Pesquisa · Mapa mental

Alysson Muotri

Alysson Renato Muotri é um professor e pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos, onde trabalha desde 2008. É também diretor do Programa de Células-Tronco da UCSD. Seu trabalho aborda temas da fronteira da genética e neurociência, como o desenvolvimento de etapas iniciais do sistema nervoso humano usando organoides cerebrais (“minicérebros”) derivados de células-tronco. É o biólogo brasileiro com maior número de publicações científicas de alto-impacto da atualidade.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Biografia

Imagem: gov_mcti · BY · Openverse

De ascendência italiana, Muotri é formado em ciências biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com doutorado em biologia genética pela Universidade de São Paulo (USP). Tem experiência na área de genética, com ênfase em genética humana e médica, atuando principalmente nos seguintes temas: reparo de DNA, vetores virais, câncer, autismo, terapia gênica e modulação gênica. Foi um dos primeiros pesquisadores a cultivar células-tronco embrionárias. Desde o início da sua vida acadêmica, Muotri tinha interesse em estudar neurociência. A leitura de artigos científicos o levou a conhecer as pesquisas realizadas no Instituto Salk, em especial a linha de atuação do Dr. Fred Gage, que une células-tronco com o desenvolvimento de novas redes neurais. Durante seu pós-doutoramento no Instituto Salk de pesquisa, também em San Diego, na Califórnia, Muotri foi pioneiro em mostrar, em 2005, que neurônios humanos derivados de células-tronco embrionárias eram capazes de se diferenciar e se integrar funcionalmente em cérebros de animais quiméricos (formados por células de duas espécies diferentes). Ainda em 2005, num sofisticado trabalho de neurogenética, revelou a atividade de “genes saltadores” (elementos L1 retrotransponíveis) em genomas neurais, mostrando que o cérebro é composto por um mosaico de genomas neuronais. A pesquisa alterou o então dogma da biologia que sugeria que todas as células do corpo dividiam o mesmo genoma.

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Controvérsias

Imagem: poptech · BY-SA · Openverse

Muotri chegou a ser considerado, em alguns contextos, uma figura polêmica no cenário do autismo. Alguns autistas ativistas do movimento de direitos dos autistas discordam de suas afirmações sobre cura do autismo e como aborda o transtorno em seus pronunciamentos públicos. Alysson, por sua vez, numa entrevista para o G1, em 2013, foi perguntado "Não raro, você enfrenta críticas relativas ao seu trabalho. Já vi pessoas usando inclusive termos pejorativos com o objetivo de denegrir sua imagem e fazendo pouco caso de todo o conhecimento acumulado. E mais que isso: não só acumulado, mas também compartilhado de forma acessível. Por que não desiste?". Muotri respondeu: " Não desisto, por que esse tipo de crítica não me incomoda. Não são esses críticos que pagam meu salário. Quem paga, pensa justamente o oposto. Se algum dia essa situação inverter, acho que desisto da ciência e me transformaria numa pseudo-celebridade de segunda classe”.

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Fontes consultadas

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