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Alexandr Prokhanov

Alexandr Andreyevich Prokhanov é um escritor russo, membro do secretariado da União dos Escritores da Federação Russa e autor de mais de 30 romances e coletâneas de contos. Ele é o editor-chefe do Zavtra, um jornal russo de extrema-direita que combina visões ultranacionalistas e anticapitalistas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/10/2026
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Início da vida

Alexandr Prokhanov nasceu em Tiblíssi, na Geórgia soviética — local para o qual seus ancestrais, que eram molocanos, haviam sido deportados por Catarina, a Grande. Seu tio-avô, Ivan Prokhanov, foi líder da União de Cristãos Evangélicos de Toda a Rússia (1908–1928) e, por um período, vice-presidente da Aliança Batista Mundial; ele deixou a URSS em 1928 e faleceu no exílio. Em 1955, Prokhanov ingressou no Instituto de Aviação de Moscou, onde, pela primeira vez, começou a escrever poesia e prosa. Após a graduação, trabalhou como engenheiro em uma fábrica do Ministério da Defesa e, entre 1962 e 1964, atuou como guarda-florestal na Carélia e na região de Moscou. No final da década de 1960, passou a escrever ensaios e reportagens para diversas revistas (Krugozor, Smena, Selskaya Molodyozh), apontando, mais tarde, Andrei Platonov e Vladimir Nabokov como suas principais influências.

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Carreira

O conto "O Casamento" (1967), de Prokhanov, recebeu elogios da crítica e é considerado a obra que marcou sua ascensão. Dois anos depois, ele trabalhava para os jornais soviéticos Pravda e Literaturnaya Gazeta. Como correspondente estrangeiro, Prokhanov visitou o Afeganistão, a Nicarágua, o Camboja, Angola e a Etiópia; essas missões forneceram-lhe material para futuros trabalhos literários. Prokhanov foi o primeiro a relatar os acontecimentos de março de 1969 na ilha de Damansky, durante o conflito fronteiriço sino-soviético. Em 1972, Prokhanov tornou-se membro da União dos Escritores Soviéticos. Em meados da década de 1980, colaborou ativamente com a Molodaya Gvardiya, a Nash Sovremennik e o jornal Literaturnaya Rossiya. Em 1990, Prokhanov surgiu como candidato ao cargo de editor-chefe do Literaturnaya Gazeta, mas a equipe o ignorou, preferindo Fyodor Burlatsky, protegido de Mikhail Gorbatchov. Entre 1989 e 1991, Prokhanov atuou como editor-chefe da Sovetskaya Literatura, uma revista publicada em nove idiomas em mais de cem países. Apesar de sua reputação como comunista de linha-dura, ele jamais se filiou ao Partido Comunista da União Soviética.

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Ativismo político

Figura controversa, Prokhanov é visto na Rússia, por alguns, como um autor original que ostenta "uma rara combinação de ética pós-modernista e agenda imperialista" e, por outros, como um difusor de visões nacionalistas extremistas que formaram a plataforma ideológica do Zavtra, o jornal ultraconservador que ele lidera desde 1993. Outro ultranacionalista russo, Alexandr Dugin, atribuiu a Prokhanov o papel de "padrinho do movimento de oposição da Nova Rússia" — embora tenha lamentado sua recusa em participar mais ativamente do movimento, optando, em vez disso, por apoiar figuras políticas que Dugin classificou como "os monstros da Praça Staraya". Em 1991, durante a eleição presidencial da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, Prokhanov trabalhou na campanha do general Albert Makashov, um candidato ultraconservador. Em setembro de 1992, Prokhanov foi um dos fundadores da Frente de Salvação Nacional, da qual foi copresidente até abril de 1994. Em setembro de 1994, na qualidade de um dos organizadores do Congresso de Todas as Forças Patrióticas da Rússia, Prokhanov figurou entre os signatários da petição que exigia a renúncia do presidente.

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Vida pessoal

Viúvo, ele tem uma filha e dois filhos. Um deles é o jornalista Andrey Fefyolov, membro da equipe do Zavtra. O outro filho, Vasily, colabora com o Zavtra como repórter fotográfico.

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Fontes consultadas

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