André Pederneiras
Carlos André Pederneiras de Castro é um treinador e promoter de jiu-jitsu brasileiro (BJJ) e artes marciais mistas (MMA). Ex-competidor de jiu-jitsu brasileiro, atualmente detentor de uma faixa coral preta e vermelha de 7º grau, Pederneiras é hexacampeão do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu. Durante sua breve carreira como lutador de MMA, desafiou Pat Miletich pelo Campeonato Peso-Médio do UFC em 1999 e competiu em eventos Vale Tudo Japan organizados pelo Shooto.
Imagem: Carolinerepolho · BY-SA · Openverse
Carlos André Pederneiras de Castro nasceu em 22 de março de 1967, no Rio de Janeiro, Brasil. Aos 17 anos, ingressou em uma academia com o objetivo inicial de treinar musculação para condicionamento físico. No entanto, a academia também oferecia aulas de jiu-jitsu brasileiro (BJJ), e ele decidiu experimentá-las. Treinou com Rodrigo Vieira, aluno de Rickson Gracie, até receber a faixa-marrom. Após Vieira deixar a academia para se juntar a outra, Carlson Gracie tornou-se o treinador de Pederneiras e também o convidou para ser instrutor dos juniores na academia. Em 1989, Pederneiras recebeu a faixa-preta de Gracie aos 22 anos. Em 2018, Pederneiras tornou-se proprietário da academia onde começou a treinar, renomeando-a como Academia Upper. Durante sua carreira no jiu-jitsu brasileiro pela equipe Carlson Gracie, Pederneiras foi hexacampeão do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu. Em 2019, a Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF) promoveu Pederneiras ao 7º grau da faixa coral (preta e vermelha).
Pederneiras teve uma breve carreira no MMA, que durou de 1998 a 2000. Em 1998, Pederneiras estreou no Vale Tudo Japan, onde derrotou Rumina Sato no primeiro round por nocaute. Em 1999, Pederneiras desafiou Pat Miletich pelo Campeonato Peso-Médio do UFC no UFC 21, onde perdeu no segundo round por nocaute técnico. No mesmo ano, Pederneiras enfrentou Caol Uno no Vale Tudo Japan, e a luta terminou em empate. Em 2000, Pederneiras lutou contra Genki Sudo no C2K: Colosseum 2000, onde a luta também terminou em empate. Essa foi a última luta de Pederneiras em sua carreira no MMA, após a qual ele se aposentou para se dedicar integralmente ao papel de treinador.
Após obter sua faixa-preta, Pederneiras fundou sua própria equipe de jiu-jitsu brasileiro, chamada Dedé Pederneiras Jiu Jitsu. Embora tenha alcançado sucesso rapidamente, a equipe não conseguia competir com equipes maiores, como Gracie Barra e a equipe Carlson Gracie, que dominavam os torneios devido ao grande número de atletas que inscreviam. Pederneiras conheceu Wendell Alexander em um torneio de jiu-jitsu brasileiro. Alexander também liderava sua própria equipe de jiu-jitsu, chamada Mello Tênis Clube, e, assim como Pederneiras, enfrentava dificuldades para competir com equipes maiores. Em 1995, os dois uniram forças para criar a academia Nova União. A Nova União tornou-se uma das principais equipes de jiu-jitsu brasileiro, conquistando inúmeras medalhas em torneios como os Campeonatos Mundiais de Jiu-Jitsu. No final dos anos 1990, Pederneiras foi um dos primeiros brasileiros a abrir as portas de sua academia para estrangeiros, sendo os mais notáveis inicialmente B.J. Penn e John Lewis. Isso gerou controvérsia, e seu antigo mestre, Carlson Gracie, o chamou de Creonte (termo que significa traidor), embora o sentimento antiforeigners tenha diminuído com o tempo. Penn conquistou sua faixa-preta com Pederneiras em 2000, em apenas três anos, e alguns meses depois tornou-se campeão na divisão peso-pena do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu na categoria faixa-preta. Ele foi o primeiro americano a alcançar esse feito.
Kanō Jigorō → Tomita Tsunejirō → Mitsuyo Maeda → Carlos Gracie → Carlson Gracie → André Pederneiras


