Luiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido mononimamente como Lula, é um ex-metalúrgico, ex-sindicalista e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). É o 39.º presidente do Brasil desde 2023, havendo sido também o 35.º a ocupar o cargo, entre 2003 e 2011.
Origens e infância
Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945[nota 4] na localidade de Caetés,[nota 3] em Garanhuns, interior de Pernambuco. É o sétimo dos oito filhos[nota 5] de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, conhecida como Dona Lindu, um casal de lavradores iletrados que vivenciaram a fome e a miséria na zona mais pobre de Pernambuco. Faltando poucos dias para sua mãe dar à luz, Aristides decidiu tentar a vida como estivador em Santos, levando consigo Valdomira Ferreira de Góis, a "Mocinha", uma prima de Dona Lindu, com quem formaria uma segunda família. Quando viajaram, Mocinha já estava grávida. Aristides e Valdomira tiveram dez filhos juntos. Nos primeiros anos, Aristides enviava dinheiro a Dona Lindu.
Educação e trabalho
Durante o período em que as duas famílias de seu pai conviveram, Lula foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias, apesar da falta de incentivo do pai, analfabeto, que entendia que seus filhos não deveriam ir à escola, mas apenas trabalhar. Ainda quando morava no Guarujá, aos oito anos, trabalhou como vendedor no cais. Tinha que ir ao mangue para retirar lenha, marisco e caranguejo, além de buscar água e trabalhar eventualmente como vendedor nas ruas. Aos doze anos, já em São Paulo, começou a trabalhar como entregador de roupas de uma tinturaria a fim de contribuir na renda familiar. Durante o mesmo período também trabalhou como engraxate e auxiliar de escritório. Em 1960, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, como office-boy nos Armazéns Gerais Colúmbia. Após, passou a trabalhar como aprendiz de torneiro mecânico na metalúrgica Parafusos Marte. Em 1961, foi aprovado em um curso de tornearia mecânica que era mantido por um convênio entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Parafusos Marte. Nos próximos dois anos, trabalhava por meio período na Parafusos Marte e no outro meio período estudava no SENAI. Em 1963, recebeu seu diploma de meio-oficial de torneiro-mecânico no SENAI.
Sindicalismo
Quando o golpe de Estado de 1964 foi deflagrado, Lula não se insurgiu; naquele momento, não possuía interesse em temas que envolviam a política e, como descreveu mais tarde, "eu não tinha a menor noção do significado daquilo".[nota 9] Em 1968, filiou-se ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Lula relutou em filiar-se e candidatar-se a um cargo sindical pois à época tinha uma visão negativa do sindicato e seu grande lazer era jogar futebol.[nota 10] Apesar de não ter qualquer experiência sindical, já era apontado como pessoa carismática, que se destacava e dizia o que os trabalhadores queriam escutar. Convencido a integrar a chapa, sob influência de seu irmão Frei Chico, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, elegeu-se no 19.º lugar na lista dos 25 diretores e suplentes, continuando a exercer suas atividades de operário.
Apesar de cético em relação aos políticos e partidos dominantes na ditadura, Lula e seus assessores apoiaram candidatos a cargos eletivos — dentre eles, Fernando Henrique Cardoso em sua campanha ao Senado em 1978. Durante a greve de 1979, começou a sugerir a necessidade de estabelecer um partido político. Naquele ano, iniciaram-se as preparações para a criação do Partido dos Trabalhadores, com Lula atuando como um dos principais dirigentes sindicais aliados e assumindo a presidência da executiva nacional em 26 de maio de 1980, uma semana após deixar a prisão no DOI-CODI. Em agosto de 1980, discursou: "O PT é uma coisa muito prática [...] Estamos precisando de um instrumento, uma ferramenta, para abrir espaço pra participação política do trabalhador. E o PT é isso!" O partido gradativamente reuniu personalidades da esquerda, do PCB até a Ação Popular. Com feições radicais,[nota 14] o PT rejeitava todos os modelos de esquerda existentes, adotando um discurso socialista que seria apoiado pelas "massas em luta".
