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Fievel - Um Conto Americano

An American Tail é um filme de animação norte-americano lançado em 1986 do gênero musical e aventura dirigido por Don Bluth. O longa foi produzido pela Sullivan Bluth Studios e pela Amblin Entertainment e foi distribuído pela Universal Pictures.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/08/2026
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Enredo

Na Rússia do Século XIX (mais precisamente em 1885) os Mousekewitzes (que é uma família de ratos judeus) vivem na modesta cidade de Shostka, dentro de uma casa onde também residem uma família de humanos chamada Moskowitz. Durante a celebração do Hanucá, o pai da família dos ratos Papa Mousekewitz dá o seu chapéu para seu filho, o simpático ratinho Fievel, e conta a história de um lugar maravilhoso chamado América, onde, segundo a sua crença, não há gatos. A celebração é interrompida quando uma bateria de cossacos passa pela aldeia onde residem e incendeiam sua casa, destruindo-a por completo. Os pobres ratos também enfrentam um ataque de gatos famintos, conseguindo escapar ilesos. Sem ter pra onde ir, os Mousekewitzes decidem se mudar para a América, onde creem fortemente que estarão livres dos felinos. Em Hamburgo, na Alemanha, os Mousekewitzes embarcam num navio com destino a Nova York. A travessia através do Atlântico Norte é longa e se mostra bastante perigosa quando a embarcação enfrenta uma forte tempestade que faz com que Fievel seja acidentalmente jogado ao mar. Pensando que Fievel está morto, os Mousekewitzes continuam sua viagem a América como planejado, embora deprimidos pela perda do pequeno rato.

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Produção

Desenvolvimento

A animação começou a ser produzida em Dezembro de 1984 com a colaboração de Steven Spielberg, Don Bluth e a Universal Pictures, sendo baseada em um história criada por David Kirschner. Spielberg pediu a Bluth que ele fizesse "uma coisa tão bonita quanto The Secret of NIMH". Em uma entrevista em 1985, Spielberg descreveu o seu papel na produção como "o primeiro na área de história, na qual consistiu em inventar incidentes para o script [...]" O filme foi a primeira participação de Spielberg na área da animação. Apesar de, na época, já ter se consolidado e ganhado certa experiência no cinema com grandes clássicos como E.T. the Extra-Terrestrial e Back to the Future, Spielberg levou algum tempo para aprender que a adição de uma simples cena de dois minutos em uma animação levaria meses de trabalho para dezenas de pessoas da produção. Em 1985, ele declarou: "estou maravilhado com a animação, mas eu ainda não consigo acreditar que tudo é tão complicado."

Roteiro

Originalmente, a trama do filme deveria consistir apenas em personagens animais (como por exemplo no filme Robin Hood), mas Bluth sugeriu que os ratos de An American Tail deveriam co-existir juntamente com personagens humanos, mostrando como exemplo The Rescuers da Disney a Spielberg, que logo concordou com a ideia. Judy Freudberg e Tony Geiss (ambos vencedores do prêmio Emmy) foram escolhidos para expandir o roteiro. Quando o script ficou pronto, havia um problema: a história havia ficado extremamente longa. Com isso foram feitas várias mudanças e edições antes do lançamento do filme. Bluth se sentiu desconfortável com o nome do personagem principal, pensando que "Fievel" era um nome muito estranho de se ouvir, ficando preocupado com o público não gostar dele. Spielberg discordou. O personagem foi nomeado como uma homenagem ao avô materno de Spielberg, Philip Posner, (nome adaptado para o idioma iídiche Fievel). Steven Spielberg também cortou uma cena onde as ondas do mar se pareciam muito com monstros (quando Fievel cai do navio), sob a justificativa de que isso poderia assustar as crianças.

Animação

Bluth preferiu fazer o storyboard utilizando imagens inteiras, mas isso logo provou ser uma tarefa enorme. Larry Leker foi trazido para ajudar nesse processo, transformando esboços de Bluth em painéis finais do storyboard. Bluth então mostrou os resultados para Spielberg, explicando todo o trabalho detalhadamente. Steven ficou tão satisfeito com o storyboard que uma grande equipe de animadores foi trazida de diversas partes do mundo, principalmente da Irlanda, para finalizar o trabalho. Ainda foi discutido uma possível mudança da produção dos Estados Unidos para a Irlanda, mas Spielberg rejeitou a ideia sob o argumento de que Um Conto Americano produzido no exterior seria um tanto estranho.

Dificuldades na produção

Durante a produção, os responsáveis pela trilha sonora do filme terminaram o projeto com atraso, chegando até mesmo a ameaçar o lançamento do longa. Por conta disso, várias cenas precisaram ser excluídas para economizar tempo e dinheiro e novas cenas curtas precisaram ser criadas o mais rápido possível para ajudar a ligar os pontos da história que foram perdidos nos cortes, às vezes fazendo a linha da história do filme parecer confusa. Cortes notáveis incluem a viagem dos Mousekewitzes pela Europa até Hamburgo, uma outra cena em que eles conhecem Tiger/Tigre quando ele fica preso em uma árvore, além do corte de uma música alegre que seria cantada por Fievel.

