Amina binte Uabe
Amina binte Uabe foi a mãe do profeta islâmico Maomé. Pertencia ao clã zuraíta da tribo dos coraixitas de Meca e era filha de Uabe ibne Abede Manafe e Barra binte Abede Aluzá. Casou-se com Abedalá ibne Abede Almotalibe, pai de Maomé, que morreu poucos meses após o matrimônio, antes do nascimento do filho. Segundo a tradição islâmica, nunca voltou a casar nem teve outros filhos. Morreu quando Maomé tinha cerca de seis anos de idade, durante a viagem de regresso de Iatrebe para Meca, sendo tradicionalmente considerada sepultada em Abua.
As fontes não registram a data de nascimento de Amina, embora seja consenso que tenha contraído matrimônio ainda jovem. Seu pai, Uabe ibne Abede Manafe, pertencia ao clã zuraíta da tribo dos coraixitas, enquanto sua mãe, Barra binte Abede Aluzá, era membro do clã dos abedadaritas. Desde Ibne Isaque, diversos autores descrevem Uabe como uma figura influente entre os zuraítas e atribuem a Amina posição social elevada. Alguns estudiosos modernos sugeriram que essas descrições poderiam representar idealizações posteriores motivadas pelo respeito dedicado à mãe de Maomé. O teólogo turco Bekir Topaloğlu, contudo, considera essa hipótese pouco convincente, observando que os coraixitas já desfrutavam de prestígio entre as tribos árabes e que seria natural que Abede Almotalibe, chefe de seu clã, escolhesse para o filho uma esposa pertencente a uma família igualmente distinta. O casamento de Amina com Abedalá ibne Abede Almotalibe ocorreu após Abede Almotalibe solicitar sua mão a Uabe ou, segundo outra tradição, ao tio paterno da noiva, que exercia sua tutela Conforme o costume da época, o casal permaneceu os três primeiros dias do matrimônio na residência da família da noiva. Segundo um relato preservado por Ibne Sade, no mesmo dia em que Amina foi prometida em casamento a Abedalá, a filha desse tutor, Hala, foi prometida a Abede Almotalibe, episódio que W. Montgomery Watt considera possivelmente um vestígio de um antigo costume matrimonial árabe. Poucos meses depois, porém, Abedalá faleceu durante uma viagem comercial, deixando Amina grávida de seu único filho. É provável que, após a viuvez, ela tenha permanecido vivendo junto de seus parentes.


