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Guerras de independência na América espanhola

As guerras de independência na América espanhola foram as numerosas guerras contra o Império Espanhol na América espanhola, que ocorreram durante o início do século XIX, a partir de 1808 até 1829. O conflito começou em 1808, com juntas estabelecidas no México e em Montevidéu, em reação aos acontecimentos da Guerra Peninsular. Os conflitos podem ser caracterizados tanto como uma guerra civil e uma guerra de libertação nacional como guerras internacionais, uma vez que a maioria dos combatentes de ambos os lados eram espanhóis e americanos, o objetivo do conflito por um lado foi a independência das colônias espanholas nas Américas. As guerras, em última instância, resultaram na formação de uma série de novos países independentes que se prolongam da Argentina e Chile, no sul, ao México, no norte. Apenas Cuba e Porto Rico permaneceram sob domínio espanhol, até a Guerra Hispano-Americana em 1898.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Causas da independência

Por ser um processo muito longo, complexo, abrangente e possuir muitas particularidades, as causas da independência variavam de lugar para lugar. Algumas causas de influência mundial, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos da América, atuaram mais como padrão que como uma causa direta. As causas são geralmente divididas em internas, que são as que ocorreram na Espanha e nas colônias e externas que são as que ocorreram em países estrangeiros.

Causas Externas

O vácuo do governo na Espanha causado sucessivamente por Napoleão e o constitucionalismo espanhol, abriu a oportunidade para a classe dirigente latino-americana, constituída por crioulos europeus dessem impulso e sustentassem o movimento, e a guerra pela independência como um meio de preservar e reforçar o seu status, diminuindo o risco de ser perdido, mas sem procurar uma mudança, a menos que a estrutura social americana (permanência de castas ou escravos, etc), nem uma diminuição no seu âmbito administrativo. A chamada "Pátria" foi a característica essencial do movimento e, finalmente, prevaleceu em todas as partes da América relativamente a outros movimentos de independência, como o fracasso de Hidalgo no México, foi também acompanhado por uma verdadeira revolução social.

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Processo de independência

Na América do Norte, a primeira colônia espanhola a se tornar independente foi o México, adotando, primeiramente o governo monárquico, e depois o governo republicano. Na América do Sul, a primeira independência foi a da Venezuela, que se completou com a independência da Colômbia e Equador. Na América Central, a região foi dividida em cinco países: Honduras, Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica. Depois de alguns anos, foi a vez das ilhas da América Central (as do Mar do Caribe): a República Dominicana, Porto Rico e de Cuba. Ocorreu uma revolta de cunho indianista no Peru em novembro de 1780. Sua bandeira principal era a oposição ao domínio espanhol. A liderança coube a José Gabriel Condorcanquí, Marquês de Oporesa,autodenominado "Tupac Amaru II". Ele descendia de Tupac Amaru, sobrinho de Atahualpa,reconhecido pelos indígenas como o último Inca, que ensaiara uma rebelião contra o domínio espanhol e fora executado pelos conquistadores em 1572. Mais de dois séculos depois, o alvo imediato dos rebeldes eram as autoridades que infligiam tratamento cruel aos trabalhadores das tecelagens, inclusive crianças, que ficavam fechadas nos "abrajes" ou fábricas de tecidos por quase 16 horas diárias, em troca de salários miseráveis. Outra reivindicação era um melhor tratamento aos índios que trabalhavam nas minas e plantações.Tupac Amaru II e seus partidários indígenas foram derrotados pelas forças do vice-rei. José Gabriel teve a língua cortada e sofreu esquartejamento na cidade de Cuzco. As mulheres indígenas, além de perderem suas terras, continuaram sem o direito ao voto.

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Guerras da América Espanhola

América Central · Argentina · Bolívia · Chile · Colômbia · Equador · México · Paraguai · Peru · Uruguai · Venezuela

Países latino-americanos que declararam independência entre 1809 e 1821

Entre 1809 e 1818 várias colônias latino-americanas declararam-se autónomas e independente da Espanha. Estas foram as seguintes: O principal motivo para a crise colonial na América espanhola foi a crise institucional que eclodiu na metrópole quando Napoleão Bonaparte obrigou a abdicação de Carlos IV em favor Fernando VII e este últimos em favor dos Bonaparte, com José Bonaparte como o novo rei da Espanha e suas colônias. Esta crise e a subsequente invasão da Espanha pelo exército napoleônico, levaram à criação de juntas fernandistas em várias cidade do território espanhol. Muitos destas juntas fernandistas na América possuiam dirigentes claramente autonomistas independentistas.

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Participação das Mulheres nas Guerras de Independência

A participação das mulheres nas lutas de independência foi muito importante para a conquista da liberdade em vários países da América Latina. Mesmo em uma época em que tinham pouca participação na vida política, muitas mulheres contribuíram de diferentes formas para os movimentos independentistas. Algumas cuidavam dos feridos, organizavam recursos e participavam diretamente dos conflitos, enquanto outras atuavam como mensageiras e espiãs, levando informações importantes para os revolucionários. Além disso, muitas defenderam ideias de liberdade e transformação social. Durante muito tempo, sua importância foi pouco valorizada pela história. Porém, a partir da década de 1990, pelo menos, reconhece-se que elas tiveram um papel relevante nos processos de independência, participando ativamente das lutas e apoiando os movimentos emancipatórios. Essas mulheres não pertenciam apenas à elite, mas também a diferentes estratos sociais, incluindo mulheres pobres, indígenas, negras e mestiças, que contribuíram de diversas formas para os movimentos de independência.

Países americanos que declararam independência após 1825

Após concluir a Guerra Hispano-Americana e depois da assinatura do Tratado de Paris (1898), Cuba, Porto Rico, Filipinas e Guam ficaram sob o controle dos Estados Unidos.

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Consequências

Para a Espanha

A nação espanhola se mostrou indiferente, dos outros que consideraram um problema. Para os comerciantes e a administração governamental desapareceu uma fonte de rendimento — o fluxo de ouro, essencial para o Tesouro, bem como um importante mercado para exportações espanholas. A Espanha continuou em meio de uma guerra civil, caindo para uma potência de segundo plano entre os Estados europeus.

Para a América

O movimento de independência devido a seu efeito divisivo foi o resultado natural da fragmentação dos países emergentes. Não houve nenhuma alteração na estrutura administrativa; nem mesmo houve alterações sociais das chamadas castas: criollos, mestiços, pardos, ou para índios e escravos negros. Desapareceu o monopólio comercial e, portanto, o protecionismo, com o empobrecimento de muitas regiões latino americanas que não poderiam competir com as indústrias na Europa. A independência não está ligada a qualquer melhoria econômica ou social ou de administração. Pode-se dizer que o sonho de Bolívar de criar uma América unida, a Grã Colômbia, fracassou.

Países formados

Embora esse movimento de independência iria continuar seu processo político, os 7 países que foram criados como um resultado das guerras de independência hispano-americanas foram: Além disso, houve um movimento que conseguiu independência sem derramamento de sangue e que resultou na criação de outro país: Estes, depois de processos complexos que ocorreram em anos posteriores resultaram em 16 países da América Latina: Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. No Caribe, a República Dominicana continuará sendo uma parte da Espanha até 1844, enquanto Cuba e Porto Rico continuará o sendo até sua separação, como resultado da Guerra Hispano-Americana em 1898.

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