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Amblyomma cajennense

Amblyomma cajennense é uma espécie de carrapato da família Ixodidae, também conhecida como carrapato-estrela ou carrapato-do-cavalo, que tem como hospedeiros preferidos os equídeos, mas pode também parasitar bovinos, outros animais domésticos e animais silvestres. O A. cajennense, na sua fase adulta, é também conhecido pelos nomes populares: "rodoleiro", "picaço", "carrapato rodolego" e também como "micuim", "carrapato pólvora", "carrapato-fogo", "carrapato meio-chumbo" e "carrapatinho" nas suas fases de larva e ninfa. A espécie é comum no Brasil e é um vector de diversas doenças como a babesiose equina e a febre maculosa, sendo esta última considerada um zoonose. Apesar de ser bastante irregular as infestações do Amblyomma, geralmente concentram-se nas sombras ou nos locais de passagem de seus hospedeiros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Distribuição geográfica

A. cajennense estão em áreas de transição que correspondem principalmente aos estados do Maranhão e Tocantins no leste do Brasil, Mato Grosso na região central do Brasil e Rondônia no oeste do Brasil. Essas áreas de transição correspondem às fronteiras geográficas dos biomas Amazônia e Cerrado. Além dessas áreas de transição, a A. cajennense está restrita a áreas dentro do bioma Amazônia, enquanto a Amblyomma sculptum é encontrada nos biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica. O registro único de A. sculptum no bioma Caatinga foi em uma área de clima tropical, em vez do clima semiárido dominante deste bioma . A distribuição do A. cajennense está quase restrita a áreas com clima equatorial (que geralmente coincide com o bioma Amazônia), enquanto a A. sculptum está quase restrita a áreas com clima tropical (que geralmente coincide com os biomas Cerrado e Mata Atlântica). São poucos os registros de A. sculptum ou A. cajennense em áreas com clima subtropical no sul do Brasil. Além disso, o bioma Pampa (mais ao sul do Brasil) é o único bioma onde a A. cajennense está ausente no Brasil. No bioma Amazônia, a ocorrência de A. cajennense era geralmente restrita a áreas onde a cobertura vegetal natural estava ausente. O mesmo se aplica a A. sculptum no bioma mata atlântica e nos biomas Cerrado e Pantanal, é encontrada em áreas com ou sem cobertura vegetal natural.

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Patogenias

Pode transmitir a babesiose equina, através dos protozoários Babesia equi e Babesia caballi, e a febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Para que a transmissão da febre maculosa ocorra são necessárias pelo menos 4 horas de fixação do carrapato no hospedeiro. A transmissão é mais comum quando o carrapato se encontra nos estágios de larva ou ninfa, pois o adulto tem uma picada dolorosa, de modo que é rapidamente percebido e removido.

Febre maculosa brasileira (FMB)

Os carrapatos são importantes para a saúde pública por causa da transmissão de uma grande variedade de agentes patogênicos e pelos prejuízos econômicos que eles causam à pecuária. Existem cerca de 870 espécies de carrapatos descritas mundialmente. Destas, 55 já foram descritas em nosso país, sendo o gênero Amblyomma o mais numeroso com 33 espécies. O A. cajennense é o principal carrapato associado à transmissão da febre maculosa no Brasil. Em algumas regiões, casos da doença têm sido associados ao aumento de capivaras, que são hospedeiras primárias para o A. cajennense e para o A. dubitatum. No Brasil, a febre maculosa brasileira (FMB) é a mais importante doença transmitida por carrapatos, principalmente do gênero Amblyomma, sendo A. cajennense e A. aureolatum encontradas em capivaras. Sabe-se que as capivaras atuam como hospedeiros primários do A. cajennense e do A. dubitatum e, portanto, elevam as densidades destes carrapatos em locais onde estão estabelecidas.

Propagação de doenças

Carrapatos transmitem patógenos que causam doenças através do processo de alimentação.

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Ciclo de vida

Imagem: insectsunlocked · CC0 · Openverse

Fase larval

Amblyomma cajennense é um dos carrapatos mais prevalentes espécie na região Neotropical, onde foi registrada em dezenas de espécies hospedeiras. Esses registros incluem principalmente mamíferos de médio e grande porte, incluindo o homem. Embora algumas espécies aviárias mostraram-se hospedeiras altamente adequadas para as larvas e ninfas em condições de laboratório, registros de A. cajennense em aves em natureza são escassas. Essa escassez deve ser relacionadas a limitações de identificação taxonômica de estágios imaturos de Amblyomma dos Neotrópicos. Antas(Tapirus terrestris), capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) e cavalos são considerados hospedeiros primários de A. cajennense no Brasil.

Sobrevivência

A maioria dos carrapatos passa por quatro estágios de vida: ovo, larva de seis patas, ninfa de oito patas e adulto. Depois de eclodir dos ovos, os carrapatos devem consumir sangue em todos os estágios para sobreviver. Carrapatos que exigem tantos hospedeiros podem levar até 3 anos para completar seu ciclo de vida completo, e a maioria morrer, pois, não encontra um hospedeiro para sua próxima alimentação. Eles podem se alimentar de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. A maioria dos carrapatos prefere ter um animal hospedeiro diferente em cada fase de sua vida. O ciclo de vida dos carrapatos de escápula ixodes geralmente dura dois anos. Durante esse tempo, eles passam por quatro estágios de vida: ovo, larva, ninfa e adulto. Depois que os ovos eclodem, os carrapatos devem ter uma refeição de sangue em cada estágio para sobreviver.

Hospedeiros

Os carrapatos encontram seus hospedeiros detectando odores de respiração e corpo dos animais, ou sentindo o calor corporal, umidade e vibrações. Algumas espécies podem até reconhecer pela sombra. Além disso, os carrapatos escolhem um lugar para esperar, identificando os caminhos utilizados com frequência. Então eles esperam por um hospedeiro, descansando nas pontas de gramíneas e arbustos. Carrapatos não podem voar ou saltar, mas muitas espécies de carrapatos esperam em uma posição conhecida como "busca". Enquanto buscam, os carrapatos seguram as folhas e a grama pelo terceiro e quarto par de pernas. Eles seguram o primeiro par de pernas estendidas, esperando para subir no hospedeiro. Alguns carrapatos se anexarão rapidamente e outros vagarão, procurando lugares como a orelha, ou outras áreas onde a pele é mais fina.

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Fontes consultadas

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