Pesquisa · Mapa mental

Parkour

Desenvolvido como um método de treinamento que permite ao indivíduo, ultrapassar de forma rápida, eficiente e segura qualquer obstáculo utilizando somente as habilidades e capacidades do corpo humano, o parkour foi desenvolvido inicialmente na França entre meados e final da década de 1980. O termo é proveniente de uma adaptação da palavra original parcours e foi sugerido por um amigo de David Belle, o qual por sua vez, junto com alguns amigos de adolescência, é considerado como fundador do parkour. Ainda, o termo parcours tem relação com o "Parcours du combattant", mais conhecido como a pista de obstáculos do pentatlo militar. A modalidade tem diversas influências de práticas corporais e entre estas, destacam-se as ginásticas e o Método Natural de Educação Física de Georges Hébert, também conhecido como "Méthode Naturelle", o qual também se utilizava de habilidades e capacidades corporais para superar obstáculos e desafios tanto em ambientes urbanos como quantos naturais. A modalidade pode ser praticada tanto individualmente quanto em grupo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Generalidades

O fundador do parkour, David Belle atribui a inspiração para criar o método de treinamento, a seu pai e mentor Raymond Belle (1939-1999), o qual foi treinado na guerra da Indochina (período pré-guerra do Vietnã) e posteriormente atuou como soldado pelas forças armadas francesas. A partir de 1958, Raymond deixou o exército e entrou para o corpo de bombeiros de Paris na França. Raymond também é lembrado pelos seus feitos na ginástica, no esporte e pelos recordes em saltos, arremessos com vara e subida em corda, feitos estes que construiu enquanto fez parte da corporação. O parkour é uma forma de prática corporal pouco explorada no quesito de fundamentação teórica e de produção científica no cenário acadêmico, o que torna a modalidade um pouco difícil de ser categorizada. De acordo com o seu fundador, David Belle, o parkour consiste essencialmente em superar todos os obstáculos, seja eles físicos ou mentais em qualquer tipo de ambiente, natural ou urbano.

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Terminologia

Existem outras duas formas de expressão com vínculo direto com a prática e em muitos países são tratados também como sinônimos do parkour: A "Art du déplacement" ('Arte do deslocamento', em português) e o "Free Running" (Corrida livre', em português). O termo Art du déplacement foi o primeiro nome dado a prática corporal que viria a ser mais tarde também nomeada como parkour. Esse nome foi sugerido por Sébastien Foucan, considerado por muitos o co-fundador do parkour e também fundador do Free Running. O nome perdurou através dos Yamakasi, considerados o primeiro grupo de parkour. Por sugestão de seu amigo Hubert Koundé, David Belle remodelou a palavra parcours ('percurso', em português), primeiramente retirando a letra 's', a qual não é pronunciada pela voz e substituiu o 'c' por um 'k' para sugerir agressividade e causar mais impacto ao pronunciar, e também como forma de universalizar o termo.

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História

O parkour surgiu de uma necessidade de movimentar-se impetrada por David Belle, seus primos e seus amigos durante a sua adolescência, inicialmente em Fécamp na Normandia e posteriormente, nos subúrbios de Paris, em Lisses e Sarcelles, onde David Belle buscou reforçar os laços com seu pai e começou a ter os primeiros insights sobre o que viria a ser o parkour, como a importância do fortalecimento físico e mental e os elementos que David Belle descreve com um tipo de filosofia. Entretanto, a ideia do movimento tem suas raízes que remetem ao final do século XIX com Georges Hébert, criador do Método Natural e posteriormente no século XX, com Raymond Belle, ex-soldado, atleta, bombeiro francês e uma das grandes inspirações para o desenvolvimento do parkour.

Georges Hébert

Inicialmente, as maiores influências para o desenvolvimento do parkour foram Raymond Belle e o Método Natural de Educação Física de Georges Hèbert (1875-1957), método este ao qual Raymond Belle foi instruído na infância e adolescência. Georges Hébert foi um oficial da Marinha e profissional de Educação Física francês que observou o comportamento e o movimento dos homens das tribos africanas e de diversas outras partes do mundo durante as suas viagens como tenente da marinha francesa. Georges Hébert também pregava que um corpo sadio e atlético deveria combinar também coragem e altruísmo. Georges Hébert desenvolveu seu método com base em 10 grupos de habilidades: marcha, corrida, saltos, movimento quadrupedal, escalada, equilíbrio, lançamentos, levantamentos, defesa pessoal e natação. Todos esses movimentos deveriam ser imbuídos com o desenvolvimento de outros elementos como força de vontade, coragem, frieza, resiliência, benevolência, honra e honestidade, e também havia a necessidade de desenvolver a respiração e a musculatura. O treinamento pelo Método Natural de Hébert se expandiu pelas forças armadas e posteriormente por escolas, academias e clubes. Ainda, os estudos de Georges Hébert deram origem a um livro publicado em 1912 intitulado L’education physique virile et morale par la méthode naturelle ('A Educação Física, virilidade e moral pelo Método Natural', em português).