Candidatura à Presidência da República em 1989
Em 1989, realizou-se a primeira eleição direta para presidente da República desde o golpe militar de 1964. Numa disputa fragmentada, as pesquisas de opinião para o primeiro turno revelavam a liderança de Fernando Collor, ex-governador de Alagoas, cuja campanha focava em apresentá-lo como um "candidato contra o sistema" que se empenharia em perseguir os "marajás", e intitulá-lo como "o oposto de José Sarney". As candidaturas de Lula e de Mário Covas, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), angariaram sólido apoio de seus respectivos partidos políticos. Outros candidatos incluíram Leonel Brizola, que reivindicava o papel de herdeiro do populismo de Getúlio Vargas, Paulo Maluf, candidato da direita, e Ulisses Guimarães, que presidiu a Assembleia Constituinte e era um símbolo da oposição à ditadura. De acordo com as novas regras constitucionais estabelecidas, era necessário que um candidato recebesse mais de 50% dos votos válidos para vencer no primeiro turno.
Campanhas de 1994 e 1998
No governo Collor, Lula se dedicou ao fortalecimento do PT, retornando à presidência do partido em junho de 1990. Em paralelo a seu compromisso com o socialismo,[nota 23] concluiu que, com a derrota no pleito de 1989, necessitava formar alianças com o centro e com a direita. Por meio do manifesto "O Socialismo Petista", o partido se comprometeu com os valores da democracia plural, classificou a União Soviética como antidemocrática, apoiou movimentos como o Solidariedade polonês e criticou o que denominava de imperialismo norte-americano e o capitalismo. Em julho de 1990, o partido formou um "governo paralelo", imitando o shadow cabinet inglês, para fiscalizar o governo Collor, apresentar propostas e "treinar" um eventual governo da sigla. Lula foi um dos líderes do governo paralelo. Em 1992, foi um dos articuladores do movimento que culminou no afastamento de Collor. No plebiscito sobre o sistema de governo em 1993, apoiou o parlamentarismo. No mandato de Itamar Franco, manteve boas relações pessoais com o presidente, mas permaneceu na oposição ao seu governo.
Vitória em 2002
Decidido a concorrer à presidência pela quarta vez, Lula abdicou dos "erros" cometidos em campanhas anteriores, como manifestações de posições tidas como radicais. Para aumentar sua base de apoio, pactuou os compromissos necessários em termos de alianças e de programa eleitoral. Como marqueteiro, contratou Duda Mendonça, que havia trabalhado em campanhas de Collor e Maluf.[nota 24] No âmbito social, a proposta mais atrativa era acabar com a fome. Em junho de 2002, publicou a "Carta ao povo brasileiro" para acalmar o mercado financeiro. No texto, comprometeu-se a equilibrar o desenvolvimento econômico com a justiça social, a controlar a inflação, a respeitar o equilíbrio fiscal e a administrar a dívida interna e externa. Para a vice-presidência, escolheu o senador e empresário José Alencar, que atuou como ponte entre o petista e o mercado.
Primeiro mandato
Lula foi empossado como o 35.º presidente da República em 1.º de janeiro de 2003, tornando-se o primeiro filiado ao PT e o primeiro ex-operário a ocupar o cargo. Em seu discurso de posse, classificou a data como o "dia do reencontro do Brasil consigo mesmo", prometendo combater a fome, gerar empregos, implantar políticas de proteção social, valorizar o comércio exterior e as relações internacionais, tendo a América do Sul como prioridade. Lula proclamou a chegada de uma "nova era" e convocou "todos os homens e mulheres brasileiros, empresários, sindicalistas e intelectuais, a construir uma sociedade mais justa, fraterna e solidária". Desejando estabelecer um governo de coalizão, a composição ministerial contava com 34 pastas, das quais 18 foram destinadas a petistas, englobando ainda membros do PL, PC do B, PPS, PSB, PDT, PTB e PV. Foram nomeados políticos como Dilma Rousseff (Minas e Energia), José Dirceu (Casa Civil), Aloízio Mercadante (Fazenda), Ciro Gomes (Integração Nacional), Celso Amorim (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente), Gilberto Gil (Cultura) e Cristóvam Buarque (Educação).
