Amy Lee
Amy Lynn Lee é uma cantora, compositora e musicista norte-americana, conhecida por ser cofundadora, líder, vocalista e tecladista da banda de metal alternativo Evanescence.
Amy Lee descobriu sua paixão pelo piano ainda na infância, decidindo aprender o instrumento após ouvir sua mãe tocá-lo. Ela então passou a ter aulas regulares, estudando piano por nove anos. Música clássica foi sua principal influência musical enquanto criança, motivando-a a tornar-se uma compositora e musicista. Ela cita Mozart como sua primeira inspiração, após assistir ao filme Amadeus (1984), além de outros artistas como Beethoven e Danny Elfman, bem como as trilhas sonoras de Hans Zimmer. Ela também considera o movimento Lacrimosa do Requiem de Mozart a sua peça musical favorita, incluindo-o em sua própria canção "Lacrymosa", presente no disco The Open Door (2006). Lee começou a escrever poesia sobre assuntos como eternidade e solidão aos 10 anos. Sua mãe expressou preocupação em relação aos seus textos, sugerindo que ela procurasse um terapeuta. Ela então cogitou tomar antidepressivos na época, mas mudou de ideia após sentir que isso "levaria sua alma embora" e ela "não seria capaz de sentir nada". Uma das primeiras canções cujo ela se lembra de ter composto foi uma peça instrumental intitulada "Eternity of the Remorse", escrevendo a partitura aos 11 anos. Já a primeira canção com letras se chamava "A Single Tear", cujo ela compôs para um trabalho da oitava série, gravando-a em uma fita cassete e tocando violão enquanto uma de suas colegas do coral fazia os backing vocals.
Evanescence (1995–presente)
Amy Lee tinha apenas 13 anos de idade quando conheceu Ben Moody enquanto tocava piano durante um acampamento de verão promovido por uma igreja de Little Rock, Arkansas em 1995. A dupla rapidamente notou que possuíam os mesmos interesses musicais, decidindo formar um projeto musical que a princípio passou por nomes como Childish Intentions e Stricken, antes de se estabilizar como Evanescence. O que fez Lee querer começar o grupo foi "a ideia de combinações que eram improváveis". Ela queria combinar seus diversos gostos musicais, "trazendo algo do mundo sinfônico cinematográfico e clássico e casando-o com metal, hard rock e música alternativa". Em seguida, a dupla independentemente lançou dois EPs intitulados Evanescence (1998) e Sound Asleep (1999), cujo material passou a ser tocado em rádios locais e proporcionou a realização de alguns concertos ao vivo na região de Little Rock com músicos convidados. Em 2000, eles produziram o álbum demo Origin para apresentar às gravadoras, culminando num contrato com o selo nova-iorquino Wind-up Records em janeiro de 2001.
Carreira solo (2013–presente)
Antes de iniciar uma carreira solo, Lee havia feito participações em alguns trabalhos selecionados de outros artistas. A primeira canção oficialmente lançada sob seu nome se chamava "Goodnight", que foi gravada em 1998, porém só disponibilizada em 2000 na compilação Blitz Locals, que reuniu diversos artistas do estado do Arkansas. Em 2003, ela emprestou sua voz na faixa "Missing You", presente no álbum Believe da banda Big Dismal, e também chegou a gravar os backing vocals de duas canções do supergrupo The Damning Well, mas devido à uma falta de acordo com a gravadora, sua voz não pôde ser incluída no produto final. No ano seguinte, ela cantou em um dueto com seu até então namorado Shaun Morgan na faixa "Broken" do Seether, que se tornou um enorme sucesso comercial e foi incluída na trilha sonora do filme The Punisher (2004). Lee ainda chegou a escrever música para o longa-metragem The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe (2005), porém o material foi rejeitado por ser "obscuro demais", e acabou sendo integrado ao disco The Open Door. Ela também fez uma breve aparição no videoclipe da canção "God's Gonna Cut You Down" do cantor Johnny Cash no final de 2006, e no ano seguinte esteve presente na faixa "Freak on a Leash", uma colaboração acústica gravada com a banda Korn para o álbum MTV Unplugged: Korn.
Voz e influências musicais
Sua extensão vocal é soprano dramático. Embora algumas fontes classifiquem Lee como mezzo-soprano dramático, outras a classificam como soprano devido ao peso e a densidade de harmônicos de sua voz, como o jornal The Boston Globe descreveu sua voz como uma "soprano etérea" ao comentar sua performance em "Going Under", destacando sua habilidade de transitar com força e brilho em registros superiores. De forma semelhante, a revista Christianity Today se referiu à sua voz como "soprano operática" ao resenhar o álbum The Open Door, indicando que sua técnica vocal remete a uma formação lírica. Sites especializados em análise de alcance vocal, como o The Range Planet, apontam que Amy Lee possui uma extensão que vai de C3 a E6, com uso expressivo de notas agudas em voz plena, sustentando tons como C5 e superiores com ressonância e potência, típicos de sopranos dramáticos.
