a área começou a se urbanizar. Em meados de 1883 foi fundada a cidade de Nico Pérez (Florida), que entre seus primeiros habitantes tinha imigrantes da península. Entre os anos de 1879 e 1891 a empresa de Francisco Piria La Comercial - de dá nome do bairro da cidade - fracionou e vendeu lotes de terrenos na periferia de Montevidéu que foram ocupados principalmente por trabalhadores imigrantes, a área foi dividida em pequenos bairros que tinham nomes como Caprera, Vittorio Emanuel II, Nova Gênova, Garibaldino, Nova Roma, Nova Savona, Nova Nápoles, italiana, Bella Italia, Umberto I, o Italiano. As ruas também traziam nomes de personalidades italianas e nas praças os bustos da Casa de Sabóia ou de Giuseppe Garibaldi podiam ser vistos. Por exemplo, Umberto I fora criado em 1890 entre os bairros Unión e Buceo, as ruas do bairro evocavam protagonistas da Unificação da Itália como Cavour, Garibaldi, Giuseppe Mazzini ou Massimo d'Azeglio, ou nomes de italianos que fizeram história no Uruguai, como o militar Francesco Anzani.
Regiões de origem e ocupação
Os números da década de 1850 indicam que quase 30% dos homens italianos em Montevidéu estavam engajados no comércio, 45% eram artesãos ou trabalhadores independentes e 22,2% estavam empregados. Em 1860, a Cidade Velha era o centro comercial e político do país; estima-se que 33% dos trabalhadores italianos estavam envolvidos em tarefas não manuais - principalmente no comércio -, 30% estavam envolvidos em trabalho manual qualificado e 19% não eram qualificados; embora os registros não incluíssem informações sobre as regiões de origem desses imigrantes, predominavam os sobrenomes da Ligúria. Além disso, um cônsul italiano na época disse que dos capitães, marinheiros, carpinteiros e outros estivadores "quase todos pertencem a uma ou outra das costas da Ligúria". Um censo que mediu os italianos no exterior conduzido em 1871 confirmou que o maior grupo regional era da Ligúria e que a maioria deles ainda estava em Montevidéu. Na cidade de Colônia do Sacramento, 14% se dedicavam à agricultura, enquanto o restante permaneceu em áreas urbanas, onde os trabalhos mais comuns eram os de pedreiro e carpinteiro; apenas 10,4% deles vieram do sul da Itália.
Família
Em todos os períodos, a maioria dos imigrantes eram homens, embora a porcentagem de mulheres aumentasse à medida que a população envelhecia, devido a uma maior expectativa de vida das mulheres. Por volta da década de 1860, as famílias italianas eram nucleares ou extensas, e eram composta de uma média de 5,1 membros, um número igual ao das famílias crioulas. Em comparação com os crioulos, dentro da comunidade italiana havia, em porcentagem, mais famílias nucleares e menos famílias numerosas. Normalmente, as famílias extensas incluíam parentes que acabavam de chegar ao país. Havia poucos que moravam sozinhos e, entre a comunidade de imigrantes, era comum os indivíduos do mesmo comércio dividirem residências: padeiros, sapateiros ou artesãos podiam morar com seus empregadores, num período em que havia pequenos negócios dentro de prédios habitacionais.
Durante o processo de industrialização e a chegada em massa de imigrantes ao Uruguai, alguns setores da sociedade local não receberam bem os italianos. Enquanto os franceses e ingleses eram considerados "avançados", houve rejeição dos italianos devido a diferenças culturais, origens humildes ou sucesso econômico de alguns. Assim, termos depreciativos como "tano" - referindo-se aos napolitanos -, "gringo", "bachicha", "musolino", "goruta" ou "yacumino" surgiram, e o estereótipo do italiano foi representado em peças jocosas, conhecidas como sainetes. A rejeição não era apenas vivida na cidade, a chegada dos trabalhadores italianos no campo era percebida como uma "invasão" para os crioulos ali estabelecidos, levando à violência e até ao assassinato de imigrantes. Um diplomata francês escreveu em 1868 que os napolitanos "fiéis às práticas da Camorra ou do banditismo, se amontoam em favelas infectadas e ocupam a polícia".