Reeleição em 2006
Em julho de 2006, Lula oficializou sua candidatura à reeleição, mantendo José Alencar como vice. Sua coligação "A Força do Povo" contou com o apoio formal de PT, PRB e PC do B. Na mesma época, uma pesquisa do Datafolha apontou sua vantagem como superior a dois dígitos em relação ao oponente mais forte, o tucano Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. A retórica de sua campanha foi mais populista do que em 2002 e comparava o primeiro mandato com o governo FHC. Havia a expectativa de que a reeleição fosse garantida em primeiro turno, e as pesquisas de opinião indicavam esse cenário. No primeiro turno, entretanto, Lula recebeu 48,61% dos votos válidos, enquanto Alckmin somou 41,64%, forçando uma nova votação. O escândalo do dossiê, no qual petistas foram acusados de encomendar um dossiê contra tucanos, e a ausência de Lula no debate da TV Globo foram considerados fatores que enfraqueceram sua candidatura.
Segundo mandato
Empossado para seu segundo mandato presidencial em 1.º de janeiro de 2007, Lula reiterou como prioridade avançar nos interesses dos mais pobres. O governo rebateu as acusações de que sua política social era um gasto populista, estabelecido para "comprar os pobres",[nota 28] afirmando que se tratava de uma reparação histórica. O salário mínimo cresceu 23,69% em termos reais no primeiro mandato e 20,94% no segundo. Em paralelo, buscava vigorar o crescimento econômico, com taxas mais altas de crescimento anual do PIB. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi uma das medidas definidas para este fim. O PAC fixou ações na infraestrutura, estímulo ao crédito e financiamento, desoneração tributária e metas fiscais de longo prazo.
Impacto e legado
Em 2002, o Brasil ocupava a 14.ª posição no ranking global de economias, segundo dados do FMI, chegando a subir para a 7.ª posição em 2011. Geralmente se coloca entre as maiores conquistas dos governos de Lula as que ocorreram na área social, em particular a redução da pobreza e da fome. O índice Gini de desigualdade social caiu de 57,6 em 2002 para 52,9 em 2011. De 2003 a 2014, a quantidade de pessoas abaixo da linha da pobreza caiu de 42 milhões para 14 milhões; no mesmo período, o número de brasileiros na extrema pobreza passou de 13 milhões para 5 milhões. Em 2000, 10,9% da população encontrava-se em estado de desnutrição, reduzindo para 5,6% em 2007 e para 2,5% em 2014. Em 2010, Lula recebeu o título de "Campeão Mundial na Luta Contra a Fome", concedido pela Organização das Nações Unidas.
Após deixar a presidência, Lula iniciou uma carreira como palestrante. Sua primeira palestra foi em março de 2011, para executivos da LG. As estimativas dos valores de suas palestras rondaram a casa dos 200 mil reais no Brasil e 332 mil reais no exterior. Lula manteve-se como articulador político, aconselhando Dilma e seu governo. Entre outubro de 2011 e março de 2012, visitou mais de 30 países. Em 2012, impôs no âmbito interno de seu partido a vitoriosa candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, apostando em Haddad como uma renovação. Em 2013, assinou um contrato com o jornal norte-americano The New York Times para escrever uma coluna mensal no jornal sobre política e economia internacionais. Em 2014, contrariando rumores, declarou que não disputaria a presidência naquele ano.
Operação Lava Jato
Em 2014, com o início da Operação Lava Jato, investigadores passaram a apurar desvios bilionários ocorridos na Petrobras durante os governos Lula e Dilma. O esquema, intitulado "Petrolão", envolvia a cobrança de propina das empreiteiras, assim como lavagem de dinheiro e superfaturamentos de obras públicas, como meio de financiar políticos, funcionários, partidos e campanhas eleitorais. De acordo com investigações e delações premiadas, estavam supostamente envolvidos em corrupção membros da Petrobras, funcionários públicos e políticos eleitos, incluindo Lula. A Operação Lava Jato foi saudada por seu combate à corrupção, mas apontada como uma das causas para a perda de investimentos e de milhões de empregos.
