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Bertolínia

Bertolínia é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 07º38'28" sul e a uma longitude 43º57'05" oeste, estando a uma altitude de 271 metros. Sua população estimada em 2020 era de 10.507 habitantes. Possui uma área de 1225,6 km².

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História e geografia

Imagem: Raphael Lorenzeto de Abreu · BY · Openverse

Pela lei n.º 155, de 16 de junho de 1890 o recém criado município de Aparecida ficou pertencendo ao distrito judiciário de Jerumenha. Nesse mesmo ano, pela resolução n.º 10, de 24 de julho, foram criados os ofícios de tabelião do público, judicial e notas, escrivão de órfãos, crime, cível e mais anexos e os de distribuidor e partidor do novo município. Em 1897, pela lei n.º 154, que extinguiu a comarca de Jerumenha e criou a de Floriano de 1.ª entrância passaram a pertencer ao seu distrito o de Jerumenha e, consequentemente, o de Aparecida. A lei n,º 244, de 29 de junho de 1900, restabeleceu a comarca de Jerumenha, sendo que Aparecida volta a esta pertencer. Mais tarde, pela lei n.º 307, de 15 de junho de 1902, com a nova supressão da comarca de Jerumenha, regressaram à jurisdição de Floriano os distritos de Jerumenha e Aparecida, além do de Uruçuí, recém desmembrado de Aparecida, ficando esta composta de quatro distritos.

Origem

O Município de Bertolínia, antiga Aparecida, tem sua origem e evolução estritamente ligada à tradição religiosa, segundo a qual, há alguns séculos, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Município, apareceu no local em que, posteriormente, foi construído o templo religioso. Com esse acontecimento surgiu uma grande devoção de pessoas no Lugar de Nossa Senhora, ou simplesmente Lugar da Senhora, como ficou conhecido, sendo que dito romeirismo veio aumentando, de modo que ainda hoje ali existe um concorrido festejo religioso. Em face do crescente romeirismo, em 1799 o fazendeiro Bernardo Gonçalves de Brito, desmembrou de sua fazenda Piripiri, hoje Boa Esperança, onde se situava o lugar, meia légua de terras e doou à Igreja, tendo início, assim, a povoação.

Freguesia

Em 1856, tendo em vista o povoado já possuir certo aspecto urbano, todo ele constituído em forma de uma pequena praça em torno da capela, foi criada a freguesia de Nossa Senhora Aparecida, pela lei provincial n.º 419, de 10 de janeiro. Contudo, porque não foi canonicamente provida, foi a sede da freguesia transferida para a vila da Manga, sob a invocação de N. Sra. da Uhica, pela lei provincial n.º 502, de 7 de agosto de 1860. Novamente, a mesma Assembleia Legislativa Provincial restabeleceu a freguesia de N. Sra. Aparecida pela lei provincial n.º 1053, de 7 de junho de 1882. Infelizmente, também essa lei não teve execução, permanecendo os fiéis católicos na dependência religiosa de Jerumenha, Uruçuí e Colônia do Gurguéia, sucessivamente, até 12 de agosto de 1997, quando foi criada e efetivamente implantada a nova freguesia de N. Sra. da Conceição Aparecida de Bertolínia.

Emancipação política

Nesse contexto o “Lugar da Senhora” conquistou sua emancipação política pelo decreto estadual n.º 11, de 22 de Janeiro de 1890, que o elevou à categoria de vila e município, instalado oficialmente em 11 de agosto do mesmo ano. O território foi integralmente desmembrado do município de Jerumenha. Passou a ser designado por vila e município de Nossa Senhora Aparecida, ou simplesmente vila de Aparecida.

Divisão administrativa

Pela resolução n.º 9, de 14 de setembro de 1898, ficou o município de Aparecida dividido em três distritos fiscais e policiais, a saber: o primeiro, constituído do território em que se acha situada a vila sede do município, e mais as fazendas Quiabos, Buriti, Pedras, Malícias, Cajazeiras, Boa Esperança, Riacho-da-Porta, Buraco, Jaco, Chapada, Tinguis, Brejo, Cascavel, Limoeiro, Irapuá, Bonita, Xixá, Torre, Escondido, Poços, Ouro, Serra Vermelha, Estiva, Anhuma, Tapuio, Buriti Grande, Olheiros, Prazeres, Cabeceiras e Canto Alegre; o segundo, do território das fazendas Almécegas, Santo Antônio, São Dimas, Brejo Grande, Recreio, Horto, Fazenda Grande, Água Branca, Várzea, Flores, Santa Rosa, Anda-sol, Rosário, Mangabeira, Alagoa Grande, Campo Alegre e Taquari; o terceiro, do território das fazendas São Francisco, Gibóia, Sangue, Graciosa, Santa Teresa, Pau-ferrado, Careca, Bom-fim, São Gregório, Velame, Santa Maria, Buritizal, Santa’Ana, Santo Antônio, Torre, Corrente, Angicos, Bacabal, Babilônia, Alegre, Conceição, Sucupira, Riacho, Bom Sucesso, Brejão, São Joaquim, Floresta, Monte Alegre, Santa Bárbara, Santo Estêvão, Remanso, Águas Belas e Livramento.

Extinção e restauração

Porém, pelo decreto n.º 1279, de 26 de junho de 1931, foi o município de Aparecida extinto, sendo reanexado ao de Jerumenha na categoria de distrito municipal e conservando a sua sede a categoria de vila. Por esse decreto foram eliminados dezenove municípios piauienses, todos atingidos por uma enérgica medida do interventor Federal no Piauí, tenente Landry Sales Gonçalves. Como distrito municipal pertencente a Jerumenha, situação que perdurou por três anos, Aparecida foi administrada por um agente distrital nomeado pelo prefeito de Jerumenha. Felizmente, atendendo a solicitação da comunidade, foi restaurada a autonomia administrativa do município pelo decreto n.º 1575, de 17 de agosto de 1934.

Cidade e novo topônimo

Com essa mesma designação foi a sede elevada à categoria de cidade pela lei estadual n.º 52, de 29 de março de 1938, sendo instalada oficialmente em 1.º de janeiro de 1939. Atendendo à legislação federal que vetava a duplicidade de topônimo das cidades brasileiras, Aparecida, reconhecido centro de culto mariano do Piauí, perde sua tradicional denominação para receber o nome de Bertolínia, em face do decreto estadual n.º 754, de 30 de dezembro de 1943. O novo nome foi uma homenagem ao tenente-coronel Bertolino Alves e Rocha, benfeitor da comunidade.

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Fontes consultadas

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