Amy Winehouse
Amy Jade Winehouse foi uma cantora, compositora e musicista britânica. Conhecida por seu poderoso e profundo contralto vocal e por sua mistura eclética de gêneros musicais, incluindo soul, jazz, R&B e ritmos caribenhos, como o ska. Oriunda de uma família com forte tradição musical ligada ao jazz, Winehouse ingressou na carreira artística ainda na adolescência, apresentando-se em pequenos clubes do gênero em Londres.
Os primeiros anos
Amy Winehouse nasceu no Chase Farm Hospital, em Enfield, ao norte de Londres, em 14 de setembro de 1983. O seu pai, Mitchell Winehouse, trabalhava como instalador de painéis e, posteriormente, tornou-se motorista de táxi e cantor amador; a sua mãe, Janis, era farmacêutica. Descendente de judeus, ela tinha um irmão mais velho, Alex Winehouse, nascido em 1980. A jovem iniciou os estudos primários aos cinco anos, na Osidge Primary School, na qual o seu irmão também estudava. Lá, foi matriculada em aulas de ballet e conheceu aquelas que se tornariam suas grandes amigas, Juliette Ashby e Lauren Gilbert. Aos domingos, estudava os princípios fundamentais do judaísmo e, apesar de não se ter tornado uma pessoa fortemente religiosa, sentia-se parte da comunidade judaica. Janis descreveu-a como uma criança com forte personalidade, bastante ativa e curiosa, porém tímida. Desde os primeiros anos de Winehouse, a música fez parte do seu cotidiano, especialmente o jazz, visto que muitos de seus tios eram músicos profissionais do gênero, assim como a sua avó paterna, Cynthia, que mantinha um relacionamento com o saxofonista e proprietário de um clube de jazz, Ronnie Scott. Além disso, Mitch cantava para ela obras de veteranos do gênero como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, o que acentuou a sua paixão pela música. Os seus professores chegaram a reclamar da garota, que não parava de cantar mesmo durante as aulas.
A trajetória à indústria fonográfica
É curioso perceber os passos de ligação de Amy Winehouse à indústria. O seu primeiro contrato foi de agenciamento e management, ou seja, foi o seu talento de palco que primeiro lhe permitiu entrar no mundo do espetáculo. A Brilliant! levou-a depois a assinar um contrato de publishing com a EMI, levando assim a que a sua segunda ligação à indústria acontecesse como compositora. Os discos seriam a última parte desta equação, o que revela que Amy, de fato, era tudo menos o típico rostinho bonito que primeiro é recrutado pela editora e depois aprende a cantar, se tiver sorte. Enquanto ainda se apresentava com a National Youth Jazz Orchestra, Winehouse foi incentivada a realizar uma gravação musical demonstrativa por Tyler James, que pretendia enviá-la aos seus empresários musicais. James havia assistido a uma de suas apresentações com o grupo e, imediatamente, entrou em contato com Nick Shymansky, funcionário de uma agência de relações públicas chamada Brilliant!, com a qual acabara de assinar um contrato. Amy Winehouse forneceu-lhe um CD cuja gravação foi realizada com o auxílio de uma de suas professoras da Sylvia Young Theatre School e Tyler entregou-o a Shymansky, que rapidamente entrou em contato com a cantora para encontrá-la e presenciar um de seus concertos.
Os primeiros lançamentos
Amy Winehouse iniciou as sessões de composição para o seu primeiro álbum logo após ingressar na equipe da EMI Music e quando assinou um contrato com a Universal, dois anos depois, havia, portanto, concluído canções como "Amy Amy Amy" e "October Song", bem como desenvolvido uma relação de trabalho com Remi. Para assegurar o prosseguimento deste processo criativo, a Universal convocou-o para trabalhar com a cantora. O material em que consiste o álbum foi gravado entre 2002 e 2003, em estúdios em Miami e Nova Jersey. A cantora reuniu estilos diversos no disco, desde o jazz e o hip hop, gêneros que mais escutara à época de sua elaboração, a tons de neo soul e reggae. Salaam Remi, Gordon Williams, Jimmy Hogarth e Matt Rowe participaram da elaboração do material como produtores e todas as composições originais foram co-escritas pela cantora. Remi, que produziu a maior parte das canções e participou da composição de outras, revelou ter-se impressionado com o talento para escrita de Winehouse: "Na primeira sessão, concluímos 'Cherry'; depois 'I Heard Love is Blind'. Lembro-me de pensar: 'Se és assim aos 18 anos, onde estarás aos 25?'".