Raymond Belle

O pai de David Belle, Raymond Belle (1939-1999) nasceu e cresceu no Vietnã. Seu pai morreu e ele foi separado de sua mãe, sendo criado pelos tios do lado materno, os quais abusaram de Raymond em sua infância. Com sete anos de idade foi enviado para um orfanato militar onde colocou-se sob duras provações e treinamentos para tornar-se mais forte. Durante as noites, enquanto todos dormiam, Raymond saía do orfanato e treinava nas árvores e corria pela mata, desenvolvendo suas habilidades e fortalecendo seu corpo realizando saltos, flexões e equilíbrios. Isso permitiu que Raymond sobrevivesse ao duro período o qual durou sua infância e início da adolescência. Depois da batalha de Dien Bien Phu em 1954, Raymond retornou à França onde permaneceu nas forças armadas até os 19 anos de idade, em seguida juntou-se ao corpo de bombeiros de Paris.

David Belle

Em 1973 nasce David Belle, um dos filhos de Raymond e Monique Belle. Este viria a ser o herdeiro dos ensinamentos de Raymond Belle e de suas técnicas de ultrapassar obstáculos. David teve experiências com diversas modalidades como: ginásticas, atletismo e artes marciais, porém seu rendimento escolar e seu comprometimento com atividades esportivas não era assíduo. Durante boa parte de sua infância, David Belle viveu e aprendeu com seu avô materno Gilbert Kitte, sendo este, além de Raymond Belle, um dos pilares da educação e formação de David. Conforme crescia, David tornava-se mais curioso a respeito da vida do pai e por meios de conversas com este decidiu que necessitava e queria desenvolver suas habilidades para caso tivesse necessidade na sua vida. Nessas conversas David aprendeu mais sobre essa forma de treinamento que seu pai chamava de 'le parcours' e sobre as diversas repetições que ele havia feito para encontrar o seu próprio caminho. Raymond ensinou a David que treinar não é uma brincadeira, mas algo altamente vital que permitiria a ele sobreviver e proteger as pessoas com as quais ele se importava. David então percebeu que este era o caminho que ele buscava e começou a trilhá-lho. Isso veio a tornar-se mais importante que a escola e David colocou toda a sua atenção em seu treinamento.

O grupo original

Durante o final da década de 1980 e início da década de 1990, David Belle conhece aqueles que viriam a ser seus parceiros de treino. Entre visitas frequentes à seu pai, que residia em Sarcelles e a vida com sua mãe que morava em Lisses, David conheceu amigos que por fim juntaram-se em um único grupo com a intenção de se movimentar, treinar e se fortalecer. Este grupo era originalmente formado por David Belle, Châu Belle Dinh, Williams Belle, os irmãos Yahn e Frederic Hnautra, David Malgogne, Malik Diouf, Guylain N'guba Boyeke, Laurent Piemontesi e Charles Perrière. Um dos fatores que influenciaram definitivamente esse garotos foram suas famílias, onde vários deles tinham pais e parentes que serviram as forças armadas, corpo de bombeiros, foram praticantes de artes marciais e até atletas. Uma menção de destaque cabe a presença, na época, de Katty Belle, única mulher a fazer parte do grupo original, porém, pouco lembrada ela era mais um integrante que carregava a força do nome da família Belle. Katty fez parte do surgimento do movimento por meio de seu tio Raymond Belle pois, quando criança, o mesmo Raymond buscava a ela e a seus irmãos na escola e os levava para treinar nas matas de Ecouen.

