Amazonino Mendes
Amazonino Armando Mendes foi um advogado, empresário e político brasileiro. Foi prefeito de Manaus e governador do Estado do Amazonas.
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Filho de Armando de Souza Mendes e Francisca Gomes Mendes, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Amazonas. Foi casado com Tarcila Prado de Negreiros Mendes, falecida em 2015, com quem teve três filhos. Fez carreira no Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas entre as décadas de 1970 e 1980.
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Pela terceira vez no cargo de prefeito, se envolveu em controvérsias logo ao assumir o cargo, como a nomeação de sua filha Lívia Mendes e sua irmã como secretárias municipais do governo, quando questionado pela imprensa, declarou acreditar que o fato não se tratava de nepotismo. Dentre as suas promessas de campanha, destacou uma operação tapa-buracos de emergência nas ruas, corte pela metade das 36 secretarias municipais e pacto de projetos para a capital com o então governador Eduardo Braga (PMDB). além disso, no primeiro ano de mandato, houve a criação do Programa Bolsa Universidade. Amazonino disputou pelo PDT as eleições suplementares sendo apoiado pelo prefeito Arthur Virgílio. Venceu o segundo turno contra o ex-governador Eduardo Braga. Amazonino disputou a reeleição em 2018, sendo derrotado em 2° turno pelo candidato Wilson Lima do PSC Amazonino foi candidato à Prefeitura de Manaus pelo Podemos, nas eleições 2020 e perdeu com 48,73% para David Almeida e assumiu a derrota.
Prefeito de Manaus (1983–1986)
Em 1983 Amazonino assumiu a Prefeitura Municipal de Manaus, indicado no ano anterior por Gilberto Mestrinho. No mês de setembro, decretou aumento de 100% na tarifa do transporte coletivo. Estudantes e opositores foram às ruas, mas o movimento foi violentamente reprimido pela PM.[carece de fontes?] Durante esse primeiro mandato, regularizou ocupações e urbanizou bairros, alguns com mais de 30 anos, pavimentando mais de 600 ruas em dois anos e dois meses de gestão.[carece de fontes?] Criou o projeto Meu Filho, voltado para as crianças em situação de risco, bem como outros projetos, como o Espiral e Restaurante do Pequeno Trabalhador.[carece de fontes?]
Governador do Amazonas (1987–1990)
Durante a campanha de 1986, Amazonino fez apologia ao crime ambiental, prometendo dar uma motosserra a cada caboclo do interior do estado. Quando o IBDF (atual IBAMA) ameaçou processá-lo, ele recuou. Chegou a distribuir 2 mil motosserras aos eleitores, as quais acabaram vendidas a madeireiros a preços irrisórios. Em 1989 Amazonino atentou contra a Constituição Federal extinguindo a Polícia Civil, alegando que a mesma estava podre e corrupta. Conforme a Constituição, legislar sobre as polícias é atribuição do Congresso Nacional. Isso inclui extinguir, unificar e outros atos. A avalanche de ações judiciais impetradas por delegados e policiais colocados em disponibilidade fizeram Amazonino restaurar o status quo. O então governador teve que pagar vencimentos atrasados de todos os profissionais de Segurança Pública. [carece de fontes?]
Prefeito de Manaus (1993–1994)
Em seu segundo mandato como prefeito, Amazonino promoveu uma revitalização de diversos pontos turísticos e logradouros da cidade, com ênfase na duplicação das principais avenidas do município. No primeiro ano da gestão houve uma crescente urbanização de diversos bairros, além da inauguração do complexo da Praia da Ponta Negra. Implantou também o SOS Manaus, primeiro serviço de resgate de emergência pública. Em 1994, descompatibiliza-se do cargo de prefeito para concorrer ao governo do estado pela segunda vez. Foi eleito em primeiro turno com 62,26% dos votos válidos, deixando em seu lugar o vice-prefeito Eduardo Braga.
Governador do Amazonas (1995–1998)
Em 1° de janeiro de 1995, tomou posse pela segunda vez no cargo de governador do Amazonas. Nessa gestão lançou bases para a revitalização da economia no interior do estado, o terceiro ciclo, além do incentivo a agricultura em larga escala na região sul do estado. Em Manaus, construiu o Pronto Socorro João Lúcio, com o pronto socorro infantil anexo, os Centros de Atendimento Integral à Criança (Caics), os Centros de Atenção Integral a Melhor Idade (Caimi) e ampliou o Hospital Adriano Jorge, efetivando um amplo atendimento aos pacientes. Em 1996 criou um bairro e um hospital para homenagear sua mãe, ambos com o nome de dela (Francisca Mendes). O Hospital foi concebido para ser um hospital de alta complexidade, inclusive para realização de transplantes, e foi onde ficou hospitalizado quando sofreu um acidente em Presidente Figueiredo, município a 107 km de Manaus, em 2004, negando-se a ser removido para hospitais particulares.[carece de fontes?]
Eleições 2004 e 2006
Foi derrotado na eleição para a prefeitura de Manaus no ano de 2004 por Serafim Corrêa, recebendo 48,32% dos votos válidos. Em 2006, tentou a eleição pela quarta vez a governador do Amazonas pelo PFL e foi derrotado pelo governador reeleito Eduardo Braga (PMDB) no primeiro turno, com 50,63%. Assim, não conseguiu ir para o segundo turno por apenas 0,63%, ficando em segundo lugar.
Eleições 2008
Sua candidatura à prefeitura de Manaus em 2008 pelo PTB foi criticada por instituições como OAB e o Ministério Público do Estado do Amazonas, pois o mesmo, estaria respondendo a processos de crimes da lei de licitações, crimes contra o sistema financeiro nacional e crimes contra a ordem tributária. Conforme Ação Penal nº 2007 32 00 007742-0, 2ª Vara da Justiça Federal. Outra crítica sua candidatura foi referente as promessas de campanha impossíveis de serem cumpridas como a criação de mil creches, instalação de carretas para distribuição de internet gratuita a população carente da Zona Leste de Manaus. Liderou a apuração no primeiro turno, com 402 717 votos (46,21% dos válidos), enquanto Serafim Fernandes Corrêa (PSB), candidato a reeleição, recebeu 200 423 (23%). Omar Aziz (PMN), terminou em terceiro, com 153 071 (17,56%), e Praciano (PT), em quarto, com 111 536 (12,80%).
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Faleceu aos 83 anos no dia 12 de fevereiro de 2023 no Hospital Sírio Libanês em São Paulo, onde estava internado desde 25 de dezembro de 2022 devido a uma inflamação no intestino grosso e uma pneumonia. Amazonino Mendes já tinha sido internado em novembro de 2022 com uma crise de diverticulite, mas voltou a ser internado em 25 de dezembro devido a uma piora em seu quadro respiratório.==Referências==