Composições
Como a principal compositora do Evanescence, Lee infundiu na banda seu gosto por diferentes gêneros musicais e contrastes sonoros. Ela relatou que prefere se isolar e não estabelecer um plano fixo durante o processo de composição, seguindo conforme o "fluxo da inspiração". Geralmente compondo a partir do teclado e softwares de música, Lee também já executou a engenharia, programação, mixagem e produção de alguns de seus trabalhos. Na fase inicial de suas obras, costuma inserir progressões de acordes e efeitos sonoros em camadas, incluindo o piano, sons eletrônicos e loops de bateria. Como uma multi-instrumentista, ela também toca e compõe através de outros instrumentos como órgão, harpa e violão. As letras geralmente são escritas por último, uma vez que ela prefere primeiramente concluir suas ideias melódicas e sonoras para então elucidar o conteúdo lírico; muitas vezes, um estado de espírito que ela desenvolve sonoramente a complementa liricamente.
Imagem e estilo
Lee possui um estilo de moda reconhecível, marcado pelo seu gosto por roupas de estilo vitoriano e o uso ocasional de maquiagem gótica. Ela foi rotulada como uma "superestrela do rock gótico" e um "ícone de estilo", tendo sua imagem descrita como "independente e segura de si". Ela também desenha muitas de suas próprias roupas, incluindo os vestidos usados no videoclipe da canção "Going Under" e na capa do álbum The Open Door (2006), além do figurino utilizado durante a performance do Evanescence no Prêmio Nobel da Paz em 2011. Após ter desenhado seu próprio vestido usado no Grammy Awards 2004, ela escolheu o designer japonês H. Naoto para confeccioná-lo. Para sua aparição no videoclipe "God's Gonna Cut You Down" de Johnny Cash, filmado na Igreja da Trindade em Manhattan, ela vestiu um sobretudo de veludo preto que anteriormente pertencia a Tim Burton. Ela também costumava ter um piercing na sobrancelha — visível na capa do álbum Fallen (2003) — voltando a utilizá-lo em 2023, em comemoração ao 20.º aniversário do disco. Ela mencionou em uma entrevista que gosta de vestir coisas "descoladas" no palco, misturando elementos como correntes (geralmente associadas ao rock e metal) com roupas "fantasiosas e vitorianas".
É filha de John Lee, que trabalhou como DJ e locutor de comerciais de televisão, e Sara Cargill, sendo a mais velha de cinco irmãos. Além de Carrie e Lori, Lee teve uma irmã chamada Bonnie, que faleceu aos dois anos de idade em 17 de março de 1988 por uma doença não identificada, e um irmão chamado Robbie, que faleceu aos 24 anos em 5 de janeiro de 2018 após sofrer de epilepsia severa durante a maior parte de sua vida. Lee declarou que quando sua irmã morreu, "toda a percepção da vida mudou" para ela, influenciando em sua reflexão sobre a morte. Ela chegou ainda a escrever as canções "Hello" do álbum Fallen, e "Like You" de The Open Door em homenagem a Bonnie, enquanto "Far from Heaven" do disco The Bitter Truth lida com a partida de Robbie. É casada desde 6 de maio de 2007 com o terapeuta Josh Hartzler, com o qual tem um filho, Jack Lion Hartzler, nascido em 24 de julho de 2014. Antes disso, Lee já esteve em relacionamentos com o ex-guitarrista do Evanescence, Ben Moody, e o vocalista da banda Seether, Shaun Morgan, entre 2003 e 2005. Ela serviu ainda como tema lírico para a canção "10.22", presente no álbum solo de Moody, All for This (2009), enquanto seu relacionamento com Morgan foi abordado na faixa "Breakdown", incluída no disco Finding Beauty in Negative Spaces (2007). Juntamente com seus ex-colegas de banda, ela se mudou para um apartamento em Los Angeles, Califórnia em 2001, cidade na qual viveu por cinco anos, até se mudar para Brooklyn, Nova York em 2006, e em seguida Nashville, Tennessee, onde reside desde 2019.
Referente às suas atividades filantrópicas, Lee tornou-se presidente americana da fundação internacional de conscientização sobre epilepsia Out of the Shadows em 2005 — já que sempre esteve próxima da doença por ser irmã de um paciente epiléptico —, sendo ainda homenageada com o prêmio Luella Bennack da United Cerebral Palsy por seu trabalho. Ela também é apoiadora das organizações sem fins lucrativos To Write Love on Her Arms, que visa propor ajuda à pessoas com pensamentos suicidas e depressivos, e Restore Freedom, que apoia vítimas de abusos sexuais e tráfico humano nos Estados Unidos.