Decadência no auge
Os anos em que esteve afastada da indústria musical foram extremamente conturbados para Amy Winehouse e totalmente improdutivos. Os exaustivos concertos promocionais de seu álbum de estreia renderam lucros à Island, mas esgotaram-na criativamente e o resultado foi um período de dezoito meses enfrentando um bloqueio de escritor, como a própria relatou: "Não tinha nada sobre o que escrever. Quer dizer, ninguém quer ouvir um segundo álbum sobre como promover o primeiro". À época, Winehouse costumava frequentar pubs em Camden Town, para onde se mudou em 2005, e, em um destes, conheceu o então assistente de vídeo Blake Fielder-Civil, com quem iniciou uma relação amorosa, que logo chegaria ao fim. Blake era comprometido e preferiu a sua namorada a Winehouse. O rompimento acabou por conduzi-la a momentos sombrios, que se agravaram em maio de 2006, com a morte de sua avó Cynthia, a quem a cantora era demasiadamente apegada, segundo familiares.
Os últimos anos
Apesar de toda a consagração que conquistara ao longo de 2007 e início de 2008 como um dos artistas mais aclamados dos últimos anos, os meses seguintes seriam difíceis para Amy Winehouse. A sua ascensão internacional coincidiu com um período conturbado de sua vida pessoal, extremamente exposta pelos tabloides, e transformou-a em um dos alvos preferidos da imprensa e dos paparazzi. Como consequência, a cantora obteve uma ordem jurídica que os impedia de segui-la, fotografá-la em sua casa, na casa de parentes ou amigos e aproximar-se mais de cem metros da sua residência. Foi também em 2008 que ocorreu o lançamento do último single de Back to Black, "Just Friends", que representou um fracasso em vendas. Já Back to Black se encontrava em outra situação. Durante treze semanas, foi o disco com o maior número de exemplares comercializados em todo o continente europeu, onde havia vendido mais de três milhões de cópias somente em 2007. Mundialmente, foram 2,2 milhões de unidades comercializadas até abril de 2008, o que o fez ultrapassar as oito milhões de cópias distribuídas pelo globo. Até ao final do ano, seriam mais de 5,1 milhões de réplicas compradas, o que o transformou no segundo disco mais vendido do ano. O desempenho comercial de Back to Black impediu a Universal de ser afetada pelo declínio de 3% nas vendas de discos àquele ano.
Por volta das 15 horas e 54 minutos de 23 de julho de 2011 (horário de verão britânico, UTC+1), duas ambulâncias foram chamadas à casa de número 30 da Camden Square, localizada no bairro de Camden Town, em Londres, devido a um telefonema à polícia britânica para atender uma mulher desmaiada. Pouco tempo depois, as autoridades metropolitanas confirmaram a morte de Amy Winehouse à imprensa. Andrew Morris, o segurança que a encontrou, informou às autoridades que, desde que voltou à residência, três dias antes do ocorrido, a jovem consumiu bebidas alcoólicas moderadamente após um período de abstinência que mantivera desde o início do mês. Segundo os seus relatos, ela passou a noite do dia 22 a ouvir músicas e assistir à televisão. Cristina Romete, sua médica há quatro anos, visitou-a por volta das 19 horas e medicou-a para suportar a ansiedade causada pela abstinência. Embora tenha percebido que a cantora havia ingerido bebidas alcoólicas, Romete revelou que ela estava sóbria. Por volta das duas horas da madrugada, Amy foi repousar, segundo Andrew. Às dez horas da manhã do dia seguinte, ele encontrou-a deitada em sua cama e teria realizado tentativas mal sucedidas de acordá-la. No entanto, tal situação não lhe causou estranheza, visto que lhe era habitual acordar tarde. Ao retornar ao quarto, horas depois, ele avistou-a ainda deitada e na mesma posição de antes. Após examiná-la, percebeu que a cantora não mais estava respirando e logo contatou os serviços de emergência. A cantora foi declarada morta no local.
