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Ambystoma mexicanum

O Axolote é um tipo único de salamandra que mantém suas características larvais aquáticas durante toda a vida, como as brânquias externas, em vez de passar por metamorfose como a maioria dos anfíbios. Embora essa característica seja rara, não é exclusiva dos axolotes, pois outras salamandras (ambystomatidae), como o salamandra-tigre e o Necturus, também podem apresentar traços semelhantes. Originalmente, os axolotes habitavam uma rede de lagos e áreas alagadas no planalto do México, especialmente em Xochimilco e Chalco. No entanto, grande parte de seu habitat natural foi destruída após a colonização espanhola, quando os lagos foram drenados para dar lugar ao que hoje é a Cidade do México.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Etimologia

Imagem: rubund · BY-SA · Openverse

Axolote é um nome asteca, que numa tradução aproximada significa "monstro aquático", e na mitologia asteca era a evocação do deus Xolotl.

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Descrição

Um axolote adulto pode medir de 15 a 45 cm embora o comprimento mais comum seja 23 cm e seja raro encontrar um espécime com mais de 30 cm. Os axolotes possuem características típicas do estado larval das salamandras, incluindo brânquias externas e barbatanas caudais desde o final da cabeça prolongando-se por toda a extensão da cauda. Isso ocorre porque esses anfíbios apresentam tireoide rudimentar e não há liberação de hormônios tireoideanos, essenciais na metamorfose de anfíbios. Quando um axolote recebe hormônio tireoideano, transforma-se em animal adulto com caracteristícas terrestres: pulmão e patas e perda da cauda por reabsorção, tornando-se muito similar à salamandra-tigre Ambystoma velasci (em muitos casos, essa metamorfose ocorre naturalmente). As cabeças são amplas e possuem olhos sem pálpebras. Os machos são identificáveis apenas na época de reprodução pela presença de cloacas muito mais pronunciadas e de aspecto redondo.

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Habitat

Imagem: rubund · BY-SA · Openverse

Ao contrário do que ocorre com seus parentes próximos, como sapos e rãs, que passam a viver na terra quando deixam as formas larvais, os axolotes permanecem na água por toda a vida. O seu único habitat natural consiste dos lagos próximos da Cidade do México, em especial o lago Xochimilco e o lago Chignahuapan, este último no estado de Puebla. Atualmente, no lago Chignahuapan, são raramente encontrados. Isto se deve à predação dos seus ovos por espécies não autóctones introduzidas pelo homem. Além disso, a capacidade de regeneração do axolote também traz alguns problemas, uma vez que em certas zonas do México é apreciado em caldos e pela medicina naturista (como vitamínico).

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Evolução

Imagem: Stan Shebs · BY-SA · Openverse

Acreditava-se que os anfíbios atuais os quais conservam suas brânquias durante toda a vida seriam as formas mais primitivas. No entanto, após a descoberta de fósseis cujo aparato branquial desaparecia com a idade, tal qual ocorre em batráquios atuais, tal concepção foi abandonada. Assim, não se considera mais o axolote como um "fóssil vivo".

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Regeneração

Imagem: ZeWrestler · BY · Openverse

A espécie é intrigante, haja vista sua regeneração expressiva, apesar de sua alta complexidade em relação a outros seres com elevado potencial regenerativo, como esponjas, planárias e estrelas-do-mar. O axolote é capaz de regenerar, por meio de desdiferenciação celular, membros inteiros, que são constituídos por estruturas não comumente regeneradas, como nervos, musculatura, ossos e vasos sanguíneos. É capaz ainda de reparar completamente metade de seu coração ou cérebro. Tais propriedades são frequentemente analisadas em laboratório.

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Estado de conservação

Imagem: Mattia Nocciola · BY-SA · Openverse

Um artigo publicado na revista científica Nature no final de 2017 mostrava que a espécie está cada vez mais próxima da extinção. Em 1998, existiam 6000 axolotes por quilómetro quadrado na região mexicana de Xochimilco; dois anos depois, este número tinha baixado para 1000 espécimes por quilómetro quadrado. Em 2008, dez anos depois, os números eram ainda mais preocupantes: havia apenas 100 axolotes por quilómetro quadrado. Em 2018, sobretudo por causa da poluição, há menos de 35 destes animais por quilómetro quadrado. O axolote é um completo paradoxo de conservação, é provavelmente o anfíbio mais espalhado pelo mundo, em laboratórios e lojas de animais, e ainda assim está quase extinto na natureza. O que traz problemas: como existe uma baixa diversidade genética destes animais, são mais propensos a doenças.

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Produção de xarope para a tosse

Imagem: Seánín Óg · BY-NC-ND · Openverse

Um grupo de freiras do município mexicano de Pátzcuaro está a ajudar a criar e a devolver alguns destes animais ao seu habitat natural naquela região. Há anos que o grupo religioso utiliza estes animais na produção de um famoso xarope para a tosse, uma prática que passou de geração em geração — mas a forma como esse remédio é feito (e a maneira como os anfíbios entram na fórmula) não é revelada pelas freiras. Com laboratórios dentro do mosteiro, as freiras tornaram-se mestres da criação de axolotes – e têm um papel importante na devolução de alguns destes animais ao seu habitat natural.

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