A separação

Cabe ressaltar que durante mais de uma década o grupo treinou junto e em determinado ponto, por volta do ano de 1997, ideias começaram a divergir. Nesse momento, David Belle e Sébastien Foucan se afastam do grupo original que também era composto pelos primos de David: Châu e Williams (que residiam em Sarcelles), os irmãos Yahn e Frederic Hnautra (moradores de Lisses), e seus amigos David Malgogne, Malik Diouf, Guylain N'guba Boyeke, Laurent Piemontesi, Charles Perrière, estes decidiriam usar o termo 'Art du déplacement' para a sua prática. Mais tarde David Belle e Sébastien Foucan também seguiriam caminhos separados por divergências em seu modo de pensar e treinar, dessa divisão surgiriam respetivamente, o parkour e o free running.

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Prática do parkour - meados da década de 1980 e início do novo século

Imagem: Pandora's Perspective · BY-NC-SA · Openverse

Durante os anos que transcorreram entre o início das atividades que viriam a originar o art du deplacement, o parkour e o Free running, a prática em si era regida de maneira bem diferente do que a maioria se utiliza nos dias atuais. David Belle, fundador do parkour, manteve por muito tempo a ideia de que seu método de treinamento era uma arma camuflada, uma maneira de livrar-se de situações perigosas ou ainda para ajudar pessoas em necessidade ou empregar perseguições. Sua visão era a de que o parkour deveria dar autonomia ao praticante, sendo este capaz de realizar ações e tomar decisões por si. Para Belle, o parkour consistia em treinar, repetir e alcançar seus objetivos além de objetivar uma movimentação fora dos padrões ditos "normais" pela sociedade. Sobre a consistência da repetição e da dedicação ao treino, Stephane Vigroux, um dos discípulos de David, descreve que eram costumeiros os desafios quando iniciou seu treinamento com David, além da intensidade do treino, sendo a sensibilidade e o fortalecimento físico os dois pilares essenciais da prática, este último demandando sempre atenção total. Nesse tempo, David Belle também ressaltava para seus companheiros de treino e seus aprendizes, a importância do respeito e humildade.

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Prática no novo milênio

Imagem: Pandora's Perspective · BY-NC-SA · Openverse

Com o advento da internet e a explosão digital mundial, o parkour tornou-se um fenômeno mundial, porém, a maioria das pessoas ainda desconhece o que vem a ser a prática. Muitos dos novos praticantes adentram a prática instigados por vídeos na rede mundial, entretanto, esses vídeos em sua maioria tem pouca ou nenhuma qualidade de informação,nas palavras de Charles Moreland: "[...] eles são terríveis, a maioria deles são horríveis!". Ainda, é possível lembrar das palavras do fundador da modalidade, David Belle em uma entrevista para o canal FreerunningTV.com, onde diz o que pensa acerca dos vídeos em geral sobre parkour disponíveis na rede: "[...] a maioria só esta interessada nas aparências, eles querem se exibir [...]" . Embora existam diferentes discursos e interpretações, existe atualmente uma dicotomia entre os grupos que procuram preservar a essência original do parkour e aqueles com uma mente "mais aberta" que defendem uma nova roupagem para a modalidade, ressaltando a evolução da mesma no decorrer dos anos como algo natural, motivo que veio a causar disputas de poder e momentos de tensão na comunidade mundial. Malik Diouf, dos Yamakasi em uma entrevista apresentou sua opinião sobre o assunto: "Acredito que existem dois tipos de pessoas, os puristas e os com mente aberta", mostrando que a prática encontra-se atualmente dividida na forma e nas opiniões. É notório que os novos praticantes tem o desejo de desenvolver sua própria movimentação e que os grupos de praticantes vem crescendo exponencialmente, dessa forma várias novas interpretações acerca da modalidade vão surgindo e entrando em conflito com conceitos mais conservadores de praticantes mais velhos, ou mesmo daqueles que seguem a linha purista da prática. Sobre a transmissão de conhecimento do parkour para as futuras gerações, o praticante Valentin Dubois, do grupo Parkour Lyon ressalta que: "[...] quando você ensina parkour a alguém... você não pode força-los a pensar como você", assim sendo torna-se algo muito complicado tentar imbuir os valores pessoais dos praticantes mais antigos na nova geração, a qual enxerga a modalidade sob um novo espectro. Essa mudança drástica tem causado não somente discussões acirradas, mas também conflitos de ideias e da forma como se encontra a prática na atualidade, a qual torna-se quase irreconhecível por pessoas que se espelham nos vídeos mais antigos, embora muitos outros praticantes estejam produzindo conteúdos de seus próprios modos de ver o parkour, mas ao realizar uma análise visual, é notória a mudança, tanto na movimentação quanto no pensamento dos praticantes.