Consequência e lançamentos póstumos
A morte de Amy Winehouse repercutiu nos noticiários de todo o globo e desencadeou a procura do público por seus materiais discográficos. Em cerca de quatro horas após a divulgação, Back to Black reentrou na 59.ª posição da UK Albums Chart e, na semana seguinte, reassumiu a primeira colocação. Frank, que havia alcançado o 13.º lugar da tabela britânica em 2004, conseguiu a terceira posição. Os singles da cantora também receberam atenção por parte do público. A faixa-título de Back to Black, por exemplo, conseguiu a oitava posição da UK Singles Chart, estabelecendo a sua melhor colocação na tabela — à época de seu lançamento, em 2007, o tema alcançara o 25.º lugar. O mesmo ocorreu com "Love Is a Losing Game", que assumiu o 33.º lugar na supracitada tabela e, em 2007, teve como melhor posição o número 46. "Rehab", "Tears Dry on Their Own" e "You Know I'm No Good" atingiram as 27.ª, 29.ª e 37.ª colocações, respectivamente. Em território americano, houve um aumento de 7 240% na demanda pelos discos de Winehouse. Back to Black retornou às dez primeiras posições da tabela da Billboard, enquanto Frank, cuja melhor posição foi a de número 61, em novembro de 2007, conseguiu chegar à 33.ª, em agosto. Pouco depois, Back to Black tornou-se o disco mais vendido do século XXI no Reino Unido, com 3 259 100 unidades comercializadas, ultrapassando Back to Bedlam (2005), de James Blunt. Mundialmente, Back to Black vendeu 1,7 milhão de cópias ao longo de 2011 e, até à data, estima-se que tenha comercializado vinte milhões de unidades.
Influências
As principais influências musicais de Amy Winehouse foram músicos de jazz e soul das décadas passadas. A intérprete foi apresentada às obras desses artistas, ainda muito jovem, pelos seus familiares, como relatado anteriormente. O seu pai, grande admirador de Frank Sinatra e Tony Bennett, introduziu a cantora à música negra americana, enquanto a sua mãe lhe apresentou letristas como James Taylor e Carole King. O desencanto de Winehouse com a música contemporânea, em relação aos clássicos que crescera ouvindo, inspirou-a a realizar as suas primeiras composições, como a própria relatou: "Eu sentia que não havia nada que eu conseguiria escutar à época (...) Tendo ouvido grandes compositores como James Taylor e Carole King, percebi que nada do que estava sendo lançado àquele momento representava a maneira como eu me sentia, então eu comecei a escrever as minhas próprias canções".
O eclético estilo musical
Musicalmente, Amy Winehouse destacou-se pelo ecletismo de suas composições. Demonstrando domínio de gêneros contemporâneo e retrô, nas palavras de Bruce Benderson, da revista Out, podem ser encontrados em seus materiais discográficos elementos do soul, jazz, Motown, neo soul, R&B e tons sutis de reggae e ska. Em seu disco de estreia, Frank, a cantora explorou principalmente o jazz das décadas passadas e combinou-o a batidas de hip hop. Beccy Lindon, ao avaliar o material para o periódico britânico The Guardian, relatou: "Situado algures entre Nina Simone e Erykah Badu, o som de Winehouse é, simultaneamente, inocente e sórdido". John Murphy, do MusicOMH, sentiu a influência de Sarah Vaughan e Dina Washington no disco e proferiu: "Amy Winehouse tem voz e canções que se equiparam às de um veterano desconhecido e de cabelos grisalhos, que passou uns 40 anos a cantar em clubes de jazz em Harlem e Nova Orleans", enquanto Nate Chinen, do periódico americano The New York Times, percebeu uma mistura de estilos funk, dub, jazz e soul no material e Jon Pareles, da mesma publicação, descreveu a cantora como uma discípula de Erykah Badu, Esther Phillips, Sarah Vaughan e Dinah Washington e a produção, como apontando ao jazz, ao R&B, às big bands e até à bossa nova.