Candidatura presidencial em 2018
Em 2017, Lula anunciou publicamente que seria novamente o candidato do PT à presidência da República. Em setembro daquele ano, saiu em caravana pelos estados do Brasil, começando por Minas Gerais. No ano seguinte, ao atravessar a região Sul do país, a caravana petista foi recebida com protestos. No Paraná, o ônibus da comitiva foi atingido por tiros, e no Rio Grande do Sul, militantes pró-Lula foram atingidos por pedras. Mesmo após sua prisão, o PT insistiu e manteve Lula como candidato do partido à presidência. As pesquisas apontavam Lula na liderança do pleito; em junho de 2018, possuía 33% das intenções de votos, conforme o Ibope, mais que o dobro do segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro. De dentro da cadeia, articulou uma aliança nacional com o PC do B e alianças regionais com o PSB, contribuindo para isolar a candidatura de seu maior adversário no campo da esquerda, o ex-governador Ciro Gomes.
Campanha presidencial de 2022
Solto da prisão em 2019 e com os direitos políticos restaurados, Lula pavimentou sua campanha pelo retorno à presidência da República na eleição de 2022, buscando uma vitória contra o candidato à reeleição Jair Bolsonaro, cujo governo encontrava-se desgastado, principalmente, por medidas negacionistas tomadas durante a pandemia de COVID-19 e políticas econômicas, ambientais e culturais. O PT reuniu em sua coligação nove partidos, entre os quais o PSB, que integrou a chapa lançando o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, antigo adversário político de Lula que havia se desfiliado do PSDB, em uma aliança considerada "improvável". Estiveram na coalizão também partidos como o PSOL, que deixou de lançar candidatura própria em contraponto ao programa do PT para apoiar Lula em uma frente de esquerda, afirmando ser parte de um "processo de superação da extrema-direita" que se iniciaria com a derrota de Bolsonaro.
A transição presidencial para o governo Lula iniciou no início de novembro de 2022. Ainda assim, Bolsonaro não congratulou o presidente eleito nem reconheceu sua derrota. Durante os últimos meses do ano, apoiadores ferrenhos de Bolsonaro realizaram manifestações golpistas em todo o país contra a vitória de Lula e, inflamados pela desconfiança de Bolsonaro no sistema eleitoral e nas urnas eletrônicas, pediram intervenção militar para impedir seu retorno ao Executivo federal. Em 1.º de janeiro de 2023, Lula foi empossado sem receber a faixa presidencial do antecessor; foi encontrada como alternativa a transferência simbólica por pessoas que representavam diferentes setores da sociedade brasileira. Sob o slogan "União e reconstrução", o governo foi composto inicialmente por 37 ministérios, dos quais onze eram comandados por mulheres, o maior número da história política do país. Uma semana depois de sua posse, uma tentativa de golpe foi perpetrada por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Os golpistas invadiram as sedes dos três poderes em Brasília, mas não lograram êxito. A resposta do governo federal incluiu a intervenção na segurança pública do Distrito Federal.
Casamentos e filhos
Em 24 de maio de 1969, Lula casou-se com a operária mineira Maria de Lourdes da Silva, irmã de seu melhor amigo, Jacinto Ribeiro dos Santos, o "Lambari". Lourdes contraiu hepatite no oitavo mês de gravidez, em junho de 1971, falecendo quando os médicos decidiram fazer uma cesariana para tentar salvar mãe e filho, que também não sobreviveu. Em 1974, teve uma filha chamada Lurian com a enfermeira Miriam Cordeiro, sua namorada na época. Mais tarde no mesmo ano, casou-se com a então viúva Marisa Letícia Casa dos Santos, vindo anos depois a adotar o filho dela, Marcos Cláudio, que nem chegara a conhecer o pai biológico. O casamento de mais de trinta anos com Marisa gerou três filhos: Fábio Luís (1975), Sandro Luís (1979), e Luís Cláudio (1985). Marisa morreu em 2017, em decorrência de um acidente vascular cerebral.
