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Amor à Queima-Roupa

Amor à Queima-Roupa é um filme policial norte-americano de 1993, dirigido por Tony Scott e estrelado por Christian Slater, Patricia Arquette, Christopher Walken, Dennis Hopper e Gary Oldman, com participações de Val Kilmer, Brad Pitt, Michael Rapaport, Bronson Pinchot, Chris Penn, Tom Sizemore, James Gandolfini e Samuel L. Jackson. O roteiro foi escrito por Quentin Tarantino com base em uma história de 80 páginas escrita por Roger Avary em 1985.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Enredo

Clarence Worley (Slater) é funcionário de uma loja de histórias em quadrinhos e um aficionado por cinema e Elvis Presley. No seu aniversário, ele vai a um cinema de Detroit para assistir a uma produção tripla do cineasta Sonny Chiba. Lá, ele (aparentemente por acaso) conhece Alabama Whitman (Arquette); os dois vão a um restaurante para comer torta e conversar sobre o filme antes de irem para o apartamento de Clarence. Depois de fazerem sexo, ela confessa ser uma garota de programa contratada pelo chefe de Clarence como um presente de aniversário. Porém, ela se apaixona por Clarence, e ele por ela. No dia seguinte, os dois se casam. O cafetão de Alabama, Drexl Spivey (Oldman), porém, não parece estar satisfeito com o ocorrido. Clarence, então, vê uma aparição de seu ídolo, Elvis Presley (Kilmer), que lhe aconselha a matar Drexl, para "tornar o mundo um lugar melhor". Clarence conta a Drexl que se casou com Alabama e que ela não tem mais negócios para com o cafetão. Os dois, eventualmente, brigam; Clarence saca uma arma e mata Drexl e seu guarda-costas. Ele deixa o local com pressa e pega uma bolsa, a qual ele acredita conter as roupas de Alabama. Quando Clarence conta a ela que matou Drexl, ela soluça e afirma que aquilo foi "tão romântico".

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Produção

Desenvolvimento do roteiro

"Quando você é um ninguém, é um assassinato conseguir alguém que leia seus roteiros. Então a minha ideia era tornar a primeira página fantástica, com um diálogo que te prendesse no ato. O roteiro original de True Romance começava com uma longa discussão sobre cunilíngua. Muitas pessoas disseram que o roteiro era racista e que a violência grotesca iria desagradar as pessoas. Eu disse a Tony, 'Leia as três primeiras páginas. Se você não gostar delas, jogue isso longe'." Quentin Tarantino, autor do roteiro de True Romance A origem do roteiro de True Romance remonta a 1985, quando Quentin Tarantino e Roger Avary trabalhavam em uma videolocadora em Manhattan Beach, na Califórnia. Avary escreveu um roteiro de 80 páginas intitulado "The Open Road", centrado em torno de Clarence Worley, um aficionado por histórias em quadrinhos, e Alabama Whitman, sua esposa. Worley escreve um roteiro sobre dois assassinos em série chamados Mickey e Mallory, que atravessam os Estados Unidos matando pessoas. Com o aval de Avary, Tarantino se apropriou de "The Open Road" e o reescreveu, dividindo-o em duas histórias separadas: a história de Clarence e Abalama tornou-se True Romance, enquanto Mickey e Mallory tornaram-se os personagens principais de Natural Born Killers, que viria a ser filmado por Oliver Stone em 1994. Ademais, "alguns pedaços [de 'The Open Road'] viriam a integrar outros roteiros (...) eventualmente encontrariam seu caminho em Natural Born Killers, Pulp Fiction e provavelmente muitos outros filmes de Quentin Tarantino".

Escolha do elenco

Christian Slater estava filmando Untamed Heart quando recebeu o roteiro de True Romance, definindo o texto como "um dos melhores roteiros que eu já li" e o seu personagem como "excêntrico". Posteriormente, Tarantino — que não participou de nenhum processo de produção do filme, com exceção da escrita do roteiro — revelou que pensara em Robert Carradine para o papel, justificando que "Para a maioria dos escritores de primeira viagem, o personagem principal é o seu dublê. Clarence era eu. Se você me perguntasse à época se Christian Slater era o ideal para o papel, eu diria que não — ele era bonito demais". Slater revelou que conhecera Tarantino durante um dos ensaios, afirmando que tivera "visões de caras como Quentin que trabalhavam em videolocadoras e são enérgicos sobre filmes, mas nunca poderiam ser Charles Bronson". Scott revelou que Val Kilmer queria o papel de Clarence, mas o diretor "tinha uma visão diferente" e Kilmer pediu para interpretar Elvis.

Filmagens

As filmagens de True Romance foram iniciadas em 15 de outubro de 1992, em Los Angeles, na Califórnia, tendo se desdobrado por doze semanas. As principais localidades da filmagem foram, sobretudo, Detroit (onde a história é ambientada) e Los Angeles; localidades específicas incluem Pasadena, Hollywood, Malibu e Palmdale. Quando as filmagens foram iniciadas, "a combinação de atores veteranos e novos talentos fomentou um espírito de colaboração", relatou a revista Maxim. Tony Scott relatou que Gary Oldman ocasionalmente levava sua mãe às filmagens; "Após uma tomada ele ia, 'Mãe, o que a senhora acha?', Ela dizia, 'Está bom', e ele, 'Que porra você sabe? Está horrível'. (...) "Sua mãe também estava lá na cena em que o pênis de Drexl é explodido. Ela disse, 'É, eu achei aquilo muito bom'."