Letras e voz
Todas as canções que escrevo são sobre dinâmica humana, seja ela de amigos, namorados ou família. Quando fiz o último disco, Frank, eu me sentia uma pessoa muito na defensiva, muito insegura, de modo que quando eu cantava sobre homens era sempre do tipo: 'Foda-se. Quem você acha que é?'. O novo disco é mais do tipo: 'Vou lutar por você'; 'eu faria qualquer coisa por você' ou 'é tão triste que a gente não consiga fazer a coisa funcionar'. Sinto que não sou mais assim, tão adolescente em relação a relacionamentos. —Amy Winehouse a comentar sobre a metamorfose que a sua maneira de escrever sofreu entre Frank e Back to Black. Segundo o seu primeiro gerente musical, Nick Shymansky, eram duas as maneiras de escrita da intérprete: aquela em que ela exibia o seu lado mais irônico e satírico, como em "Fuck Me Pumps" ou "Addicted" — respectivamente, de Frank e Back to Black —, ou extremamente pessoais e profundas, como "Some Unholy War", do último disco. Ao analisar as composições de Winehouse para o PopMatters, em novembro de 2007, Mike Joseph escreveu: "Amy tem uma das canetas mais afiadas de qualquer um do negócio, capaz de um sarcasmo retorcido e precisa auto-exploração".
Uma das características mais marcantes de Amy Winehouse foi o seu visual, que reunia diversos elementos que deixavam explícitas as suas influências. O penteado inspirado no dos anos 1950 e 1960, chamado beehive, o forte delineador à Rainha Cleópatra inspirado pelas Ronettes, o piercing acima do lábio à Marilyn Monroe e as treze tatuagens — a primeira foi o desenho de uma Betty Boop em sua nádega — fizeram-na um ícone de estilo. Em 2008, inclusive, Winehouse apareceu na lista "Pessoas Mais Influentes da Moda na Inglaterra", do periódico The Evening Standard. Quando estreou no cenário musical em 2003, Amy Winehouse era tímida, usava recatados vestidos e maquiagem pouco extravagante, e não exibia sinais da transformação pela qual passaria anos mais tarde. Mitch Winehouse, em sua biografia, revelou as inspirações para o estilo excêntrico da cantora. Segundo ele, Winehouse teria ficado fascinada pela maneira de vestir-se das garotas latino-americanas que avistara em uma viagem a Miami, em 2006, enquanto elaborava Back to Black. "Quando retornou para Londres, Amy falou-me empolgada sobre algumas garotas latino-americanas que avistara em Miami e sobre como ela almejava misturar o visual delas — grossas sobrancelhas, forte sombra para olhos e vívido batom vermelho — à sua paixão dos anos 1960, o beehive".
Sem Amy Winehouse, não haveria Adele, nem Duffy, nem Lady Gaga. Foi ela quem moldou o cenário musical atual mesmo depois de ter-se afastado da música (...) Graças a ela, artistas do sexo feminino tornaram-se credíveis e tiveram voz (...) Amy não introduziu somente um som totalmente novo, ela introduziu uma atitude completamente nova. —Jornalistas do periódico britânico The Independent a discutir o impacto causado por Amy Winehouse no mercado musical. Os críticos musicais são unânimes em reconhecer Amy Winehouse como a responsável por resgatar estilos antigos e revigorar a música britânica. Desde a sua estreia com Frank, a cantora foi consagrada pela imprensa, juntamente com Jamie Cullum e Katie Melua, como um dos jovens músicos por trás renascimento do jazz no cenário musical do Reino Unido, mas foi com Back to Black que Winehouse resgatou a música soul e desencadeou a revitalização do gênero nos anos 2000. Uma apreciação do redator Randall Roberts, do Los Angeles Times, é ilustrativa: "Em 2006, a ideia de que um cantor poderia, de alguma forma, ressuscitar ou reformular a música soul de um modo que soasse verdadeira para uma nova geração parecia não só improvável mas também uma má ideia e muito menos que estas canções pudessem ser feitas por uma britânica com um penteado em forma de colmeia torta e sombra à Rainha Cleópatra (...) Um regresso às formas clássicas já borbulhava nos meios underground anglo-saxônicos, mas era completamente ignorado pelo grande público, e Winehouse, com o seu monte de cabelos pretos e braços tatuados, revelou-o com uma atitude em que não se preocupava com as consequências dos seus atos".
