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Anábase

Anábase é a obra mais famosa do historiador e soldado profissional grego antigo Xenofonte. É a história da jornada de um grupo de soldados gregos que, em 401 a.C, marcharam desde a costa até o interior do império persa, governado pelo rei Artaxerxes II.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Subdivisão da obra

Anábase está dividida em sete livros, que se unificam em uma mesma história. De forma geral, é possível notar três blocos no decorrer dos livros, sendo que somente o primeiro livro da coleção está estritamente voltado ao título, no caso, anábase. Está divisão ocorre da seguinte forma: Livros II ao IV: (Catábase) Foco na marcha do campo de batalha de Cunaxa até o mar. Livros V ao VII: (Parábase) O foco é a marcha no decorrer da costa desde Trapezunte até à zona do Helesponto.

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Sinopse

O livro Anábase retrata a saga do Exército dos Dez Mil, um grupo de soldados mercenários contratados por Ciro, o Jovem, príncipe persa, que desejava tomar o trono do Império que estava em posse de seu irmão, Artaxerxes II. O desenrolar dos sete livros compostos por Xenofonte contam os fatos que levaram, construíram e desdobraram a Batalha de Cunaxa onde o enfrentamento entre os irmãos se concretiza. Nesse contexto, Xenofonte, a convite de Próxeno, acompanha o Exército ao lado de Ciro e partem, então, de Sardis. Xenofonte sempre é descrito (pois a obra é composta em terceira pessoa) como sábio e possuidor de natural espírito de liderança, porém de início ele não está entre os comandantes selecionados pela assembleia dos soldados. Na Batalha de Cunaxa, as forças do Exército dos Dez Mil derrotam o exército persa. Porém Ciro é morto durante o processo e a batalha, em um ato, descrito por Xenofonte como de arrogância do comandante grego →→Clearco, em não obedecer as táticas ordenadas por Ciro. Assim, mesmo com resultado favorável, não atinge seu propósito de destronar Artaxerxes II e coroar Ciro.[carece de fontes?]

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Contexto Histórico: A obra Anábase

Escrita por Xenofonte, que parece num primeiro momento um livro com correspondências de guerra, foi escrita num contexto histórico bastante tenso, pois naquela época, cerca de quatrocentos anos da era cristã, a Grécia ainda não tinha finalizado o processo de cicatrização das feridas provocadas pela Guerra do Peloponeso, que durante 27 anos ceifou a vida de muita gente nas principais comunidades helênicas: Atenas e Esparta. Após a guerra, Atenas já não tinha mais a hegemonia, fruto da ajuda prestada por Ciro, filho do rei da Pérsia, aos Lacedemônios . O príncipe Ciro, ordenou que seus comissários recrutassem homens para formar um exercito, que lhe possibilitasse bater o seu próprio irmão e assim tomar o trono da Pérsia. Foram do Peloponeso a Ásia Menor, foram em todas as partes e assim conseguiram juntar 13 mil homens de nacionalidade grega, para assim então formar as suas tropas de choque e Xenofonte, de uma família de posses financeira e educação integrada no circuito do filósofo Sócrates, está entre esses mercenários.

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Personagens Principais

Ciro, o Jovem: Ciro foi um Príncipe e general persa. Irmão mais novo de Artaxerxes II, herdeiro do trono persa, Ciro, que fora apontado por seu pai, Dario II como governador supremo da Ásia Menor, almejava o posto do irmão e contou com a ajuda de Esparta e dos Dez Mil Mercenários para chegar até o poder do Império Persa. Ciro acaba morto em batalha em 401 a.C. Artaxerxes II: Artaxerxes II é o filho mais velho de Dario II e seu herdeiro direto ao trono do Império Persa. Artaxerxes, na verdade, se chamava Arsames antes de ser coroado, após a morte de seu pai, Imperador. Artaxerxes II, apesar de ter seu irmão morto, não ganha a batalha contra os Dez Mil Mercenários. Tissafernes: Tissafernes foi um sátrapa persa. Foi ele quem avisou Artaxerxes II das intenções de tomada de poder por parte de seu irmão, Ciro, O Jovem. Foi Tissafernes, também, quem quebrou o acordo de trégua com os gregos e acabou capturando comandantes gregos durante um banquete.

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Traduções para o português

A tradução da Anábase para o português feita por Aquilino Ribeiro tem o título A retirada dos dez mil. O tradutor justificou a mudança, pois: "Anábase na sua significação léxica quer dizer marcha para o interior. A avançada estaca, porém, ao fim do livro primeiro, para os seis restantes se ocuparem com o refluxo dos mercenários sobre o ponto de partida. O próprio título original não condiz, por conseguinte, com a extensão do feito militar. Chamaram-lhe certos tradutores Expedição dos Dez Mil mais impropriamente ainda porquanto o exército que Ciro concentrou em Sardes e dirigiu contra seu irmão Artaxerxes compunha-se de cem mil bárbaros e treze mil gregos, que eram entre hoplitas e peltastas as suas tropas de choque. De todos os títulos o que assenta mais plasticamente ao sucesso é retirada, tal como é denominado nos compêndios de história".

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