Trilha sonora

Hans Zimmer compôs parte da trilha sonora de True Romance, com o restante da parte musical do filme sendo composta por "várias músicas de todas as variedades". A Morgan Greek Productions, por intermédio de sua subsidiária Morgan Greek Records, lançou a trilha sonora oficial do filme, intitulada True Romance: Motion Picture Soundtrack em CD e fita cassete em 7 de setembro de 1993. O álbum contém, além de três composições de Zimmer, músicas de artistas como Chris Isaak e Soundgarden. Gary Dretzka, do Chicago Tribune, concedeu três de quatro estrelas ao álbum, escrevendo que as composições de Zimmer "definem um tom etéreo", enquanto "as seleções de rock (...) trazem a ação de volta à Terra". Adam Greenberg, editor do portal Allmusic, concedeu duas estrelas e meia de cinco ao álbum, afirmando que "[não é] um álbum ruim, ainda que ele se torne previsível até o momento do Soundgarden". Como forma de promover o álbum, "In Dreams", de John Waite, foi lançada como single e, também, em um videoclipe dirigido por Tony Scott, que também dirigiu True Romance. Chris Isaak também lançou um videoclipe para a sua participação no álbum, a canção "Two Hearts".

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Lançamento

Bilheteria

Em 4 de agosto de 1992, dois meses antes de o filme iniciar suas filmagens, a Morgan Greek Productions adquiriu todos os direitos sobre True Romance nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá, realizando um acordo com a Warner Bros., que atuou como distribuidora do filme nos Estados Unidos. Quando o filme estava prestes a ser lançado, a distribuidora cogitava alterar o seu nome para Reckless Hearts (algo como Corações Imprudentes). Insatisfeito, Tarantino relatou que chamara "(...) Patricia [Arquette], Christian [Slater] e Tony [Scott] e disse, 'Vamos para a festa da imprensa e falar sobre o quão ruim esse título é e quão bom o título real é. Vamos falar o nome do chefe do departamento de marketing em cada entrevista para que ele esteja no maldito anzol'." Todavia, o nome original foi mantido.

Recepção da crítica

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 93% das 61 avaliações dos críticos são positivas. O consenso diz que o filme "é uma divertida e violenta excursão de ação, no melhor sentido". O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 59 em 100, baseado em 19 críticos, indicando críticas "mistas ou médias". Roger Ebert concedeu três de quatro estrelas à True Romance, destacando que "é o tipo de filme que cria o seu próprio universo". O crítico escreveu que o filme "parece, em momentos, como uma queima de estoque da fábrica de clichês, [mas] é feito com tanta energia, com espíritos tão elevados, uma bobeira tão encantadora, que é impossível resistir". Ebert enalteceu os coadjuvantes, definindo-os como "(...) soberbos, uma chamada nominal de atores que estão em casa nessas águas violentas: Christopher Walken, Dennis Hopper e Brad Pitt, por exemplo". Rob Fraser, da revista Empire, concedeu quatro de cinco estrelas à True Romance, destacando sobretudo, a direção de Tony Scott, afirmando que o diretor "dá ao filme uma energia implacável que nunca permite aos espectadores pararem e considerarem o absurdo de tudo isso". Ele também elogiou o roteiro de Quentin Tarantino, afirmando que ele "teve o talento para detalhar a sua fantasia com personagens vividamente desenhados, jorrando diálogos instantaneamente clássicos durante cenas de cair o queixo".

Indicações para prêmios

True Romance recebeu, ao todo, seis indicações para prêmios cinematográficos, embora não tenha vencido nenhum deles. No Saturn Awards de 1994, o filme concorreu para Melhor Ator (Christian Slater), Melhor Atriz (Patricia Arquette) e Melhor Roteiro (Quentin Tarantino); no mesmo ano, também concorreu no MTV Movie Awards na categoria "Melhor Beijo", entre Slater e Arquette. No ano seguinte, foi indicado para Melhor Filme Internacional de Ficção no Fantasporto e, em 2003, recebeu uma indicação por "Melhor Comentário de Áudio" no DVD Exclusive Awards, que premia, exclusivamente, lançamentos em DVD.

Home video

A Warner Home Video foi a responsável por distribuir True Romance em home video. As primeiras versões datam de 1994, com o lançamento do filme em VHS; três anos depois, viria a ser lançada a primeira versão em DVD. O filme foi relançado nos anos 2000: em 2001, uma nova versão em VHS foi distribuída, enquanto no ano seguinte, foi lançado um DVD duplo com a versão do diretor (director's cut), sem cortes. Este lançamento apresentou melhorias na qualidade de imagem, conforme assinalado por Jeremy Dunham, em resenha escrita para o portal IGN: "Na primeira edição, havia estranhas anomalias de contraste e problemas de balanceamento de cor que davam ao filme um brilho alaranjado. Adicionalmente, havia uma tonelada de grãos notáveis nas seções mais escuras do filme, e isso dava a impressão de que o filme era mais velho do que realmente era". O som tambéma apresentou melhorias, sendo remasterizado em surround. O segundo disco contém extras como acesso ao storyboard do diretor Tony Scott, o final alternativo inicialmente escrito por Quentin Tarantino, autor do roteiro, cenas deletas e três faixas distintas de comentários em áudio — uma com Christian Slater e Patricia Arquette, outra com Scott e outra com Tarantino.

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Fontes consultadas

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