Amadora
A Amadora, situada na Área Metropolitana de Lisboa, é uma cidade com uma densidade populacional notável de 7.195 habitantes por km², abrigando 171.500 pessoas em seus 23,79 km² urbanos em 2021.
Pontos-chave
- Amadora é um município português na Área Metropolitana de Lisboa.
- Possui uma alta densidade populacional, com 7.195 hab/km² em 2021.
- A história da Amadora remonta à Pré-História, com vestígios romanos e medievais.
- O município é um importante polo económico, com parques comerciais e sedes de empresas.
- A infraestrutura de transportes inclui metro, comboios e importantes eixos rodoviários.
Localizada ao norte da Área Metropolitana de Lisboa, a Amadora faz fronteira com Lisboa, Oeiras e Sintra. Seu relevo apresenta altitudes moderadas, variando entre 50 e 200 metros, com três áreas morfológicas distintas: duas mais elevadas ao norte e sul, e uma depressão central. A Serra da Mira, no extremo norte, atinge 273 metros de altitude e é composta por formações geológicas do Cretácico Inferior.
Freguesias
Desde 2013, o município da Amadora é composto por seis freguesias, cada uma com suas características e história.
Hidrografia
O município é considerado de montante, com quatro bacias hidrográficas que drenam seu território. Os cursos d'água, de pequena dimensão e baixa densidade, apresentam um padrão dendrítico e pertencem à Região Hidrográfica do Tejo, desaguando no seu estuário.
Clima
A Amadora possui um clima temperado mediterrâneo, com transição entre os subtipos Csa e Csb, influenciado pela proximidade marítima. A temperatura média anual é de 16°C e a precipitação média anual é de aproximadamente 740 mm, integrando a Região Pluviométrica do Sul.
A ocupação humana na Amadora é contínua desde o Paleolítico, com destaque para a Necrópole de Carenque (Calcolítico), que revela práticas de inumação coletiva e um rico acervo de artefactos. A presença romana é marcada pelo Aqueduto Romano de Amadora e pela Vila Romana da Quinta da Bolacha. Na Idade Média, a região manteve seu caráter rural, abastecendo Lisboa e servindo como refúgio de veraneio. A atual configuração territorial surgiu em 1885-1886 com a divisão da antiga freguesia de Benfica, e o nome 'Amadora' foi oficializado em 1907.
Pré-história
A área da Amadora foi habitada desde o Paleolítico, com destaque para a Necrópole de Carenque (Calcolítico), que exibe grutas artificiais para inumação coletiva e um conjunto de artefactos de cerâmica, osso, pedra e metal. Estes achados, datados entre os IV e III milénios a.C., são representados por réplicas na Mala Didáctica Municipal.
Idade Antiga
Os romanos deixaram vestígios significativos na região, como o Aqueduto Romano de Amadora, originário da Barragem Romana de Belas, a Vila Romana da Quinta da Bolacha e a Necrópole de Moinho do Castelinho, além de achados de cerâmica.
Idade Média
Após o domínio árabe, a Amadora permaneceu como uma área rural, focada na produção de alimentos para Lisboa e na exploração de recursos geológicos. Serviu também como local de veraneio para famílias abastadas da capital.
Idade Contemporânea
A atual Amadora originou-se da divisão da freguesia de Benfica em 1885-1886. O núcleo da Porcalhota, próximo à Estrada Real Lisboa-Sintra, tornou-se um centro importante. Em 1907, os núcleos urbanos, incluindo os casais da Amadora, Venteira e Falagueira, passaram a adotar oficialmente a designação de Amadora.
Em 2021, a Amadora mantinha a maior densidade populacional de Portugal, com 7.637 habitantes por quilómetro quadrado. Este número refere-se aos residentes oficiais no município.
O Aqueduto das Águas Livres, encomendado por D. João V e concluído em 1748, é um marco histórico que supria a falta de água em Lisboa. Inspirado em estruturas romanas, o aqueduto em Amadora é alimentado por subsidiários subterrâneos e conta com estruturas como a Mãe-de-Água Nova e as Arcarias na Damaia. Sua construção influenciou a ocupação urbana e a linha ferroviária.
Aqueduto das Águas Livres
Construído entre 1731 e 1748 para abastecer Lisboa, o Aqueduto das Águas Livres capta água de nascentes e é alimentado por aquedutos subsidiários na Amadora. Estruturas como a Mãe-de-Água Nova e as Arcarias na Damaia são notáveis. Chafarizes locais foram construídos no século XIX, e a infraestrutura impactou o desenvolvimento urbano e a linha de caminho de ferro.
A Amadora é administrada por uma Câmara Municipal com um presidente e 10 vereadores, e uma Assembleia Municipal com 39 deputados. Atualmente, o cargo de presidente da Câmara é ocupado por Vítor Manuel Torres Ferreira. O Partido Socialista (PS) detém a maioria na Câmara e na Assembleia Municipal.
A Amadora integra os Transportes Metropolitanos de Lisboa, com passes Navegante Municipal e Metropolitano. O transporte rodoviário é servido pela Carris e Carris Metropolitana. As principais artérias rodoviárias incluem a A9, A16, A36, A37 e EN117. O município é servido pela Linha Azul do Metropolitano de Lisboa e pela Linha de Sintra da CP, com três estações de metro e três de comboio.
Censos 2021: Deslocações Pendulares
Em 2021, cerca de 32% da população (51 mil pessoas) deslocava-se diariamente para outros municípios, principalmente Lisboa (20%). A duração média das viagens era de 25 minutos. Os meios de transporte mais utilizados para Lisboa eram o automóvel, autocarro, metropolitano e comboio.
Expansão do Metropolitano de Lisboa
O Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa previa o prolongamento da Linha Azul para o interior da Amadora, com três novas estações: Atalaia, Amadora-Centro e Hospital.
Projeto Metro Ligeiro Algés - Loures
Anunciado em 2004, o projeto visava ligar Algés à Falagueira (Amadora) com um metro ligeiro de superfície, conectando linhas ferroviárias e o metro de Lisboa. A primeira fase contemplava paragens em Oeiras e Amadora, com uma segunda fase planejada para ligar a Falagueira a Odivelas/Loures.
Em 2020, a Amadora ocupava a 9ª posição em incidência criminal na Área Metropolitana de Lisboa, com uma redução no índice criminal por 1000 habitantes. A Polícia Municipal atua desde 2000 na fiscalização e cooperação com as forças de segurança. O município conta com 103 câmaras de videoproteção, com planos para instalar mais 38 em 2023, totalizando 141 câmaras operadas pela Polícia de Segurança Pública.
A Amadora tem investido na criação e manutenção de diversos parques e jardins, oferecendo espaços agradáveis para lazer e relaxamento em contraste com o ambiente urbano.
A Amadora compartilha o Hospital Público Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) com Sintra e conta com três hospitais privados: Luz, Trofa e Lusíadas.
Com forte componente residencial, a Amadora possui parques comerciais como IKEA, Decathlon, Continente e UBBO. Abriga sedes de empresas internacionais como Siemens, Nokia e Roche, além de fábricas como Dr. Bayard e BA Glass. Instituições públicas como LNEG, APA e Estado Maior da Força Aérea também estão localizadas no município.


