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Amilase

Amilases são enzimas cruciais que catalisam a quebra de carboidratos complexos como amilopectina, amilose e glicogênio em açúcares mais simples, como a maltose e dextrinas. Existem diferentes tipos, incluindo a alfa-amilase (ptialina) encontrada na saliva e a amilase pancreática produzida no pâncreas. Essas hidrolases atuam extracelularmente para digerir o amido e o glicogênio presentes na nossa alimentação.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 28/06/2026

Pontos-chave

  • Amilases quebram carboidratos complexos em açúcares simples.
  • A ptialina na saliva inicia a digestão de amido.
  • A amilase pancreática completa a quebra de amido no trato digestivo.
  • Níveis elevados de amilase no sangue podem indicar pancreatite aguda.
  • A dosagem de amilase no sangue e na urina auxilia no diagnóstico de doenças pancreáticas e renais.
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Função Digestiva

A amilase desempenha um papel vital na digestão, quebrando açúcares. A ingestão de carboidratos estimula as glândulas salivares a produzir amilase, iniciando a transformação do amido em maltose e glicose. No entanto, é a amilase pancreática que completa a digestão do amido em unidades menores, conforme o alimento avança pelo trato digestivo.

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Dosagem e Análise

A dosagem de amilase no sangue é utilizada para diagnosticar doenças pancreáticas. Na urina, a análise da amilase ajuda a avaliar a função renal e, quando comparada aos níveis séricos, auxilia na exclusão de certas patologias pancreáticas.

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Importância Clínica

A medição dos níveis de amilase no sangue é uma ferramenta clínica valiosa para diagnosticar doenças do pâncreas e investigar sua função. Em casos de pancreatite aguda, os níveis de amilase podem aumentar significativamente, chegando a quatro a seis vezes o limite superior normal, com elevação em 2 a 12 horas e retorno ao normal em 3 a 4 dias.

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Quando Medir Amilase?

A atividade da amilase no sangue é geralmente medida quando há sintomas sugestivos de problemas pancreáticos, como dor abdominal intensa, febre, perda de apetite ou náuseas. A dosagem na urina também é comum para comparação com os valores sanguíneos. Após a remoção de cálculos biliares, a amilase pode ser monitorada para verificar seu retorno aos níveis normais.

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Hiperamilasemia: Causas e Diagnóstico

A hiperamilasemia, ou aumento da amilase no sangue, pode ser causada por pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas que pode levar a inchaço, necrose e, em alguns casos, hemorragia. Os níveis de amilase tipo P aumentam de 5 a 8 horas após o início da dor abdominal, retornando ao normal em 3 a 4 dias. Os valores máximos podem ser de 4 a 6 vezes o normal, atingidos entre 12 e 72 horas. É importante notar que a amplitude dessa elevação não se correlaciona diretamente com a gravidade da pancreatite, e em até 20% dos casos, a amilase pode apresentar níveis normais. Outros exames, como amilase urinária, depuração de amilase, isoenzimas e lipase sérica, são usados em conjunto para um diagnóstico mais preciso da pancreatite aguda.

Hiperamilasemia Não Pancreática

A hiperamilasúria (aumento da amilase na urina) geralmente reflete os níveis elevados de amilase no sangue. Sua atividade pode ser medida em amostras de urina de 1 hora ou 24 horas. Na pancreatite aguda, a reabsorção tubular de amilase pode estar reduzida, possivelmente devido à competição com outras proteínas de baixa massa molecular.

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