Nos meses posteriores à morte de Amy Winehouse, surgiram diversos rumores nos meios de comunicação sobre supostas cinebiografias em desenvolvimento, inclusive especulações de que Lady Gaga teria sido a escolhida para interpretar Winehouse nos cinemas e Regis Travis seria o diretor. Mitch Winehouse teria, inclusivamente, revelado o seu contentamento para com a ideia de Gaga protagonizar a cantora nos cinemas, no entanto, nada foi confirmado. Somente em abril de 2013 foi noticiado que um filme biográfico sobre Amy Winehouse era elaborado. A cinebiografia Amy foi realizada pelo cineasta britânico Asif Kapadia, com a produção de James Gay-Reeves e coprodução da editora Universal. Nela, aparecem imagens inéditas de Amy Winehouse, vídeos amadores realizados por pessoas próximas à artista, depoimentos de familiares, amigos e da própria cantora em entrevistas. Também são exibidas imagens do assédio que a cantora sofreu dos paparazzi e da imprensa em geral. O filme estreou oficialmente no dia 16 de maio de 2015, na 68.ª edição do festival de cinema de Cannes, em França, e foi enviado aos cinemas no mês em que Amy Winehouse morreu. Logo após estrear em Cannes, a produção recebeu aclamação dos críticos cinematográficos e, quando exibido nos cinemas, registrou recordes de bilheteria. Somente no Reino Unido, a produção arrecadou no seu primeiro fim de semana mais de 519 mil libras esterlinas e estabeleceu a melhor estreia de um documentário no período supracitado. Em 7 de agosto, apenas um mês após o seu lançamento, o filme havia arrecadado mais de 3,1 milhões de libras e, no dia 18 do mesmo mês, tornou-se o documentário britânico com a maior bilheteria e o segundo, dentre estrangeiros e britânicos, no ranking de documentários que mais arrecadaram nas bilheterias do país em todos os tempos, com 3,4 milhões, atrás apenas do americano Fahrenheit, 11 de setembro (2004), com 6,5 milhões. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou 222 015 dólares em seu primeiro fim de semana ao ser exibido em apenas seis salas de cinema e, após vinte dias de lançamento, aquele valor ultrapassou os sete milhões. Até dezembro de 2015, o filme havia angariado 22 milhões de dólares mundialmente.
Back to Black
Em 2024, um filme sobre a história da cantora foi lançado, mas, a produção não foi vista com bons olhos por alguns críticos e fãns da cantora britânica. O filme foi dirigido cineastas de "Cinquenta Tons de Cinza (filme)", e foi alvo de criticas pois foca mais nos escândalos que Amy se envolveu ao longo de sua vida do que em sua carreira musical. A atuação da atriz Marisa Abela também foi alvo de criticas pois foi tachada como irregular, a artista não consegue demonstrar naturalidade, porém, quando sua personagem entra em um período mais complicado de sua vida Mariza finalmente consegue achar o tom correto, um outro ponto positivo de sua atuação foram suas interpretações de músicas como Rehab (canção de Amy Winehouse), Love is a Losing Game e Tears Dry on Their Own.
Apesar de toda a controvérsia em que se envolveu por conta de seus problemas pessoais, Amy Winehouse recebeu o reconhecimento dos críticos musicais por suas habilidades como musicista. Na lista "60 Maiores Cantoras-Compositoras de Todos os Tempos", elaborada pelo periódico britânico The Daily Telegraph, a intérprete foi posicionada no número dez. Ainda apareceu em 16.º lugar no catálogo "Os Artistas Mais Importantes dos Últimos 20 Anos", da revista Mojo, e, em 2008, ocupou uma posição na lista "Personalidades Mais Influentes da Música da Inglaterra", elaborada pelo The Evening Standard. Devido aos seus feitos musicais, a cantora recebeu uma quantidade de títulos da imprensa internacional, como "Nova Rainha do Soul", "Rainha do Soul Britânico", "Diva do Soul", "Diva do Jazz", e "Rainha do R&B Britânico". Em 2012, a intérprete foi posicionada na 26.ª colocação entre as "100 Grandes Mulheres na Música", do VH1.