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Música

Desde o princípio, Steven Spielberg queria que o filme fosse um musical. A trilha sonora do filme foi composta por James Horner, sendo criada na Inglaterra e executada pela Orquestra Sinfônica de Londres e pelo Coro do King's College de Cambridge. An American Tail ainda faz uma ligeira referência em uma cena de uma música cantada por Bing Crosby em 1947 chamada Galway Bay. Inicialmente Bluth e sua equipe não se mostraram satisfeitos com a primeira gravação da trilha, mas a música os agradou depois de sofrer uma edição. A trilha sonora se tornou um dos pontos mais fortes do filme. Foi decidido que uma canção especial escrita por Linda Ronstadt (que na época namorava o cineasta George Lucas) seria cantada durante os créditos finais por um dueto entre ela mesma e James Ingram. "Somewhere Out There" acabou vencendo um Grammy e ainda foi indicada ao Oscar de Melhor Canção Original, e se tornou uma das canções mais populares de um filme de animação desde os anos 1950.

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Recepção

Crítica

O filme mantém uma taxa de aprovação de 68% no site agregador Rotten Tomatoes, com uma classificação média de 6,3 (numa variação de 1 a 10). A crítica de cinema Rita Kempley do jornal The Washington Post afirmou que o filme é "um conto brilhante sobre triunfos judeus que conquistou com facilidade muitos corações jovens", acrescentando ainda que o longa "reitera a felicidade e a homogeneidade, prepara as crianças para a fraternidade [...]" Em seu comentário para o Chicago Sun-Times, Roger Ebert deu duas de quatro estrelas para o filme, dando crédito para a animação, chamando-a de "completa e detalhada, melhorada por computadores [...]", mas que a história era muito "escura e sombria".

Bilheteria

An American Tail conseguiu arrecadar US$ 47 milhões nos Estados Unidos e US$ 84 milhões no mundo todo. Na época de seu lançamento, o filme tornou-se a maior animação não produzida pela Disney de maior bilheteria. Foi também um dos primeiros filmes de animação a conseguir ultrapassar em receita um concorrente direto da Disney, desbancando The Great Mouse Detective (outro filme de animação tradicional envolvendo ratos lançado também em 1986, mas quatro meses antes) que conseguiu arrecadar US$ 22 milhões mundialmente. No entanto, apesar de An American Tail conseguir uma ótima bilheteria, The Great Mouse Detective foi mais bem aceito pelos críticos de cinema, principalmente por Roger Ebert e Gene Siskel.

Prêmios e indicações

A animação ganhou o prêmio de "Melhor Filme de Animação" no Young Artist Awards de 1987. Os atores Phillip Glasser e Amy Green também receberam um prêmio de "Melhor Voz em uma Animação" pelos seus papéis como Fievel e Tanya. O filme também foi indicado na categoria "Melhor Filme de Fantasia" e "Melhor Música" na 14ª cerimônia do Prêmio Saturno em maio de 1987, perdendo para The Boy Who Could Fly e Little Shop of Horrors respectivamente. A canção "Somewhere Out There", escrita por James Horner recebeu uma série de elogios, sendo nomeada como a "Canção do Ano" e a "Melhor Canção escrita especificamente para um filme ou televisão" pelo Grammy. A música também foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro em suas respectivas categorias de "Melhor Canção Original".

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Lançamento em mídia doméstica

O filme foi lançado em VHS em 1987 e em LaserDisc em 1991 pela MCA Home Video na América do Norte e CIC Vídeo internacionalmente. O lançamento em DVD ocorreu em 20 de janeiro de 2004 pela Universal Home Entertainment, com tela no formato 4:3 Pan and scan, sendo lançado nessa mídia juntamente com os filmes Em Busca do Vale Encantado e Balto. Em março de 2014, o filme foi lançado em Blu-ray totalmente remasterizado digitalmente, em formato widescreen (16:9). Em fevereiro de 2015, o filme foi relançado em DVD com o formato 16:9 incluso.

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Parque temático

Existe um parque temático do filme na Universal Studios Florida que contem diversos atrativos em tamanhos gigantes para as crianças tais como livros, óculos, botas de vaqueiro, e muito mais. É o único parque temático sobre o filme em toda a rede de parques da Universal.

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Sequências e legado

Devido ao sucesso, An American Tail teve 3 sequências (sem nenhuma participação de Don Bluth): Fievel Goes West, de 1991; The Treasure of Manhattan Island, de 1998; e The Mystery of the Night Monster de 1999. Fievel Goes West foi dirigido por Phil Nibbelink e Simon Wells e também foi produzido por Steven Spielberg (desta vez com ajuda de Robert Watts). Lançado em 1991, o filme mostra as aventuras de Fievel e sua família quando eles se mudam de Nova York para o Velho Oeste Americano. Apesar de ter sido recebido com críticas mistas, o filme conseguiu uma bilheteria satisfatória nos cinemas, arrecadando um pouco mais de US$ 40 milhões. É a única sequência da série a ser lançada nos cinemas, visto que as próximas seriam lançadas diretamente em vídeo. Também foi produzida uma série de TV de 13 episódios sobre o filme chamada Fievel's American Tails que foi ao ar pela CBS entre setembro e dezembro de 1992.

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Fontes consultadas

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