Manuel Alves Branco
Manuel Alves Branco, 2.º Visconde de Caravelas,, foi um juiz de fora, advogado, economista e político brasileiro.
Em 12 de agosto de 1844 implantou a política tarifária que é conhecida pelo seu nome (Tarifa Alves Branco), aumentando a tarifa aduaneira média para 30%, variando desde 2% para alimentos e insumos essenciais, até 60% para alguns bens de luxo. Tal medida abrangeu cerca de três mil itens importados, despertando vivos protestos não apenas dos empresários britânicos, afetados com esta medida, mas também dos importadores no Brasil e de representantes das classes mais abastadas, que passaram a pagar mais caro pelos itens importados de que dependiam. O objetivo principal da medida foi o de reduzir o déficit fiscal brasileiro. Por essa razão, foi também muito criticada por deputados e senadores que defendiam uma política mais agressivamente protecionista, geralmente ligados ao partido conservador e ao núcleo duro dos 'saquaremas', principalmente Bernardo Pereira de Vasconcelos. O gabinete conservador de 1843 havia elaborado as diretrizes para a elaboração da reforma alfandegária a ser efetivada no ano seguinte por meio do Decreto nº 294, de teor fortemente protecionista, mas foi impedido de levá-la a termo por ter sido apeado do poder. O ministro Alves Branco, ao realizar a reforma, afastou-se dessas diretrizes, priorizando o aspecto fiscal em detrimento dos objetivos protecionistas.
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No bairro Quarenta e Dois, na cidade de Santa Luzia, Minas Gerais, um logradouro tem o nome de Rua Manoel Alves Branco, Código de Endereçamento Postal 33025.265. A Academia Nacional de Economia consagra o seu nome como Patrono Originário da Cátedra 011.


