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Amanita virosa

Amanita virosa, vulgarmente conhecido como anjo-destruidor-europeu, é um fungo venenoso mortal do filo Basidiomycota, e uma das muitas espécies do género Amanita. Ocorre na Europa, associado a várias árvores decíduas e coníferas. Os corpos frutíferos (cogumelos) surgem durante o verão e outono; tanto o chapéu como as lamelas são totalmente brancos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Taxonomia e designação

Imagem: No machine-readable author provided. Bernypisa assumed (based on copyright claims). · BY · Openverse

O nome comum anjo-destruidor é aplicado a várias espécies venenosas de Amanita de cor branca, a esta espécie na Europa e a Amanita bisporiga e A. ocreata na América do Norte. A. virosa foi colhida e descrita pela primeira vez por Elias Magnus Fries na Suécia. O seu epíteto específico virosa é derivado do adjetivo latino virōsus que significa 'tóxico'.

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Descrição

Imagem: Amanita_virosa_02.jpg: B.Baldassari derivative work: Ak ccm · BY · Openverse

A. virosa surge inicialmente como uma objecto de forma oval coberto por um véu universal. À medida que cresce, o cogumelo liberta-se do véu, apesar de poderem existir pedaços dele na orla do chapéu. Este é inicialmente cónico com orlas dobradas para dentro, antes de tornar-se hemisférico e mais achatado com um diâmetro de até 12 cm. Tem muitas vezes uma "bossa" distintiva; pode ser pelado, e é branco, embora o centro possa ter a cor do marfim. As lamelas são brancas, bem como o estipe e a volva. O estipe é delgado e tem até 15 cm de altura, exibindo um anel. A esporada é branca e os esporos têm forma oval e comprimentos entre os 7 e 10 μm. Quando manchados com uma solução de iodo tornam-se azuis. A carne é branca, com um sabor que lembra o rábano, e torna-se amarela-brilhante com o hidróxido de sódio. Este fungo ilustra bem o risco de se colherem cogumelos imaturos, pois assemelha-se aos cogumelos comestíveis Agaricus arvensis e A. campestris, e aos peidos-de-lobo (Lycoperdon spp. ), antes dos chapéus abrirem e de as lamelas tornarem-se visíveis.

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Distribuição e habitat

Imagem: Σ64 · BY · Openverse

A. virosa é encontrado em bosques mistos,especialmente em associação com a faia, em solo musgosos durante o verão e outono. Todas as espécies de Amanita formam ectomicorrizas com as raízes de certas árvores.

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Toxicidade

Amanita virosa é altamente tóxico, e é responsável por envenenamentos graves. Tal como o seu parente próximo A. phalloides, contém as muito tóxicas amatoxinas, bem como falotoxinas. Algumas autoridades aconselham fortemente contra a colocação destes fungos junto com outros apanhados para consumo, bem como evitar tocá-los. As amatoxinas consistem de pelo menos oito compostos com estrutura similar de oito aneis de aminoácidos; foram isoladas em 1941 por Heinrich O. Wieland e Rudolf Hallermayer da Universidade de Munique. Dentre as amatoxinas, a α-amanitina é o componente principal e juntamente com a β-amanitina é provavelmente responsável pelos efeitos tóxicos. O seu principal mecanismo tóxico é a inibição da ARN polimerase II, uma enzima vital para a síntese de ARN mensageiro (ARNm), micro-ARN, e pequeno ARN nuclear. Sem o ARNm a síntese de proteínas e logo todo o metabolismo celular param e as células morrem. O fígado é o principal órgão afetado, pois é o primeiro órgão a ser atingido após a absorção no trato gastrointestinal, apesar de outros órgãos, como os rins, serem suscetíveis.

Tratamento

A ingestão de Amanita virosa é uma emergência médica que requer hospitalização. Existem quatro categorias principais de tratamento do envenenamento: cuidados médicos preliminares, medidas de suporte, tratamentos específicos, e transplante do fígado. O cuidado preliminar consiste na descontaminação gástrica, por carvão ativado ou lavagem gástrica. Contudo, devido ao tempo que decorre entre a ingestão e os primeiros sintomas de envenenamento, é normal os pacientes aparecerem nos hospitais muitas horas após a ingestão, potencialmente reduzindo a eficácia destas intervenções. As medidas de suporte são dirigidas para o tratamento da desidratação que resulta da perda de fluidos durante a fase gastro-intestinal da intoxicação e correção da acidose metabólica, hipoglicemia, desequilíbrios eletrolíticos, e diminuição da capacidade de coagulação.

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