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Ana, mãe de Maria

De acordo com os apócrifos, bem como a tradição cristã e islâmica, Santa Ana (ou Sant'Ana) era a mãe de Maria, a esposa de Joaquim e a avó materna de Jesus Cristo. A mãe de Maria não é nomeada nos evangelhos canônicos da Bíblia. Por escrito, o nome de Ana e o de seu marido Joaquim vêm apenas dos apócrifos do Novo Testamento, dos quais o Evangelho de Tiago (escrito talvez por volta de 150 d.C.) parece ser o mais antigo que os menciona. A mãe de Maria é mencionada, mas não nomeada, no Alcorão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Filhos

Imagem: SantaRosa OLD SKOOL · BY · Openverse

Sabe-se muito pouco sobre Santa Ana. Sabe-se que esta era mãe de Maria de Nazaré, esposa de São Joaquim e avó de Jesus. Sabe-se também que esta teria após o nascimento da Virgem Maria tido mais uma ou duas filhas, pois Deus liberara após Joaquim ter ficado 40 dias no deserto. O nome dessas filhas são Maria Salomé e Maria de Cleofas.

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Histórico

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Níssa. Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio, fora censurado pelo sacerdote Rubem por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, os dois esposos encontram-se na Porta Dourada de Jerusalém, e algum tempo depois, Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que seria a Mãe de Jesus. Os autores medievais vêm no seu beijo casto no Encontro na Porta Dourada o momento da imaculada concepção de Maria. Segundo outras versões, preferidas pelos dominicanos e outros maculistas, não há nenhuma sugestão de que Maria tenha sido concebida de outra forma que não a biológica normal após o reencontro dos seus pais.

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Devoção

A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

Religiões afro-brasileiras

Nas religiões afro-brasileiras a orixá Nanã Buruque é sincretizada como Sant´Anna. A orixá é deusa da chuva e águas barrentas ou águas de lagos parados. Orixá mais velha, dotada de maturidade, sabedoria, serenidade. Sua cor é a violeta, cor da transmutação e transformação.

Relíquias

As relíquias de Santa Ana foram trazidas da Terra Santa para Constantinopla em 710 e foram mantidas lá na igreja de Santa Sofia até 1333. Durante os séculos XII e XIII, cruzados e peregrinos do Oriente trouxeram relíquias de Santa Ana para várias igrejas. As relíquias de Santa Ana foram tradicionalmente preservadas e veneradas nas muitas catedrais e mosteiros dedicados a seu nome, por exemplo, na Áustria, Canadá, Alemanha, Itália e Grécia, no Monte Sagrado e na cidade de Katerini. O artesanato medieval e barroco é evidenciado na impressionante obra metalúrgica dos relicários de tamanho natural, contendo os ossos do antebraço, por exemplo. Exemplos empregando técnicas de arte popular também são conhecidos. Düren foi o principal lugar de peregrinação para Anne desde 1506, quando o Papa Júlio II decretou que suas relíquias deveriam ser mantidas lá.[carece de fontes?]

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O Encontro de Santa Ana e São Joaquim na pintura

O Encontro de Santa Ana e São Joaquim evocador da doutrina da Imaculada Conceição é um tema bem representado da pintura portuguesa da primeira metade do século XVI, seguindo os quadros flamengos sobre o tema, mas contendo variações como seja a inclusão da figura da Virgem Maria, que às vezes brota de ramificações saídas dos corpos de seus pais. São exemplos o painel do Museu de Arte Antiga (de Gregório Lopes),[carece de fontes?] o painel da Coleção Alberto Lacerda, Caramulo (de Garcia Fernandes?), o painel da Igreja matriz de Arruda dos Vinhos. Mas este tema não aparece sempre explicitamente associado ao da Imaculada Conceição, aparecendo por vezes com a Virgem e o Menino. Também pode integrar-se numa Genealogia da Virgem, apresentada como uma flor que brota de hastes entrelaçadas que saem dos seus progenitores, numa derivação do tema da Árvore de Jessé. Pode ainda surgir associado à Coroação da Virgem.

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Padroeira dos moedeiros

Imagem: TJDFToficial · BY-NC-SA · Openverse

No Brasil, os empregados que trabalham na produção de cédulas, moedas e outros produtos fabricados na Casa da Moeda do Brasil têm em Sant'Ana sua padroeira. A devoção a Sant'Ana obedece a uma tradição vinda de Portugal, onde os moedeiros de Lisboa administravam a Confraria de Sant'Ana da Sé. Era comum, naquela época, cada corporação administrar a Confraria de seu padroeiro. Os moedeiros e oficiais da Casa da Moeda desde os primeiros tempos da sua existência colocaram-se sob a proteção de Sant'Ana, celebrando anualmente, até os dias de hoje, o seu dia.

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