Saúde
Em 29 de outubro de 2011, Lula foi diagnosticado com câncer de laringe pela equipe do médico Paulo Hoff, do Hospital Sírio-Libanês. Fumante durante quarenta anos, após começar a apresentar rouquidão por um tempo prolongado, foi identificado um tumor maligno de tamanho médio (dois a três centímetros) na laringe. A assessoria de imprensa do Instituto Lula, sua organização não governamental, informou que o tratamento iria iniciar com uma sessão de quimioterapia em 31 de outubro, mas, a pedido de Lula, não foi divulgado o número de sessões realizadas. No entanto, foi divulgada a duração aproximada do tratamento, que se estimava de três meses segundo o oncologista Artur Katz, responsável pelo tratamento. Lula realizou o tratamento no Hospital Sírio-Libanês.
Prêmios e honrarias
Em 2025, Lula foi agraciado pela 37.ª vez com o título de doutor honoris causa, sendo o último conferido pela Universidade Paris 8 Em 2020, foi condecorado pela prefeita Anne Hidalgo como cidadão honorário de Paris. Também em 2025, recebeu honraria da Academia Francesa, sendo o segundo brasileiro, após Dom Pedro II. Dentre os prêmios recebidos por Lula no Brasil, estão a Ordem do Mérito Militar, a Ordem do Mérito Naval, a Ordem do Mérito Aeronáutico, a Ordem do Cruzeiro do Sul, a Ordem do Rio Branco, a Ordem Nacional do Mérito e a Ordem do Mérito Judiciário Militar. Em âmbito internacional, foi condecorado com as medalhas da Ordem da Águia Asteca (México), a Ordem Amílcar Cabral (Cabo Verde), a Ordem da Liberdade, a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e a Ordem de Camões (Portugal), a Ordem Nacional do Mérito (Argélia), a Ordem de Boyacá (Colômbia), e a Ordem Marechal Francisco Solano López (Paraguai).
Referências na cultura popular
Em 1995, a banda Os Paralamas do Sucesso lançou a canção "Luís Inácio", que faz alusão ao trecho de uma fala de Lula em 1993.[nota 32] Em 1996, foi lançada a biografia Lula, o Filho do Brasil, de Antonio Candido. Em 2009, o cineasta Fábio Barreto dirigiu o filme Lula, o Filho do Brasil, que retrata a vida de Lula até os 35 anos, baseando-se no livro de Candido. O filme foi um fracasso de crítica e público, acusado de ser propaganda política, e os produtores até o exibiram de graça. Alguns observadores no Brasil disseram que o filme foi um sinal de culto à personalidade. Lula foi retratado nos documentários Peões, que mostra a luta do movimento sindical do ABC Paulista, e Entreatos, que acompanha sua campanha política de 2002, ambos lançados em 2004. Lula ainda participou de dois documentários dirigidos por Oliver Stone sobre Hugo Chávez: South of the Border (2009) e Mi amigo Hugo (2014).
Relações com a imprensa e notícias falsas
Diferentes comentaristas criticaram a relação de Lula com os meios de comunicação, tanto por suas críticas aos veículos da imprensa como por suas propostas de regular a mídia.[nota 33] Em 2004, o governo Lula cogitou expulsar do país o jornalista americano Larry Rohter, do The New York Times, por escrever uma reportagem sobre a suposta propensão de Lula a beber, mas a decisão foi revogada depois de uma retratação por escrito do repórter. Em 2019, o site Aos Fatos checou o discurso de Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, concluindo que este havia feito seis declarações falsas, quatro verdadeiras e uma imprecisa. Em 2020, citou o nazismo para atacar a TV Globo e acabou, em parte, defendendo os ataques de Bolsonaro direcionados a jornalistas. A declaração recebeu críticas da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e da Federação Nacional dos Jornalistas.