A imigração italiana influenciou a cultura uruguaia, principalmente na língua, gastronomia, arquitetura, religião e música. O antropólogo Renzo Pi Hugarte afirmou que a presença italiana no Uruguai "deixou marcas profundas em sua cultura popular, a tal ponto que os elementos que vieram a distingui-la geralmente são percebidos como originários desses lugares e não como adaptações de modelos itálicos". Muitas personalidades da história cultural uruguaia são italianas ou descendentes de italianos. Francisco Piria, filho de imigrantes genoveses, tornou-se um dos principais fabricantes do país e até criou um balneário que ainda leva seu nome, Piriápolis. Em 2009, María Lucía Cardarello Rebellato, nascida em Canelones, conquistou a medalha de ouro no concurso de descendentes dos italianos Regina Italia nel Mondo. A imigração italiana também levou ao surgimento de jornais italianos como L'Italiano, Il Legionario Italiano, L'Italia e L'Italia al Plata, entre outros. L'Italiano, publicado semanalmente, apareceu em 1841 e foi fundado por o Giovanni Ligurian Battista Cuneo, pioneiro do jornalismo italiano na América do Sul e primeiro biógrafo de Garibaldi. Apesar de bem recebido pela colônia italiana, o jornal de Cuneo foi publicado pela última vez em 10 de setembro de 1842, com a edição número vinte e três, devido à falta de recursos e de colaboradores. Em uma Montevidéu sitiada e com os combatentes de Garibaldi defendendo a cidade, Cuneo começou a distribuir gratuitamente o Il Legionario Italiano para "continuar queimando o espírito de patriotismo dos legionários italianos".
Idioma
Em 1843, durante o Cerco de Montevidéu, o grupo de teatro "Aficionados Italianos" foi formado - e permaneceu ativo até 1848 - representando obras italianas, como Saul por Vittorio Alfieri; depois na década de 1880 outros atos teatrais atuaram como "O Clube Dramático Italiano", "Aspirazioni Drammatiche" e a "Companhia Dramática Italiana" que realizavam frequentemente versões em italiano de Otelo e Hamlet. Tal foi a proliferação de peças teatrais estrangeiras na capital uruguaia que algumas obras de dramaturgos uruguaios foram traduzidas para serem lançadas em francês ou italiano, como Samuel Blixen que estreou em italiano sua obra Un cuento del tío Marcelo ou Florencio Sánchez que estreou e chegou a atuar nessa língua. O escritor uruguaio Juan Carlos Sabat Pebet explicou:
Política
Tradicionalmente, a comunidade italiana que residia no Uruguai apoiava o Partido Colorado. Embora o Partido Colorado favorecesse a imigração italiana, principalmente urbana e comercial, o outro partido tradicional do Estado Oriental do Uruguai, o Partido Nacional, estava mais estreitamente ligado às antigas tradições rurais espanholas. Durante a Grande Guerra, o militar Giuseppe Garibaldi formou a Legião Italiana - composta por cerca de 630 imigrantes italianos - e lutou ao lado dos colorados comandados por Fructuoso Rivera para defender a cidade dos brancos e de Buenos Aires, que eles esperavam que fossem invadir da periferia. Em 2 de junho de 1882, cinco dias antes da morte de Garibaldi, foi fundado o "Círculo Legionário Garibaldino", uma sociedade em sua honra. Por suas lutas na Itália e na América do Sul, Garibaldi foi chamado de "o herói de dois mundos" e no início do século XX, início da hegemonia política do Partido Colorado, a figura do exército italiano foi elogiada como símbolo da italianidade e do ideal de liberdade. Comemorando o primeiro centenário de seu nascimento, em 4 de julho de 1907, o então presidente do Uruguai José Batlle y Ordóñez decretou um feriado nacional e presidiu uma celebração a cerca de quarenta mil pessoas em Montevidéu. Em 1915, o sucessor presidente, Feliciano Viera - também colorado - declarou um feriado nacional em 20 de setembro. Em 20 de setembro foi realizado o evento mais importante da comunidade italiana, que também foi transmitido na Argentina e no Brasil, e naquele dia, em 1919, um festival nacional uruguaio conhecido como "o dia da Itália" também foi celebrado.
Religião
A fraca organização da Igreja Católica após a independência da Banda Oriental estimulou a chegada de religiosos da Itália que se juntariam ao clero local. As primeiras congregações religiosas católicas italianas chegaram ao Uruguai entre década de 1830 e 1859, estas chegadas foram aumentadas graças à nomeação de Jacinto Vera como vigário apostólico. Segundo documentos da Arquidiocese de Montevidéu, padres italianos estiveram presentes no país entre 1850 e 1930. Durante o século XIX, por vezes se autorizou rezar as missas em italiano. Em meados daquele século instalou-se em Montevidéu um convento de franciscanos italianos e cinco freiras visitantes de Milão. Chegaram também várias congregações de mulheres, como as Filhas de Maria Santíssima do Jardim, as Filhas de Maria Auxiliadora e as Irmãs Capuchinhas da Madre Rubatto; em 1896 havia duas congregações masculinas e quatro congregações femininas de origem italiana.