Orientações gerais

Sem limitações de espaços para ser praticado, o parkour é acessível a todos, possibilitando o autoconhecimento do corpo humano e mente como o desenvolvimento da força, resistência, coordenação motora e equilíbrio, ao mesmo tempo que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem — qualidades que favorecem o bem estar e a qualidade de vida, educando crianças, jovens e adultos ávidos por novas experiências. É essencial lembrar que parkour demanda treino e dedicação, bem como uma adequada orientação por parte de praticantes experientes, sendo assim é imperativo que, ao adentrar a prática, o iniciante busque instrução por meios de praticantes ou grupos ou até mesmo academias. Vídeos da internet ou tutoriais, são, de longe o último recurso para conhecer a modalidade. É necessário ser criterioso quando se busca informação sobre o parkour.

Equipamentos

O parkour oferece grande liberdade de movimento e custo mínimo para ser praticado, sendo recomendados (embora não obrigatórias) roupas e calçados que sejam confortáveis para os praticantes como: Não são utilizados protetores de cotovelo, protetores de joelho, capacete ou luvas para a prática. O objetivo é conhecer e fortalecer o próprio corpo, pois este já oferece todas as possibilidades de salva-guarda necessárias para a prática da modalidade. Propõe-se inclusive que deve haver treinos sem calçados e com os pés em contato direto com as superfícies onde se pretende treinar para melhorar a sensibilidade com a qual os movimentos são realizados.

Exercícios

O parkour demanda uma prática de treinamento tanto físico quanto mental. Dessa forma é necessário observar os elementos dos exercícios de tonificação e fortalecimento muscular, como: agachamentos, abdominais, flexões, puxadas em barras e outros. Muitos praticantes agregam à sua pratica, elementos da calistenia e da musculação, visando o fortalecimento. A repetição constante dos movimentos básicos traz polimento à técnica e molda o praticante, preparando-o para novos desafios e movimentações mais complexas. Também é recomendado que o praticante tenha comprometimento com a sequência de treinos, bem como assiduidade, ou seja, que este estruture e treine constantemente suas técnicas, bem como tenha em mente que o fortalecimento é parte fundamental para a melhora das condições físicas, além de preparar o praticante para desafios mais complexos.

Acidentes e mortes

O parkour requer não somente absoluta concentração e consciência sobre seu corpo e o ambiente onde você irá se movimentar, mas também é necessário preparo físico e mental. Se em situação de treinos outdoor é necessário sempre uma avaliação de distância, de sua capacidade e risco ao qual você estrá incorrendo. O conjunto mental é combinado ao controle e poder do corpo e da mente. Os praticantes costumam adotar a seguinte frase para descrever parte de sua prática: "é ridículo procurar liberdade e acabar quebrado numa cadeira de rodas". Mesmo assim, o parkour é uma arte que requer disciplina, treinando sua mente com bom-senso, e respeitando seus limites. Desse modo, acidentes podem ser amenizados ou até evitados.

Invasões, depredação e os problemas do roof culture

Outro problema que tem se tornado recorrente são as invasões de propriedades privadas ou estruturas de prédios abandonados, geralmente áreas que oferecem periculosidade aos praticantes para simplesmente gravar vídeos visando divulgação posterior na internet em busca de reconhecimento ou em nome do roof culture. Isso vai na contramão dos valores relacionadas ao respeito a si e a outrém, tão prezados pelos fundadores, bem como o respeito a propriedade alheia. Estas ações danosas à prática estão começando a se tornar muito comuns e estão ganhando as manchetes dos tablóides: Vidal (2017) ressalta que, ao postar um vídeo na internet o pretenso praticante torna-se referência para muitos pretensos adeptos, os quais irão pensar que invasões são algo correto ou permitido. Ainda, "Essas crianças não tem o mesmo preparo que você, e na cabeça delas, o que elas estão fazendo é parkour. Assim como nos influenciamos em grande parte pelos vídeos que vimos na internet, seus vídeos também podem servir como referência pra outros."

