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Ana de Hollanda

Anna Maria Buarque de Hollanda é cantora, compositora, produtora, diretora teatral, roteirista, atriz e dramaturga brasileira. Sempre trabalhou em diversas atividades ligadas ao setor cultural, tanto junto a galerias de arte e antiquários, assim como roteirista e produtora audiovisual em teatros pelo Brasil. Já atuou como tradutora chefe da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, do município de Osasco. Também foi diretora do Centro de Música da Funarte, que é o setor responsável pela política para música do Ministério da Cultura, foi vice-presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro-RJ e foi Ministra da Cultura do Governo Dilma entre janeiro de 2011 e setembro de 2012. Anna é e filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e da dona de casa Maria Amélia Alvim Buarque de Hollanda. É irmã do compositor Chico Buarque, das cantoras Miúcha e Cristina Buarque, da fotógrafa Maria do Carmo Buarque de Hollanda, do economista Sergio Buarque de Hollanda Filho e do advogado Alvaro Buarque de Hollanda, e tia materna da cantora Bebel Gilberto. Anna é mãe do administrador empresarial Sérgio e da assistente social Ruth.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Biografia

Nasceu e cresceu na cidade de São Paulo, tendo morado dois anos na Itália, quando o pai ministrou um curso na Universidade de Roma. Filha de Maria Amélia Alvim Buarque de Hollanda e do historiador Sérgio Buarque de Holanda, cresceu na casa da Rua Buri, frequentada pelos nomes mais expressivos da vida cultural e política do Brasil. Estudou no Colégio Des Oiseaux, estudou artes cênicas na Escola de Teatro Vento Forte e continuou se aprimorando permanentemente com aulas de técnica vocal, oficinas de teatro no Brasil e no exterior. Aos 16 anos, estreou nos palcos no Teatro do Colégio Rio Branco, no show Primeira Audição, reapresentado na TV Record, como integrante do conjunto Chico Buarque e as Quatro Mais, com seu irmão Chico, as irmãs Cristina e Maria do Carmo (Piií) e a amiga Helena Hungria, todas estudantes do mesmo colégio. Em 1968 participou do III Festival Internacional da Canção, interpretando o frevo "Dança das Rosas" de Chico Maranhão.

Ministra da Cultura

Sua gestão como Ministra foi marcada inicialmente pela reformulação do MinC, o desenvolvimento do projeto de modernização de sua estrutura bastante arcaica para os dias atuais. No primeiro momento, sem poder aumentar a estrutura, foram feitas junções de secretarias com funções paralelas e a criação de uma secretaria estratégica para a dinamização e sustentabilidade da cultura que é a Secretaria de Economia Criativa. Essa secretária chegou a elaborar o Plano Brasil Criativo, aprovado pela Presidente Dilma Rousseff, mas com a saída de Ana do Ministério no fim de 2012, o programa foi praticamente abandonado pelos sucessores. A valorização e defesa do criador e a necessidade de se rever a lei dos direitos autorais, em função do advento da internet foi motivo para grandes polêmicas na época. Outro feito de grande repercussão foi a Europália, o maior evento cultural internacional tendo o Brasil como homenageado, que se deu em cinco países europeus durante três meses, com 2 600 obras de arte do século XVIII até XXI, com mais de 500 eventos de música, dança, teatro, literatura, audiovisual e circo, para um público de mais de um milhão de pessoas.

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Formação como cantora e atriz

Entre 1979 e 1996, estudou técnica vocal e interpretação com a professora e fonoaudióloga Rosemarie Shock. De 1980 a 1981, fez o Curso de Formação de Atores do Teatro Vento Forte, coordenado por Ilo Krugli. Em 1990, cursou Interpretação Teatral e Técnica Vocal, com o professor francês Robert Cohen, na Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe, em Cuba. Em 1993, estudou técnica vocal com a fonoaudióloga Sônia Corazza e participou de uma oficina de Técnica Vocal ministrada pela fonoaudióloga Glória Beutenmüller, promovida pela Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo.

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Fontes consultadas

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