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Trump Always Chickens Out

O acrônimo "Trump Always Chickens Out" (TACO), que pode ser traduzido como "Trump sempre amarela", ganhou notoriedade em maio de 2025. Ele surgiu após uma série de ameaças e recuos de Donald Trump durante a guerra comercial iniciada por sua administração com tarifas alfandegárias. O termo descreve a tendência de Trump de fazer ameaças de tarifas, apenas para adiá-las ou recuar, como estratégia para ganhar tempo em negociações e permitir a recuperação dos mercados.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 28/08/2026

Pontos-chave

  • O acrônimo TACO descreve a tendência de Trump de ameaçar tarifas e depois recuar.
  • O termo foi cunhado pelo jornalista Robert Armstrong em maio de 2025.
  • Exemplos incluem adiamento de tarifas contra a UE e recuo em ameaças contra a Coreia do Norte.
  • Trump negou o comportamento, afirmando que "isso se chama negociação".
  • O termo gerou memes e foi amplamente divulgado na mídia internacional.
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Contexto Histórico

Imagem: cogdogblog · CC0 · Openverse

A tendência de Donald Trump de mudar de posição em questões políticas já era observada desde sua primeira campanha presidencial. Antes do surgimento do acrônimo TACO, termos como "retroceder" e "virar-casaca" eram utilizados. Operadores de Wall Street chamavam essa prática de "opção de venda de Trump", pois ele mudava políticas se os mercados reagissem negativamente. Essa postura continuou a ser relatada antes e durante sua segunda presidência, com comentaristas apontando para questões como comércio, imigração e relações internacionais.

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Origem do Termo

O termo "TACO: Trump sempre amarela" foi utilizado pela primeira vez pelo jornalista Robert Armstrong, do Financial Times, em um artigo de opinião publicado em 2 de maio de 2025. Na ocasião, Armstrong discutia os efeitos das tarifas alfandegárias nos mercados dos EUA e observou que "a administração dos EUA não tem uma tolerância muito alta para pressões de mercado e econômicas, e será rápida em recuar quando as tarifas causarem dor".

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Exemplos Práticos

Tarifas e Comércio

Katie Martin, do Financial Times, citou três exemplos do "fator TACO": o estabelecimento e posterior pausa das tarifas do "Dia da Libertação" uma semana depois; a ameaça de demissão do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, seguida de distanciamento da ideia; e o compromisso dos EUA de reduzir tarifas contra a China durante negociações comerciais em maio. Outro caso foi o adiamento da tarifa de 50% sobre importações da UE para 9 de julho, o que impulsionou os mercados europeus. Shannon Pettypiece, da NBC News, relatou dez casos em que Trump ameaçou tarifas, mas as implementou em número muito menor do que o anunciado.

Relações Internacionais

Gideon Rachman, do Financial Times, apontou que "Trump sempre amarela na política externa também". Ele citou um estudo que indicou que Trump ameaçou usar força contra adversários estrangeiros em 22 ocasiões, mas agiu efetivamente em apenas duas. Exemplos incluem as ameaças de "fogo e fúria" contra a Coreia do Norte e de "apagar o Afeganistão da face da terra", que não se concretizaram. Em vez disso, Trump iniciou negociações fracassadas com a Coreia do Norte e firmou um acordo para a retirada dos EUA do Afeganistão sem concessões significativas do Talibã.

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Reações ao Termo

Política e Economia

Em 28 de maio de 2025, Donald Trump negou o comportamento associado ao termo TACO, afirmando que "isso se chama negociação" e que geralmente é visto como "muito duro". Segundo a CNN, ele inicialmente interpretou a pergunta como uma acusação de covardia. Lawrence O'Donnell, da MSNBC, argumentou que as ações e recuos de Trump o caracterizam como um presidente ineficaz, pois a percepção de que ele cederá se espalha, enquanto a guerra de tarifas prejudica empresas americanas. Analistas como Salomon Fiedler (Berenberg Bank), Paul Donovan (UBS Wealth Management) e Chris Beauchamp (IG Group) também apontaram que as ameaças de tarifas de Trump não se sustentam a longo prazo.

Mídia e Memes

Pouco depois da resposta de Trump, o termo TACO viralizou em memes, com o uso frequente de inteligência artificial generativa para criar imagens e vídeos paródicos. Charges satirizaram a reação de Trump, utilizando trocadilhos e caricaturas. O termo foi amplamente divulgado na imprensa internacional, com traduções para diversos idiomas, incluindo estoniano, francês, alemão, norueguês, esloveno, espanhol e português brasileiro ("Trump sempre amarela").

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Fontes consultadas

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