Instituições
O fenômeno das sociedades italianas emergiu no século XIX, desenvolvendo-se principalmente durante a década de 1880. Em 1918, havia 26 associações italianas apenas em Montevidéu, a mais antiga das quais era a Società Reduci Patrie Battaglie, fundada em 1878. Somam-se a isso outras sociedades patrióticas, como Legionari garibaldini em 1883, Circolo Garibaldi e Superstiti di San Antonio; estes, juntamente com a Società Reduci Patrie Battaglie, iriam se fundir em 1921 para formar a Combattenti e reduci italiani, uma instituição ativa de apoio ao fascismo no Uruguai. O maior número de associações italianas que foram contadas em todo o país foi em 1897, quando havia setenta e duas associações, que reuniam um total de 11.400 membros. Durante o século XIX instalou-se também a Câmara de Comércio Italiana - a primeira do mundo. Entre 1883 e 1907 funcionou o Banco Italiano del Uruguay. Em 1892 foi inaugurado o Hospital Italiano de Montevidéu (Ospedale Italiano Umberto I) e a sociedade de socorro mútuo Operai italiani di Montevideo inaugurou uma escola italiana. Mais tarde, foram abertas as escolas italianas da Lega Lombarda e do Circolo Napolitano.Por iniciativa de Leone Maria Morelli, essas escolas foram fundidas para fundar em 1886 a Scuola Italiana da Sociedade Riunita, que em 1918 passou a se chamar Scuola Italiana di Montevideo. Outras associações que funcionavam como ponto de encontro para a comunidade tinham fins recreativos, como o Casino Italiano - que funcionava desde 1880 - ou o Circolo Italiano; outros eram orientados para esportes, como o Centro Atlético Italiano, ou música: a Lomé lombarda corale istrumentale ou a Scuola Corale Filodrammatica. Mais tarde, a Società di Mutuo Soccorso foi fundada em 1906, com 1.906 membros, e o Circolo Napolitano, com 1.421 membros.
Arquitetura e Urbanismo
Após a retirada dos portugueses da região em 1724, o engenheiro militar Domingo Petrarca foi enviado de Buenos Aires para a baía de Montevidéu para fazer o traçado da cidade e construir uma fortificação, localizada onde hoje fica a Praça Zabala. A origem de Petrarca não é conhecida com certeza, podendo ser italiana ou espanhola. Em 1826 o arquiteto Reggiano Carlo Zucchi estabeleceu-se em Buenos Aires e entre 1836 e 1843 continuou sua carreira na capital oriental, onde ingressou na Comissão de Topografia e Higiene e Obras Públicas como engenheiro e arquiteto, cargos que ocupou até sua renúncia por motivos políticos. Suas obras públicas em Montevidéu foram baseadas na expansão e reorganização da cidade, afetando principalmente o Porto de Montevidéu, a Plaza Independencia e seus arredores e o Cemitério Central de Montevidéu. De estilo neoclássico marcado, algumas de suas obras arquitetônicas mais importantes foram o projeto do Teatro Solís, inicialmente rejeitado devido ao seu alto custo, ou a casa García de Zúñiga (Museu Juan Manuel Blanes).
Gastronomia
Os hábitos alimentares uruguaios são fortemente influenciados pela culinária da Itália, que se adaptou ao novo ambiente e se fundiu com outros usos culinários presentes no país. Imigrantes italianos introduziram no Uruguai alguns alimentos que são consumidos com frequência para a população uruguaia, como macarrão, polenta, milanesa (cotoletta), farinata e pizza. Muitos imigrantes recém-chegados abandonaram seus velhos hábitos e começaram a consumir outros alimentos, como o churrasco; o diretor do Istituto Italiano di Cultura Angelo Manenti explicou: "Quando nossos compatriotas vieram para cá ou para a Argentina, encontraram um mundo de cabeça para baixo, onde a coisa mais barata e fácil era a carne, que na Itália era a comida dos ricos." Esse impacto entre os imigrantes italianos e seu novo território deu origem à culinária ítalo-uruguaia ou ítalo-rio-platense, explicou o jornalista culinário uruguaio Ángel Ruocco:


