Amy Karle
Amy Karle (1980), é uma artista, bioartista e designer cujo trabalho se concentra na relação entre a tecnologia e a humanidade, especialmente no impacto da tecnologia e biotecnologia na saúde, sociedade, evolução e futuro. Karle combina ciência, tecnologia e arte e é reconhecida por usar tecidos vivos em suas criações. Ela utiliza o corpo, bem como a ciência e a tecnologia, como ferramentas no processo de criação artística. Também é fundadora da Conceptual Art Technologies, onde cria marcas e patentes na área da medicina. Foi classificada como uma das 100 mulheres mais inspiradoras do mundo, pela BBC 100 Women, no ano de 2019.
Karle estudou Arte e Design e Filosofia na Universidade de Alfred e Universidade Cornell. Atualmente vive em São Francisco, na Califórnia. Karle nasceu com aplasia da cútis congênita, e precisou passar por diversas cirurgias. Essa condição rara a inspirou nas criações de seus trabalhos. Para criar as esculturas e roupas, Karle utiliza a impressão 3D e partes do corpo humano, como células-tronco, ossos, sangue, entre outros. Também trabalha com cientistas e pesquisadores para construir suas peças. Suas obras são expostas internacionalmente e já passaram pelo Centro Pompidou, na França; Museu de Arte Mori, no Japão; Smithsonian, nos EUA; Ars Electronica, na Áustria; Bienal de Artes Midiáticas de Pequim, na China; FILE Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, no Brasil; no Museu de Arte Contemporânea de Taipé, na Bienal Nova Rio no Brasil, e na Trienal de Milão, na Itália. Em 2010, Karle também participou da performance "L'artiste est présent" de Marina Abramović no MoMA.
Amy Karle é uma artista e pesquisadora que explora o impacto da tecnologia no aprimoramento corporal através de sua obra. Seu trabalho é frequentemente classificado como bioarte; ela descreve suas intenções para este trabalho: .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
Obras Selecionadas
"Relicário Regenerativo" (2016) é uma escultura que apresenta uma estrutura impressa em 3D bioprinted hydrogel em forma dos ossos de uma mão humana, colocada dentro de um vaso de vidro. Células-tronco mesenquimais humanas de um doador vivo foram colocadas na estrutura, que com o tempo se desenvolveram em osso. Foi exibida internacionalmente.[carece de fontes?] O Coração da Evolução? (2019) é uma escultura biomecânica que assume a forma de um design de coração humano batendo, exposta no Japão, onde historicamente houve grande controvérsia em torno do transplante de órgãos, especificamente transplantes cardíacos. A obra propõe um sistema vascular redesenhado com o potencial de aprimorar a função cardíaca e a possibilidade de cultivar órgãos substitutos em laboratório em vez de usar transplantes humanos ou de outros animais, questionando as implicações desse aprimoramento no que significa ser humano e os impactos na evolução.[carece de fontes?] É também um exemplo do seu trabalho combinando computacional e biológico. O design do coração foi impresso em 3D com materiais biocompatíveis.
Inteligência Artificial
Karle integrou IA em sua prática para fins criativos e para explorar suas implicações na saúde e no futuro.[carece de fontes?] Suas obras híbridas de IA e bio-AI foram exibidas em exposições de museus, incluindo: Artificial Intelligence: AI / The Other I Ars Electronica Linz, Áustria,[carece de fontes?] La Fabrique Du Vivant Centre Pompidou, Paris, França,[carece de fontes?] e Future and the Arts: How Humanity Will Live Tomorrow Mori Art Museum, Tóquio, Japão.