Competições

Devido ao seu crescimento desenfreado, o Parkour tornou-se objeto de desejo da mídia, de grandes empresas, de negócios e com o tempo tornou-se objeto de espetacularização. Dessa forma foi inevitável que surgissem concepções sobre formatos de competições para a prática com diferentes objetivos e formas de propagação. O aspecto competitivo do parkour embora imbuído essencialmente em seu âmago, ou seja, no pensamento de que o único a ser desafiado, o único contra quem deve-se competir é o próprio praticante, em um embate pessoal contra suas limitações e medos tomou rumos diferentes com a propagação do método mundo afora. Novas ideias e concepções fluíram pela mente de praticantes mais jovens, ávidos por um novo desafio ou pela busca do reconhecimento fornecido pelas mídias e empresas que observaram possibilidade de obtenção de lucro com tal modalidade, porém a somatória de tal pensamento causou tumulto no mundo do Parkour, dividindo opiniões.

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Prática consciente no Brasil

Imagem: Pandora's Perspective · BY-NC-SA · Openverse

Em contrapartida às dificuldades e problemas, existem diversos praticantes envolvidos com a disseminação consciente da prática do Parkour no cenário nacional, podendo ser a partir de iniciativas pessoais, de grupos, de organizações e de projetos esportivos e sociais, trazendo a modalidade de forma lúdica, divertida e enaltecendo como uma forma de melhora na qualidade de vida e saúde do praticante.

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Na cultura popular & Entretenimento

Imagem: Josa Jr · BY-NC · Openverse

O Parkour ganhou o mundo por meio das mídias, inicialmente pela TV, depois ganhou força pelo cinema e explodiu como fenômeno pela internet. Existem produções de todos os tipos e a cada ano diferentes canais de comunicação auxiliam na divulgação da modalidade. Nas séries de vídeo jogos 'Assassin's Creed', 'Batman: Arkham Asylum', 'Batman: Arkham City', 'Mirror's Edge', 'Mirror's Edge 2', 'Prince of Persia', Brink, Tron: Evolution, Crackdown, Crackdown 2, Dying Light, inFamous 1 e 2, os personagens jogáveis, fazem uso do Parkour, andando por cima dos telhados das cidades, saltando muros, etc.

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Sobre movimentação e obstáculos

Imagem: Marco Crupi Visual Artist · BY-NC-ND · Openverse

A movimentação do Parkour é permeada de variáveis, entretanto, muitos praticantes iniciantes preocupam-se demasiadamente com nomeclaturas e pouco com os aspectos mais relevantes do movimento em si e do ambiente onde pretende-se realizar a movimentação. Assim, é possível observar diversos aspectos e curiosidades acerca da movimentação, bem como do ambiente onde esta será realizada. É necessário observar ainda que, quando são abordadas as técnicas do Parkour, o aprendiz não pode simplesmente apenas reproduzir o que acabou de aprender, é necessário que o movimento aprendido lhe traga subsídios para melhorar a sua própria movimentação. David Belle (2009, p. 59) ressalta esse aspecto do aprendizado e desenvolvimento do movimento único de cada pessoa: 'Quando um jovem me pergunta: "Você pode me mostrar como fazer isso?" Eu simplesmente respondo: "Não, eu vou te mostrar como faço, então você terá que aprender com sua própria técnica, sua própria maneira de se mover, seu estilo, suas habilidades e suas limitações. Você vai aprender a ser você mesmo, não outra pessoa."

Variáveis dos obstáculos

As variáveis dos obstáculos são de grande valor e importância pois oferecem questionamentos aos praticantes durante o percurso. Ainda segundo Angel (2011, p. 109) o "[...] ambiente é seu amigo, seu rival e seu parceiro [...]", mostrando que o cenário onde o praticante se coloca é rico em possibilidades de movimentação, oferecendo diversas maneiras de interagir com o ambiente.

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Finalizando

Imagem: occasionallyxxx · BY-SA · Openverse

Embora existam diversos discursos, inúmeras fontes de informação e um sem-número de praticantes espalhados pelo mundo, é necessário ter discernimento para entender a modalidade, a qual vem passando por adaptações e modificações ao longo dos anos. Buscas minuciosas por documentários, livros e produções de cunho científico podem trazer muita informação proveitosa, enquanto utilizar-se de qualquer fonte como vídeos produzidos por canais do youtube ou blogs (com raríssimas exceções como os vídeos da série Parkour Literally) em sua maioria, podem vir a elevar o grau de confundimento da prática, repassando informações sem proveito algum. O parkour é uma prática saudável, pode ser considerado um esporte ou até mesmo um jogo, tem várias influências ginásticas e pode ser praticado em qualquer ambiente e por pessoas de várias idades, desde crianças até idosos, basta lembrar que deve ser uma prática responsável, visando uma melhor qualidade de vida e a própria saúde e, quem sabe, futuramente, níveis atléticos.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

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