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Amputação no registo paleopatológico

Em contexto arqueológico e paleopatológico, os casos de amputação são raros mas revelam a sua prática ao longo do tempo, um pouco por todo o mundo e com base em diversas motivações.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Europa: evidências arqueológicas e paleopatológicas

As evidências paleopatológicas de amputação na Europa, provêm de diversos e distintos contextos geográficos, arqueológicos e cronológicos (tabela 1, figura1). As mais antigas remontam ao Neolítico e foram encontradas no úmero direito de um esqueleto recuperado do sítio arqueológico Buthiers-Boulancourt localizado em Paris (França).

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Métodos de diagnóstico

O diagnóstico de amputação em paleopatologia é revestido de enormes limitações sobretudo se não existir remodelação óssea, sendo facilmente confundíveis com fraturas ante mortem não consolidadas ou post mortem. Assim, a grande maioria dos casos é diagnosticada através da evidência de cicatrização do coto. Como métodos complementares são utilizadas a análise métrica aos elementos ósseos afetados e as técnicas como a radiologia, a tomografia computorizada, a reconstrução 3D. A interpretação das evidências registadas é indissociável das fontes arqueológicas, cronológicas e/ou documentais.

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Caraterísticas biológicas

Em populações do passado as amputações eram efetuadas, maioritariamente, nos homens (tabela 1) e acometiam sobretudo as extremidades distais dos antebraços e das pernas com perda das mesmas e das mãos e/ou pés (tabela 2). As lesões, e à exceção das ocorridas peri mortem (tabela 2), progrediam para a cura, registando-se a formação de tocos remodelados, sem sinais de infeção e com tendência ao desenvolvimento de alguns osteófitos, podendo culminar na anquilose parcial dos ossos do antebraço (tabela 2). Em alguns casos os tocos bastante arredondados e “polidos” nas extremidades dos antebraços que sofreram amputação indiciam forças biomecânicas exercidas, muito provavelmente, pela colocação/utilização de próteses.

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Causas

As circunstâncias em que as amputações ocorreriam baseiam-se na análise da morfologia do coto e nas especificidades do respetivo contexto cronológico e sociocultural, enquadrando-se, essencialmente, em três categorias: Outras causas como as práticas rituais e os acidentes não devem ser descartadas.

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A ausência de evidências

A escassez de evidências osteológicas de amputação em populações do passado pode residir em diversos fatores entre os quais refira-se:

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